Mestre Iram Custodio 23 ans de divulgation de la capoeira en Europe Textes écrire par Mestre Iram Custodio 2
 
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OBRAS DO AUTOR Mestre Iram Custodio Magalhães Poésias – Nos 1985; Tanto tempo 1986; Gosto muito de ti 1987 Nova Poesia Brasileira edição Shogun Pièce théâtral “SENEGAL, Tô com fome » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 28/05/1984 Translado, « SELETAS » colections des Poèsie, registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 31/08/1984 Cahille de Poèsi « ANALOGO » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 27/01/1987 Poèsi « GOSTO MUITO DE VOCE » editeur Shogum Arte, registre en livre à Rio de Janeiro 10/06/1987 Pièce théâtral pour les enfants entre 05 et 12 ans “IH ! O SOL CASOU» registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 11/11/1987 Pièce théâtral genre musical « RAÇA BRASIL» registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 05/05/1989 ASHE – FIGURE BRESILIENNE(peça de teatro) écrire en 15/05/1992 par Mestre Iram Custodio Traduction de la Pièce théâtral pour les enfants «PLOUFT, LE PETIT FANTOME » de Maria Clara Machado, registre S.A.C.D. et la S.N.A.C à Paris France le O6/06/1992 Poèsi et chansons « MUSIQUE DE CAPOEIRA » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 20/08/1992 Cahielle, règlement, mètode et philosophie de « L’ECOLE DE CAPOEIRA DE MESTRE IRAM CUSTODIO » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 18/09/1995 Cahille « ABC ECOLE DE CAPOEIRA MESTRE IRAM CUSTODIO » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 30/06/1997 La Capoeira Origines et Techniques Illustrées ( Livro) - éditeur Guy Trédaniel – 1° edição 28/07/1998 Capoeira Manuel Pratique ( Livro) - éditeur Européenne de Magazines – 06/04/1999. Poèsi et chansons CD de capoeira « SOU DO RIO DE JANEIRO » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 27/07/1999 Pièce théâtral genre musical « MALANDRO» registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 05/04/2000 Poèsi et chansons musique de capoeira « HOJE TEM QUILELE » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 09/08/2000 Poèsi et chansons musique de capoeira « MUSIQUE TRADITIONNELLE DE CAPOEIRA » registre à biblioteca national de Rio de Janeiro 09/07/2001 La Capoeira Origines et Techniques Illustrées ( Livro) - éditeur Guy Trédaniel – 1° edição sorti le 05/08/2000. Revista CECICA NEWS CAPOEIRA magazine d’information sur la capoeira et la culture brésilienne – 2002 Traduction de la Pièce théâtral "Le Père Noel cet un ordure" du France pour le Portugais, "O Papai noel não vale nada" (pièce de théâtre de Josiane Balasko") registre à bibliothèque national de Rio de Janeiro 2002 Um Garoto Que jostava de Historias – 09/08/2004 O MUNDO VAI ACABAR (peça de teatro) 2005 LISBELOLA ESVOASANTE (peça de teatro) 2006 MALANDROS (peça de teatro) 2007 Capoeira La Recherche ( Livro) - éditeur Europa - 2008 Quando pensei em realizar este livro achei que nunca seria possivel. No brasil todos dizem que a dificuldade é bem maior. Poucos gostam de ler, me disseram. Relutei contra eu mesmo por algum tempo, procurando a força para entraga-lo a um editor que o pudesse ler e dar sua opiniam. Lembrei que na minha vida tudo foi tão dificil e agradeci. O valor de cada coisa ou etapa que superei me faz lembrar que cada vitoria veio com um satisfação maravilhosa. Reconheci que eu precisava ter as pedras e os rios para atravesar, pois só assim o cada objeto ou realização pessoal foi extraordinaria. Poder virar para traz e ver que a vida passou, tanta coisa passou, mais eu ainda estou escrevendo. Por essa e outras coisas vejo que a vida ainda nos reserva muitas surpresas, que a sua possa ser melhor e mais importante que a ultima. O AUTOR Um Garoto Que jostava de Historias Rio de Janeiro – 09/08/2004 - autor Iram Custodio Magalhães Prefácio Manoelzinho Tinha o habito de tudo escrever. Quando ainda era muito pequeno, ele costumava sentar-se debaixo do “Caja-manga” para formar suas frazes. Escrivia versos, texto que as vezes ele mesmo não intendia. Fazia musicas e o que mais gostava era de depois que escrevia contar as historias para seus amiguinhos. Gostava de ver a reação das pessoas. Fazia historias de formigas, abelhas, vagalumes e cobras. Alguns de seus amigos achava estranho que ele ficasse escrevendo e contando historias de animais. Ele respondia que gostava deste povo pequeno, que parecia tão indefeso. Algumas vezes passava horas ali, vendo as formigas ir e volta do seu trabalho laborioso, que satisfação tinha o Manoelzinho de ver a união daqueles bichinhos que erguiam uma folha as vezes com cinquenta formigas e carregavam la para o formigueiro. O menino morria de curiosidade para saber o que elas iriam fazer com aquela folha. Se pudesse entraria la também só para ver o que acontecia com a folha. Ele cresceu, na juventude escrevia em todo lugar, na escola, nos bancos dos jardins, nos onibus e ate quando andava na rua. Ele dizia que quando a inspiração vinha era seu dever pegar um pedaço de papel e anotar aquilo que passava em seu pensamento. As vezes no centro da cidade, no meio de toda aquela confusão ele parava e começava a escreve. Ele não queria saber se alguem um dia leria o que ele pensava, sua obrigação era primeiro com os verbos, as palavras, as preposições e todos aqueles acentos, pontos etc... Escrever lhe fazia bem, era como uma terapia. Nunca parou de escrever, escreveu varios textos e gostaria de saber o que no universo tem. A resposta não chegou, o mundo tantas e tantas vezes giro. O menino Manoelzinho continua a escrever. Seus textos são pequenas historias que a vida em um momento ou outro lhe fez ver. A vida é bela quando se sabe viver. O MUNDO VAI ACABAR (peça de teatro) autor Mestre Iram Custodio Magalhães Personagens: José (o Cientista que faz clones para se divertir, e que foi congelado) Melissa (Espiã que deve vigiar José, ela se faz passar por sua esposa ) Adelaide (A secretária de José, ela o ama mais nunca pôde se declarar) Honório (Um cientista invejoso, seu interesse é servir ao Patriarca e tomar o lugar de José) Na quele laboratorio que o doutor José tantas vezes pode descobri a solução para aquelas doenças horriveis ia acontecer o pior. Nossa trama se passa no século XXII, onde o mar, as florestas e o ar puro foram destruídos. José um grande cientista, nosso protagonista, se faz congelar por algum tempo para poder usufruir da modernidade e da tecnologia do avanço da ciência no futuro. Antes de se congelar ele cria uma formula que poderia ser usada tanto para o bem como para o mal. José é brilhante, se diverte fazendo clones de mulheres, que chama de irmãs. Quando ele é descongelado muita coisa mudou na terra, ele perdeu um pouco de sua memória, os mares estão completamente poluídos, o ar puro não existe mais e as florestas foram destruídas. O grande ditador que nesta época governa o mundo se chama “Patriarca”, ele faz José trabalhar para ele em principio para refazer a fauna e a flora sobre a terra, todavia, depois ele começa a querer que José lhe de o código da sua formula para destruir os olhos puxados, povo que se multiplica de uma maneira impressionante e que não quer obedecer as ordens do Patriarca, através de uma super bomba criada por José. José é um covarde, ele é assistido pela bela Adelaide, cyborg que ama José mas não consegue se declarar para ele. José é vigiado por Melissa e Honorio. Melissa é uma mulher muito má, não sabemos se ela é lésbica ou não, que gosta de cheirar gás toxico e de Sado masoquismo, ela é ruim. Honorio é um cientista quer trabalha com o Patriarca, ele é menos inteligente que José, sua maior satisfação seria se ele ter o poder de destruição, invejoso, mal caráter e masoquista, ele se diverte matando outros seres vivos. Ele encarna o mundo destruidor, que vegeta, não produz e que se pudesse destruiria tudo ao seu redor. Com as duas portas aquela sala deixava entrar uma corrente de ar muitas vezes fria. Na sua mesa ele trabalhava em seu computador, sua maior diverssão era o seu rádio. A televisão ele nunca ligava. Alguns tubos de ensaio borbulhavam as experiências. Seus livros e cadernos ficavam sempre a mão para a consultação. Em uma noite quente, em seu laboratório de pesquisa o doutor José escuta as notícias pelo radio. Voz off: - Hoje pela manhã o dinheiro verde bateu outro recorde, o país parece que vai entrar em uma recessão. Políticos discutem, venda de mais um estado. As terra do país escolhidas para serem vendidas deveram ter mais de trinta mil pés de arvores. A compra será feita pelo IMF. A situação deplorável da sociedade é mais uma vez apontada como culpa dos maus administradores, que estudaram em grandes escolas, em grandes universidades mais não aprenderam nada. No futebol, morre mais um jogador em confronto, equipe vermelha e amarela deram uma grande surra na equipe vermelha e branca. A morte do jogador foi devido a um chute em sua cabeça. Onde o célebro foi deslocado em dois lugares. Este é o quinto jogador que morre esta semana. Nuvens negras, previsões de chuvas, tempo encoberto. A temperatura fica nos vinte oito graus. ( José desliga o rádio) José: É muito grave, o dinheiro verde não pára de subir. O governo não pára de vender nossas terras, e estes administradores do país que são completamente incompetentes. Não conseguem conter a crise. Melissa: O que nos importa, nós fazemos parte daqueles que não temos que se preocupar. Você esqueceu, eu sou uma das filhas do Patriarca, nosso lugar já esta reservado. Nos temos tudo em dobro, em triplo e até em quádruplo. Temos coisas que nós nem precisamos. José: Você sabe que eu me preocupo muito com a minha família e com o que vai acontecer com os outros. A vida está caótica, o divertimento hoje em dia é de se matar um ao outro. A população alienada em se dar bem, não viu que estava trabalhando para que o mal se instalasse e dominasse as classes mais ignorantes. O povo foi o maior culpado pelo que está acontecendo. Melissa: Você é muito engraçado, devia se preocupar antes de tudo, o porquê serviu às forças do liberalismo, do capitalismo e sobre tudo do poder. Você reclama, mas você gosta do poder. Você gosta de poder fazer suas réplicas, os seus andróginos. Este poder de vida e de morte é essencial hoje em dia. As famílias desapareceram e hoje todos os que querem ter uma, precisam construi-la. Plantar, cultivar e cuidar para que ela sobreviva. Você sabe, que você é um poderoso também. José: Você não compreende, se a ordem fôr dada muita gente vai morrer. Muitos inocentes vão morrer. Eu não gosto nem de pensar. O que eu queria é que tudo pudesse voltar ao que era antes. Gostaria de andar na beira do mar e sentir o vento em meu corpo. Gostaria tanto de poder me banhar nos mares azuis. Melissa: Haaaa!!! Desculpe-me, mais não pude me conter, você às vezes é tão engraçado. As águas dos mares estão pretas, estão completamente sujas. Já faz algum tempo, os empresários que com suas ambições, queriam crescer e serem os maiores produtores disso ou daquilo. Poluíram tanto os mares e todos os seres que lá viviam morreram. Hoje ninguém pode tomar banho de mar sem um macacão protetor. José: Isto me revolta muito. Esse macacão, criado pelos mesmos empresários que destruiram a fauna e a flora é horrível. E eles ainda colocaram um CD-Rom, software (logicial) onde você sente o perfume da água, a frescura do mar e a sensação de estar molhado. Só faltava enxugar o seco. Eles pensam mesmo que somos imbecis. Melissa: Eles pensam não, eles têm certeza que o povo é imbecil, burro, ignorante e hipócrita. Tudo junto. José: Você quer saber, eu não tenho poder nenhum. Se eu fosse poderoso e pudesse mudar alguma coisa, eu gostaria de dar ao povo a inteligência e percepção de ver o que está errado e com isso dar-lhes o poder de transformar, corrigir e acertar. O povo é vergonhoso. (Honório entrando por uma porta) Honório: Parece que agora é serio, segundo meus informantes a ordem vai ser dada. É José como eu te invejo, ter todo esse poder nas mãos. Poder destruir milhões, milhares de seres tudo ao mesmo tempo. José: A mim não me satisfaz nada senhor Honório. Ainda acho que isso é um erro, e se eles tiverem errados ? E se os de Olhos Puxados não atacarem ? Essa bomba, com toda essa carga explosiva, poderá destruir mais do que aquele continente. Poderá destruir tudo, todo o planeta, esta bomba parece ser uma das mais destruidoras. E por que o Patriarca não lança um foguete, com uma carga mínima de ataque, enviado de suas terras, de seu país, essa arma DTM de destruição maciça poderá atingir proporções inesperada. Honório: Com o lançamento de um foguete, eles teriam tempo de contra-atacar. Com esta arma DTM eles não poderão ver o ataque surgir. Tudo vai ser devastado, por isso os seus cálculos deverão ser precisos e sem erros. Melissa: Ele não se convence de ser um de nossa espésse, que tem o mundo nas mãos. As técnicas que você criou são perfeitas, teus cálculos são perfeitos. Tudo vai dar certo. Esta arma que você criou antes de ser congelado é muito boa. Os testes que foram feitos são extraordinários. Hoje só estamos precisando do código e dos cálculos corretos para que tudo saia como o Patriarca previu. Você é um de nós. Você é um dos que podem dar a vida ou destrui-la. Os velhos coronéis da sua época ficariam com muita inveja do seu poder. * A luz desce B.O. em um canto na frente sobre Adelaide uma ciborgue uma luz de pino sobre ela, um branco azulado, ela está se vestindo com roupas íntimas Brancas – meias, dentelas, corpete etc. Ela ajeita no ombro uma placa de metal, e podemos ver em seu joelho uma outra placa de metal. Enquanto ela se veste ela canta uma música de Marilyn Monroe “I wanna be loved by you”. Quando acaba sua cena José está discutindo com Melissa. José: Mas eu não tenho poder nenhum, eu não construi esta arma para que o mundo fosse destruído. Eu criei esta arma, para que ela nos ajudassem a limpar a Poluição que vocês criaram. Eu criei esta fórmula, para que pudéssemos refazer a flora, a fauna e que o mundo animal instinto, pudesse ter uma chance de sobreviver e de renascer. O que me pedem, não está certo, vocês não podem me obrigar a utilizar minha arma e minha fórmula para a destruição.(Melissa vai até ele e lhe dá uma bofetada) Melissa: Às vezes eu me pergunto por que tive que me casar com você. Você às vezes se porta como um idiota. Como um daqueles que o mundo renegou, usou até não poder mais, deixo morrer por caridade. Todos filhos do deus. Mais eles sofreram demais, viveram na miséria e na podreza, venderam seus corpos e até seus órgãos vitais para poderem continuar vivos. Hoje o Patriarca utiliza somente aqueles que tem um pouco de consciência e raciocínio de vinte AHP. Huuuu! Ainda bem que já faz tanto tempo, você quase esqueceu, não é meu bem. Honório: Ele não pode voltar a ter pena dos outros, você está aqui para lhe pôr no bom caminho, lembre-se disso minha querida, (ele beija Melissa, José está de costas com uma prancheta fazendo anotações) você ainda continua passando batons de pêssego, que ironia, a mulher que acabei de eliminar, ontem, uma das irmãs de Doutor José também usava esse sabor de batons. Melissa: O que você quer dizer com isso? Estou cumprindo com o meu trabalho, viver do lado desse traste é a pior coisa que poderia me acontecer. Eu preferiria ter ficado onde estava, torturando as meninas moças, para que o Patriarca pudesse ter prazer. Honório: Eu não entendi isso, de onde ele tirou essa idéia de torturar e ter prazer ? Melissa: Parece que era uma das aberrações da humanidade no século XXII. Os poderosos, esses que tinham muito dinheiro, capturavam as virgens e as meninas moças para que os padres às torturassem em festas ou em recepções. Elas eram usadas de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Nem a escravidão do século XVI, nem o Holocausto foi pior do que isto. Quando o Patriarca tomou conhecimento destas práticas do século XXII ele as aderiu. Pois achou uma das maiores formas de maldade que a humanidade já conheceu. Os povos ricos acabaram, mais as maldades ainda persistem em nosso planeta. Honório: Agora entendo melhor, ele quer ser como seus antepassados. Ruim!!! Haaaaa!!!! Vamos com isso José, o tempo está passando, lembra-se que o Patriarca vai sempre lhe agradecer. E você vai mostrar que é um de nós. Melissa: Eu não entendo, depois de ter conquistar todas as coisas que ele queria. Comandar o trafico de drogas e o trafico de armas no mundo, mandar e desmandar nos países do terceiro mundo. De ter o poder de destruir quem ele quisesse, de escravizar, comandar países e povos inteiros. Pôr que tentar destruir os Olhos Puxados. Eles são um povo tão feio, tão medíocre, sem inteligente. Eu não sei se vale apenas ? É bem verdade que eles se multiplicam de uma maneira muito rapidamente, parece uma praga. Agente conta tem um milhão, agente volta a contar, e aumentou para seis milhões. É uma coisa de louco. Honório: Hoje os Olhos Puxados são contra as exclusão, são contra á pobreza e a miséria. Eles são contra a pena de morte, as drogas e a tortura. Eles hoje vivem para combater todo tipo de impunidade, injustiça social ou moral, eles querem o poder supremo. Para uma tal de liberação espiritual. Onde todos os serem serão iguais. Antes eram eles que executavam o seu povo em praça publica. Eles não respeitava os direitos humanos. Eles reprimiam e torturavam quem falasse muito, e agora eles são contra. Depois que eles se rebelaram contra o Patriarca, ele decidiu e jurou destruí-los custe o que custar. E eu acho que ele tem razão. Não podemos deixar viver esse mundo de traidores. José: Sim, eles querem o poder do planeta, mais para fazer o bem, para que cada pais possa existir independente como antes. Querem que a paz reine. Honório: Besteira, antes todos foram escravizados, de uma maneira diferente, sutil. Isso tudo não passa de uma simulação, todos sabem que eles vão escravizar todos os povos que sobreviverem. Eles criaram uma arma muito poderosa, a ZX4000 que é de um poder destruidor enorme. Nós precisamos agir rapidamente antes que eles nos ataquem. José: Eu não acredito nisso, o povo do norte é que deseja o poder supremo, primeiro foi a supremacia pela forma de pagamentos de juros, eles escravizarão os povos dos sul pôr muito tempo, com a ajuda dos traidores implantados nos Governos daqueles países. Todos aqueles que venderam a alma, venderam seu pais e mesmo seus filhos. Eles mataram muitas crianças de fome, mataram também muitos velhos que não podiam comprar seus remédios, pôr serem muito caros. Agora as crianças e os velhos vegetam acoplados na maquina de maldade do nosso querido Patriarca. Haaaa!!! Esse povinho, que se achava genial, não passa de um povo medíocre sem historia et sem glorias. Um povo que não é patriota, não é nacionalista e não tem heróis. Esse povinho que não tem orgulho, não tem memória. As historias do nosso Pais foram manipuladas, só conhecemos dez pôr cento daquilo que aconteceu. Na verdade não somos um pais, somos um continente. Melissa: Silencio, você já falou de mais, você quer que eu seja punida pôr suas palavras estúpidas. ( José protege o rosto, Melissa chega perto dele e lhe da uma joelhada nos gênitas) Você José foi um escolhido, ponha isso na sua cabeça. Os outros não passam de baratas, insetos, que não representam nada. Se hoje alguém morrem só os mais próximos, os familiares é que vão sentir sua falta. A vida humana não valer mais nada. E isso não é culpa do Patriarca. A sociedade egoísta e mesquinha é que permitiu que as coisas chegassem a esse ponto. São eles é que são os verdadeiros culpados. José: Ai ! Você nunca poderia ser minha esposa deste jeito, me maltratando a cada momento. Quem é você ? Diga logo que esta aqui para me matar assim que eu cumpri as exigências do Patriarca. Melissa: Você se esqueceu quanto tempo nós mulheres fomos maltratadas, exploradas, abusadas e mesmo rejeitadas. Você se esqueceu meu querido doutorzinho. Vocês homens são de uma hipocrisia terrível. (Honório olha feio para ela) Menos você meu caro amigo. José: Pois fique você sabendo que eu nunca maltratei ninguém. Melissa: Pôr que não quis. As mulheres sempre gostaram de ser maltratadas. Ao menos é o que parece. Quando vejo os filmes, relatos e jornais daquela época, não posso intender como todos podiam ser tão passivos. José: Eu nunca vou maltratar ninguém, nem homem nem mulher. Eu acho que os Olhos Puxados são amigos, que eles querem o bem de nossa pequena humanidade, ao menos do que restou. Honório: Escute o palerma, trata de nos dar os números de código o quanto antes, se não vou ter que matar outra de suas irmãs. José: Você conhece Palerma ? Era uma cidade muito bonita seu burro. Honório: O que você disse. José: Nada senhor Honório! O senhor pode matar minhas irmãs, eu tenho dezessete. Honório: Você sabia que sua irmã preferida também esta presa. Sim sua irmãzinha, a mais nova e pura, sim a que atende pelo nome de Angélica. José: Não! Honório: Sim! Conseguimos lhe enganar, me disfarcei de você, com o programa 22445, e fiquei com a sua cara. O resto foi molhe, ela se atirou nos meus braços pensando que eu fosse você. Ainda deu para fazer uns carinhos. Uns beijinhos, ela é boa. Você trabalhou muito bem. José: Miserável. Honório: E agora ainda vai ficar atrasando essa formula binaria, que eu poderia descobrir facilmente se o Patriarca deixasse. Mais ele preferiu você, um pacifista, um criador de clones, um cientista louco, louco pôr irmãs. É verdade que você faz sexo com elas ? José: Não seja ridículo, você tem é ciúmes do meu talento. Você sempre esteve na minha cola. Tudo que eu realizei, você queria realizar também. Mais o teu Q.I. não é igual ao meu. Eu sou muito mais inteligente que você. Melissa: Vocês dois podem parar, eu estou querendo ir embora, e não posso, tem que cuidar do senhor José. Vamos nos diga como destruir o outro lado do mundo sem que a onda de raios VAREONS venha para o nosso lado. Os teus cálculos tem que ser corretos. Esses raios destruidores tem que se limitar a metade do planeta. Intendeu seu idiota. Seria tão mais fácil e simples para todos se você cooperasse. Eu poderia ser muito legal com você, meu bem. Eu poderia usar minha boca em você. Eu te deixaria louco. Você nunca mais iria me esquecer. Vamos faça o que estamos lhe pedindo. José: Como é que vocês querem que eu trabalhe desta maneira ? Vocês não me deixam trabalhar. Como é que eu posso encontrar esse maldito código se vocês não param de falar ? Vocês estão me atrapalhando. Honório: Você não esta com fome Melissa ? Poderíamos comer algo no Vulcão burgue, os mais queimados burgue da planeta. E quem sabe você pudesse ser legal comigo também. Melissa: Sim podemos ir lá para comer algo. Eu estou mesmo com muita vontade de tomar um espremido de lacraia. Eu trarei alguma coisa para você José. José: Pôr favor vermes de rinocerontes, sem a gosma. (para o publico) Em 2040, depois das sucessivas guerras, a única alimentação que sobrou foi os vermes. ·José tem uma crise, coloca as mãos na cabeça e começa a se sentir mal, ele começa a escutar uma sinfonia da opera O Navio Fantasma de Wagner. Ele fala frases desordenadas e sem grande sentido. José: Não, não fui eu, eu juro. A goiabada estava ali, ali Ho! Foi ele o matou, sangue, horror, muitos mortos. A menina lourinha troce-me uma flor. Eu chupei cana, bebi água de coco. Fui ao Maracanã, mais não tinha ninguém. Decepção. A onde foi que eu errei, como é que sabemos que estamos errados. Perdição, amor, choque de almas. Alegria, um canhão, uma explosão. Paixão. ( a musica começa a diminuir, José esta no chão se levantando) (Entra Adelaide a secretária toda boa) Adelaide: Doutor José, aqui estão os testes que me pediu. E eu gostaria de lhe dizer que não gosto de ir no laboratório. Se fosse possível de evitar de me pedir isso, eu lhe agradeceria muito. José: O que ouve ? Não entendo ? Adelaide: Os rapazes do laboratórios são muito bobos, eles ficam me perturbando. Eles são chatos. Eu tive que dizer que eu era sua namorada para que eles parecem de me encher o saco. José: Você disse o que ? Que era minha namorada. Não sei se intendi direito. Adelaide: Deixa de ser bobo, o senhor intendeu bem direitinho. José: Hammmm! Adelaide: O senhor nunca desconfiou dos meus sentimentos, não sabe quantas noites fiquei sem dormi, e quantos sonhos tive com o senhor. Eu sou a.... (telefone toca) José: Alou! Sim sou eu, claro que continuo a procurar. Só que esta difícil de chegar a uma conclusão, os dois que deixou me vigiando me atrapalham muito. Sim não, não, não precisa, muito obrigado, Eu vou achar. Sim em breve, é, não se preocupe, ate logo, esta tudo bem. Huhuhu, huhuhu, huhuhu. Tá. José: Sim o que você estava dizendo ? Adelaide: Que hoje teremos uma chuva de meteoros e que uma das luas se apagou pôr dois dias. José: Isso é normal. Esta nossa segunda lua é bem preguiçosa, ela tem menos tempo de luz que a outra, incrível descobrir que ela sempre esteve ali, atras da nossa primeira lua, e que ninguém nunca a viu, ninguém nunca a descobriu antes. Ela se escondia de tal maneira que nós achávamos que era a sombra da primeira. Adelaide: O que o senhor vai fazer hoje. José: Não sei. Tenho que descobrir um tal código para o Patriarca. Ele quer destruir os Olhos Puxados, ele quer destruir o lado de lá da terra, e deixa intacto o lado de cá. Desse jeito ele pensa poder governar sozinho a metade da terra que vai sobrar. Adelaide: Mais isso é impossível. Ele esta louco. Ele tem que parar de fazer tanto mal. Você não pode dar esse código a ele. José: Cuidado meu amor com o que você diz, aqui as paredes tem ouvido. Ele capturou as minhas irmãs que eu clones e ele esta matando uma á uma para que eu coopere. Ele é um monstro e pensa somente em destruir. Adelaide: Você disse meu amor. (ela se joga nos seus braços) José: O que foi, o que você esta sentindo ? Adelaide: Uma emoção enorme, neste contato físico com o senhor. ( entra Melissa) Eu estou toda arrepiada e molhada. Melissa: Há! É dessa maneira que o senhor trabalha ? Eu sempre desconfie que você me traia com esta secretaria. E eu que sempre me preocupei com você, sempre te dei carinho, amor, dedicação e é assim que me pagas. Cachorra, você é mesmo uma cachorra. O pessoal do laboratório já tinha me dito, para que eu ficar de olhos abertos. Então era isso. Você queria meu marido. E eu que sempre fui fiel, honesta, cumpridora dos meus deveres de mulher, estou decepcionada, muito decepcionada com você José, você perdeu minha confiança. Eu exijo desculpas da senhora. Uso indevido de propriedade alheia. E fique distante dele, de pelo menos dois metros ou eu acabo com você. Vamos peça desculpas sua cadela pôr ter aproveitado e abraçado o imbecil do meu marido. José: Chega ! Ela não estava me abraçando. Ela escorregou e eu a segurei. E alem do mais você não sente nada pôr min, e eu tenho duvidas que sejas realmente minha mulher. Você me trata muito mal. Melissa: Queridinho, o que você pensa que é ? Você não é tão bonito, não é tão jovem e também já tivemos nossos dias de felicidade. Você achava que seriamos felizes para sempre. Haaa ! Isto era daquela época onde todos prometiam e não cumpriam. Onde se dizia respeitava o amor e a dignidade. Hoje tudo é diferente, hoje não prometemos nada, e pôr tanto eu me sinto responsável pôr você. José: Com a minha descongelação, eu tive uma parte da minha memória apagada. Lembro-me que eu fui casado, que tive um filho e que eu era cientista das forças aliadas. Com aquele projeto de preservar os melhores célebres da planeta para o futuro, congelando-os, e os guardando para uma época melhor. Algumas coisas eu esqueci, e não estou certo que ela seja minha mulher. Adelaide: Como eu sinto pelo senhor. Deve ter sido horrível ficar preso em uma geladeira, enquanto tanta coisa acontecia. O domínio das forcas azuis. O apogeu das força vermelhas. E a vitoria das forças amarelas. O senhor perdeu tudo isso. A quanto tempo esta descongelado ? José: Vai fazer vinte anos. Mais parece que foi ontem. As vezes preferiria esta de uma vez morto. Perdi tudo. O que foi que eu ganhei ? Tudo esta complétamente mudado. Então pouco tempo, as guerras conseguiram destruir o que a humanidade demorou mais de três séculos para construir. Eu não devia ter deixado me congelarem. Como estou arrependido. Adelaide: O que importa é que esta aqui agora, neste momento, que não vai deixar o Patriarca vencer. Você não pode lhes dar o código. Eles vão usar para destruir o que restou dos povos orientais. E talvez nos destrua também. José: Eu sei disso Adelaide. Mais de que me adianta tudo isso. Minha mulher eu não sei onde esta, não consigo acreditar que Melissa seja a ela. Não temos nada em comum. Meu filho eu também não sei onde esta. Pode ser que já tenha morrido. A estimativa de vida hoje em dia é de vinte cinco a trinta anos. O mundo hoje esta muito mudado. Antes todos queriam e corriam atras de dinheiro, era só o que importava. Dinheiro era o que todos queriam. Hoje o que as pessoas querem é conseguir viver mais um dia. Ter simplesmente mais algumas horas de vida. As drogas que o mundo inteiro consumia e que os homens ricos da planeta vendiam, não fazem mais efeito. O corpo se adaptou a poluição e ao consumo as drogas, hoje as pessoas ficam doidas, fora de si respirando o ar puro. O pais amazonas quase foi destruído, eles tentaram, mais não conseguiram. Isso fez com que a União Planetária de Segurança criasse o escudo protetor. E o ar puro agora, só é liberado uma vez pôr semana. E a quantidade que eles liberam não é suficiente para todos. Adelaide: Eu sei, mais pelo menos estamos aqui dentro e aqui temos ar. Não podemos nos preocupar com todos. Temos que evitar a destruição dos Olhos Puxados. E depois poderemos pensar em algo para que todos tenham mais ar. Melissa: De que estão falando ? Estes componentes químicos não estão dando em nada. Esta formula aqui não funciona. Você esta brincando conosco. Acho que teremos que eliminar mais duas ou três de suas irmã clones. José: Você quer sabe, vocês podem destruir todas, eu não vou mais trabalhar para vocês. Melissa: Meu amor! Você esta me impressionando. Você agora descobriu a coragem. Você nunca foi muito corajoso, não participou de greves, nunca fez passeatas, nunca disse nada contra o governo, nunca fez nada pêlos outros. Você é como vários neste planeta. Covarde, você nunca fez nada pela sua mãe. Você a deixou morrer sozinha, triste, sem ninguém. Você nunca fez nada pôr seu filho ou pôr min sua mulher, e a gora você quer ter coragem. Você é um covarde José. Você é um medroso, como todos os seres que vivem neste planeta. E você vai trabalhar, vai encontrar estes códigos. Você tem dez horas o sua mãe morrera para sempre. José: Como ? Minha mãe. Mais ela esta morta. Ela já morreu faz muitos anos. Melissa: Engano seu, sua mãe esta bem viva, e esta vivendo em uma fazenda da união. Ela não tem mais memória, pois sua memória desapareceu com a congelação. Mais ela vive e é feliz. Veja você mesmo. ( ela liga uma televisão, uma senhora cuida de uma horta) José: É minha mãe! Como vocês fizeram, porque nunca me disseram nada ? Eu quero ir ao seu encontro a gora. Eu exijo que me conduza a ela a gora mesmo. Melissa: Acalme-se, você não vai a lugar nenhum antes de nos dar o código. O Patriarca já tinha visto essa sua recusa. E ele previu tudo. Ele preparou esta situação, onde você não poderia mais recusar de encontrar o que ele lhe esta pedindo. Se você continuar a recusar, sua mãe vai ser morta. (José voa encima de Melissa, mais é segurado pôr Adelaide) José: Miseráveis, vocês não passam de miseráveis. Vocês são como todos aqueles que tinham muito dinheiro. Eles não se importavam com nada e com ninguém. Não queriam saber das conseqüências. Ai veio os roubos, cada vez mais de roubos. Depois veio a corrupção, os assaltos e as mortes. Depois os seqüestros, as torturas e a impunidade. Mesmo assim eles nada fizeram. Permaneceram quietos, deixando que o mal se instalasse, que as aberrações continuassem a acontecer. Todos eles colaboraram para que o mundo acabasse desta maneira. A falta de igualdade social, os pobres querendo ter as coisas dos ricos. Alguns vendendo a alma. Outros se prostituindo. O mundo foi destruído, ele esta quase morto. Se achando superior, vocês nunca pensaram que essas coisas poderiam acontecer a vocês também. O Patriarca deves ter sido uma destas pessoas que nunca teve nada. Foi rejeitado pela sociedade, maltrato e humilhado, deve ter comido porcarias encontradas nas lixeiras das ruas. Deve ter dormido nas calçadas mijadas e vomitadas e conhecido a morte no seu intimo. Hoje é ele quem mata, hoje é ele quem destroi. Vocês viraram a caça e ele o caçador. Eu quero ver minha mãe ! Melissa: Se você encontrar o código de destruição pôr intuição, onde poderemos comandar sem preocupação os raios VERONS eu te garanto que você vai poder vê-lá. Encontrar, abraçar e ate morar com sua mãe se quiser. Depois se você quiser, você pode fazer clones, vários clones de sua mãe. Assim você vai ter uma para cada dia. Adelaide: Vocês são todos malucos. Vocês só pensam em destruição, em tristeza e agonia. (Melissa vai ate ela e lhe da uma bofetada) Melissa: Calada! Cachorra, ninguém lhe perguntou nada. Fique bem quietinha, eu deveria mata-lá. Você ainda continua viva, porque o doutor precisa de você. Mais depois, eu vou ter muito prazer de cuidar de você. José: Esta bem, eu vou fazer o que me pedem. Deixe-nos sozinho a gora. Preciso me concentrar. Melissa: Esta bem, daqui a cinco horas eu volto para ver se você já encontrou o código. Não se esqueça, que o bem estar de sua mãe, de suas irmãs e mesmo do planeta esta nas suas mãos. Adelaide: Você não pode fazer isto. Você não pode dar o código para eles. José me escute, eles só querem isso, depois pode ser que matem você ou sua mãe. Eles não tem nenhum respeito pôr nada. José: Eu sei, mais vou ter que corre este risco. Já deixei minha família para traz uma vez, desta vez eu não vou deixar. Adelaide: Mais você não esta vendo que tudo isso é uma simulação. Aquelas imagens, podem ser imagens montadas, encontradas em sua memória. Na época em que você foi congelado, foi descoberto que as emissoras de televisão estavam usando as montagens diagramadas. Eles montavam tudo, faziam criminosos perigosos, parecerem pessoas normais, e que não eram perigosas para a sociedade. Com este sistema, pessoas honestas foram incriminadas e presas pôr crimes que nunca tinham cometido. Presidentes perderam seus cargos. A economia foi toda destruída e desapareceu. O cataclismo dos anos a seguir fez com que o mundo desse uma vira volta. As pessoas que lutavam pelo bem começaram a desaparecer. Com as montagens diagramadas ninguém estava livre de ser incriminado pôr algo que nunca fez. Os Apóstolos do Bem decidiram de contra atacar. As televisões e rádios foram destruídas. Com o programa “Mata freqüências 4” os Apóstolos do Bem conseguiram acabar com todas as transmissões. Mais pôr dois anos e meio, passamos pôr momentos horrível, ele conseguiam enganar todos. Muitas pessoas morreram. Se você não sabe, hoje somos apenas dois biliões de pessoas a viverem sobre á terra. José: Somos só isso, você tem certeza ? Adelaide: Sim, tudo esta comprovado. O tempo para algumas pessoas parou. Para outros eles avançou sem controle. Não somos muitos a viver, pôr isso peço-lhe que não o deixe destruir os Olhos Puxados. Pois eles encontraram uma maneira de povoar a terra em poucos anos. É uma técnica ancestral de multiplicação. José: Mais você disse que as televisões faziam montagens, eu não entendi muito bem. O que quis dizer ? Adelaide: Foi descoberto que as televisões usavam um código de hipnotismo. Toda pessoa que ficasse vendo a televisão pôr mais de seis horas seguidas, se tornava um zumbi, uma espesse de morto vivo. Estas pessoas começaram a se comportar de maneira estranha. Começaram a ser comandadas pelas televisões e pêlos rádios. No inicio elas copiavam o que aconteciam nos programas. Diziam as mesmas coisas que os personagens, se vestiam da mesma maneira que os atores e apresentadores. Começaram a perder sua individualidade, e sua personalidade. As emissoras transmitiam uma freqüente binaria invisível, que se escondia atras dos programas. Este código foi chamado “EUEU” ele fazia com que as pessoas se transformassem. Os sinais recebidos pêlos telespectadores lhe davam ordens de agir e fazer as coisas que normalmente nunca fariam. Com este poder nas mãos os diretores das emissoras decidiram de agir, e deram ordens a todos de votarem em candidatos mal preparados para governar. Com isso muita gente morreu, e muitos se desesperaram e ficaram loucos. Ate que um dia os Apóstolos do Bem descobriram o “Mata freqüências 4” desta maneira destruíram todas as transmissões. A paz parecia que ia voltar, quando apareceu o Patriarca. José: Você sabe muito bem, que ele vai encontrar uma outra forma para destruir aquilo que ele quer. Alem do mais estou cansado de viver só. Sem ter ninguém para amar. Sem ter ninguém para falar ou dar presentes. Não tem muita coisa que me faça pensa em uma rasam para que eu não deixe ele destruir tudo de uma vez. Acho que seria mesmo melhor acabar com tudo. Adelaide: Você não pode estar falando sério. O mundo e a humanidade precisam de você, eu preciso de você. Eu tenho algo muito importante para lhe dizer. Eu amo você. José: Você me ama, eu entendi direito, você realmente me ama ? Adelaide: Sim, eu sempre lhe amei, mais nunca tinha tido a coragem de lhe dizer. Você para min é a coisa mais importante da planeta. Você é o homem mais amado do mundo, eu te adoro, te venero e sempre quis ficar do teu lado, mais como você só queria trabalhar, eu sempre tive que ficar de lado. Hoje decidi de te dizer tudo. Eu quero você para min. José: Não consigo acreditar, tanto tempo que estamos aqui trabalhando junto. Eu nunca percebi nada, eu nunca poderia imaginar isto. Você é tão bonita. Tão inteligente. É Muito minha amiga. Eu também acho que sinto algo pôr você. Algo de muito forte. Quando você não esta aqui, eu fico muito nervoso, você chega e pronto, sua voz me acalma, seu sorriso me faz feliz. E as coisas que você me diz mexem comigo. (eles se abraçam) José: Porque você nunca me disse nada ? Você podia me dar uma pista. Adelaide: Sei lá acho que nós bobeamos. Podíamos ter aproveitado tanto, tanta coisa que eu queria te dizer. E a gora estou sem saber pôr onde começar. José: Eu também tenho muito para te dizer, tenho tanta coisa que poderíamos ter feitos. Adelaide: E a gora, com estes planos maluco de destruir os Olhos Puxados, não sei o que vai acontecer. (eles se beijam) José: Pelo menos a gora temos um ao outro, não estamos mais sozinhos. Isso já é alguma coisa. Todos nós temos que ter uma companhia, temos que ter alguém. E você é o meu alguém. (eles se abraçam) ·Luz desce B.O. em um cato na frente do palco, vemos Melissa sobre um quadrado de luz vestida com roupas de couro preto, ela tem uma boina na cabeça preta de couro. Melissa: Esse gás é um barato, criado para matar os seres humanos, ele me deixa muito louca. Eu tenho que cheira a conta certa, cheira só um pouquinho, ai, eu vou ficar muito doida hhaaaa!!! Eu não posso cheira mais do que isto, se não eu morro. Agora a onda é essa cheira gás proibido. Hhhhaaaaaaa!!! (entra Honorio pelado com uma toalha enrolada na cintura) Honorio: Eu estou atrasado ? Queira me desculpar. Melissa prende com algemas Honorio na parede, pega um chicote e começa a delirar, batendo com o chicote em Honorio, que faz sons de satisfação e de prazer. A luz começa a descer B.O. ) José: Mais como é que vamos impedir que o mundo acabe ? Você tem alguma idéia ? Adelaide: Não, não sei como vamos fazer. Você acha que é verdade que os Olhos Puxados estão preparando um ataque com as bobas raios solares II ? José: Não sei, eu estou preso aqui faz muito tempo. As noticias nem sempre chegam aqui. Eles não me deixam sair daqui, eu não tenho contato com ninguém. Só sei o que eles me deixam saber. No mundo deve haver vários cientistas como eu, não é ? Cientistas que foram obrigados a viver longe de sua famílias. Que são obrigados a criar armas e fazer coisas que não querem, todos forçados, intimados e obrigados a cometerem atos horríveis. Adelaide: Você não pode enfraquecer a gora. O mundo precisa de você. Temos que agir rapidamente, dentro de algumas horas, a guerra e os ataques vão começar. Tanto os Olhos Puxados como o Patriarca disseram que vão atacar. A gora quem vai começa esta horrível guerra eu não sei. Meus dados não podem dar mais informação. José: Veja eu acho que encontrei algo. Os códigos estão se alinhando. A acho que a gora deu certo. Adelaide: O que faremos José. Não podemos dar ao Patriarca o código. Você será o culpado de milhares de mortes. José: Que peso meu deus, porque me deste esta prova. Como é difícil de decidir o que fazer. Eu estou com muito medo do que vai acontecer. Não consigo imaginar um jeito de me livrar disso. Adelaide: Me de o código, eu o guardarei e se eles quiserem me matar eu me sacrificarei. Você entra na espaço nave de fuga imediatamente que eu construi para esta ocasião, se alguma coisa der errado você parte para Urano. É lá que estão sua mãe e seu filho. José: (de boca aberta) Urano! Você sabia ? E não me disse nada. Como é que você sabe tudo isso ? E quando foi que construiu uma espaço nave? Porque nunca me contou ? Adelaide: Você vai precisar confiar em min. Eu não podia te dizer nada. José: Eu não intendo. Eu não posso deixar você aqui. Não é direito, eu te amo. Eu preciso de você. Teremos que achar uma outra solução. Adelaide: Vamos José o tempo esta passando, precisamos tomar a boa decisão. Você vai na frente, eu vou depois, você é muito importante para a criação da nova humanidade. O planeta precisa de você, todos precisam de você. Eu sei que nunca poderei tê-lo só para min, pois seu destino é salvar a humanidade. José: Eu nunca ouvi tanta tolice, você vem comigo ou eu não vou. Adelaide: A gora que descobriu o código, eu terei que destruir todos os seus documentos, ainda tenho muitas coisas para fazer. Preciso fazer desaparecer tudo. Tenho que destruir a memória central do computador. Vamos diga-me qual é o código ? José: Eu não posso deixar você aqui, acabamos de nos encontrar, de nos declarar. Eu pensei que te conhecia e não te conheço. Isso é ridículo. Eu quero ter uma família com você. Já imaginou um monte de pequenos gênios, um monte de pequenos cientistas. Criando coisas, fazendo formulas, seria tão legal. (Ele segura as mãos dela e a beija, entra Melissa furiosa) Melissa: Mais o que é isso ? Vocês ficam loucos. (Melissa puxa uma arma da cintura, um revolve espacial) Eu vou acabar com você a gora mesmo sua cachorra. (José se mete entre Melissa e Adelaide, Melissa tenta encontrar o angulo para poder atirar em Adelaide, ela vai pôr um lado, mais José vai também. Ela vai pelo outro lado, mais José vai também) José: Calma, vamos ter muita calma. Você não precisa fazer isso. As armas não são uma coisa boa. Onde você conseguiu esta arma ? Já fazem 50 anos, que as armas tinha desaparecido. Com o decreto de execução pôr morte em praça publica, de todas as pessoas responsáveis pela fabricação de armas de fogo e também a execução pôr morte de todas as que portassem. As armas de fogo desapareceram. Eu estou cada vez mais impressionado com você. Onde foi que você conseguiu esta arma ? E como é que os Guardas Metálicos não a detectaram. Eles conseguem descobrir e encontrar tudo que é de metal. Com aquela visão raio X eles podem ver tudo, mesmo debaixo das roupas. É impressionante. O mundo não mudou nada, depois de tanto tempo. Eu me ausentei, estive congelado pôr vários anos. E mesmo assim as coisas que são proibidas, também são permitidas sem nenhuma restrição, sem nenhuma punição. Ninguém poderá resolver o problema, disso eu tenho a certeza. Os burros passam, as vacas passam, e tudo continua a mesma coisa. Melissa eu não gosto de você. Eu amo a Adelaide e quero me casar com ela. Disse! (Melissa transtornada com a noticia) Melissa: Seu imbecil, você pensa que é quem para me dizer isso. Esta frase era minha, sou eu que não gosto de você, sou eu que não quero ficar com você. Velho gaga, maluco, exclesofrenico, louco, irresponsável, estúpido. Eu devia matar vocês dois a gora mesmo. Onde esta o código ? Você vai me dizer ou eu a torturarei. Como eu vi na televisão, hoje em dia agente pode a prende cada coisa na televisão. Umas torturas muito legal sabe gente. Você pega e da um tiro no joelho de alguém. Depois que sangrou bastante, você mete no buraco da bala, uma caneta ou lápis, o lápis é ate melhor que pode quebrar dentro, você fica girando, brincando com a caneta ou o lápis dentro do joelho e bummmm!!! A dor é horrível. José: Não vai ser preciso você fazer isso. Eu vou te dar o código. Melissa: Mais que chato. Eu pensei que ia me divertir um pouco. A onde esta o código ? José: Anote ai. Adelaide: José você não pode, deixe que ela faça o que quiser comigo. José: Não importa Adelaide, se não for o Patriarca o vencedor desta guerra, será alguém de outro. Sempre tem alguém querendo o poder e sempre tem um vencedor, e pôr que não o Patriarca ? Adelaide: Você enlouqueceu, você pirou de vez. (Melissa dispara um tiro de encontro a Adelaide que cai no chão, mais ela não morre, Adelaide esta ferida, José corre para socorre-la e surpresa) Melissa: Cala a boca cachorra. José: Eu não acredito, Eu não posso crer no que vejo. Melissa: O que foi, eu perdi algo ? Adelaide: Não fique assim meu amor, eu ia te contar. Mais você não me deu a oportunidade. Eu te amo. José: Ia me contar, essa é boa. Como é que ia me contar ? Quando ? Eu te disse coisas, sonhos, projetos. Te revelei o que sentia dentro da alma. E você me deixando sonhar. Sonha bobo, sonha. Eu queria ter filhos ? Ter uma grande família com você. Como é que eu ia conseguir isso, pôr telepatia ? Ou já inventaram algum proceder que não conheço. A sim, você deve ter pensado que eu poderia criar crianças clones para serem nossos filhos. Melissa: Eu acho que perdi alguma coisa . José e Adelaide: Cala a boca, cachorra. José: Não, eu não vou aceita mais isso. De maneira nenhuma, você também deve ser uma destas que foram enviadas para me espionar. Me ama, uma ova, vocês são todas umas maquiavélicas, deve ter feito isso só para me torturar. Tortura emocional. Me responde Adelaide, com sinceridade, você trabalha para quem, eu quero a verdade. Não aceito não como resposta. Diz, vamos eu estou esperando. Melissa: Olha ai gente o José rodou a baiana e tá cantando de galo, é assim que eu gosto dos homens. Si bem que atualmente estou preferindo os Ciborgues, muito mais pratico, muito mais legal. Eles são tranqüilos, só brigam se você quiser, só discuti e dão umas porradas se você mandar. Não, isso é que é progresso, você pega o controle e programa, eu quero isso, quero isso também. Você marca tudo que você gostaria que um homem fizesse em você na cama, ele vai e faz. Me diz ai, não é muito mais legal assim ? Pode responder, não fica acanhada não. A sei, se não em casa o pau vai rolar. Manda logo ele meter minha filha. Hêm? Não ouvi, ele não gosta, ele é o que via... isso ai eu não vou me meter, é sua opinião e sua historia, eu vou voltar para a minha. Adelaide: Esta bem, é verdade eu sou um Ciborgue PP3, construído no ano 2030 e que fui manda pêlos Apóstolos do Bem para lhe proteger e me assegurar que o Código pôr intuição não caísse nas mãos do Patriarca. (Melissa dispara um tiro contra Adelaide, que recebe o impacto e cai no chão) José: Adelaide ! Melissa: Não, você não esta com pena dela, ela não pensou um só instante em você. Ela mesmo disse, estava aqui só para conseguir o código. E nada mais. Ela brincou com você, com seus sentimentos, ela abusou de seu amor. Vamos faltam apenas 5 minutos para que os Olhos Puxados ataquem. Qual é o Código, pôr favor José, nós precisamos deste código para que possamos sobreviver, diga para min meu grande amigo, qual é o Código ? José: 245566289503524@ (Melissa saltitando) Melissa: Este é o bom código José, é o bom ? Tem certeza ? (ela abraça e beija José) Você é um amor José, nós vamos nos salvar. ( ela pega o telefone e liga para o Patriarca) Melissa: Alou! Sim sou eu, ele conseguiu. Sim eu lhe direi, o numero é 245566289503524@ Eu sei, estamos salvos, estamos salvos e é graças a você José. Você é um herói. Um herói. *José ao descobrir que Adelaide na verdade era um Ciborgue, enviada pêlos Apóstolos do Bem, fica muito decepcionado. Com a destruição da Ciborgue Adelaide pôr Melissa. Ele decide de dar o código para o Patriarca, mais ele da os números errados e o mundo todo explode. Final da peça. No fundo do palco ou sobre uma tela vemos á projeção de uma bomba atômica explodindo. Uma voz em off começa então a falar. Voz em OFF: Senhoras e senhores, o espetáculo ainda não acabou. Nós podemos fazer algo para que as coisas não terminem desta maneira. Cada um de nós tem o dever de contribuir para que nossas vidas sejam melhores. A contribuição não precisa ser em dinheiro. Aulas, cursos, educação, cidadania, palestras e conferencias, etc. Podem ajudar a população a ter uma maior consciência dos seus deveres como cidadão. Não acreditamos que contribuições com dinheiro possam mudar alguma coisa. As pessoas que dão dinheiro, normalmente se sente culpadas, pensam que agindo desta maneira, não serão mais culpadas. Tanta coisa que se pode fazer mais não se faz. Deixar de lado o pessimismo já é um começo. Temos que para de pensar negativo: “Não vai valer a pena”, “Não vai dar certo”, “Deixa para lá”. Um dos erros freqüentes na nossa sociedade é a nossa obsessão pôr divertimento. Deixar de ser covarde e hipócrita é um dos primeiros passos para uma vida melhor. Sera que vale a pena viver ? A vida é uma coisa séria e se nós não fizermos nada, ela pode acabar de duas maneiras. 1: Vocês podem acabar morrendo, ou a 2: O mundo pode acabar explodindo. Para mudar o final da nossa historia e ainda concorrer uma viajem ao planeta Urano, onde vocês poderão encontrara as maiores casas sexuais do universo, e ainda a oportunidade de passar alguns momentos com a rainha dos filmes X Sheila Marinete. Ligue a gora para 0800700700 para aqueles que acham que o mundo não deve explodir e não deve ser destruído. Para aqueles que acham que o mundo deve explodir e ser destruído ligue a gora para 0800701701 e concorra aos nossos prêmios. Esperamos a sua ligação, ligue, concorra, o mundo deve ou não deve ser destruído ? A gora é com você, faça algo, se manifeste, mudar o panorama atual das coisas. Passem uma boa noite. * Um casal de jornalistas apresentam o jornal de uma rede de televisão, com ar sinico e um humor fora de hora, eles tentam explicar e fazer crer que a guerra é uma boa coisa para o mundo. 1° jornalista- Na verdade o que todos estavam esperando aconteceu. 2° jornalista- é verdade, amanhã todos poderão dormir tranqüilo. 1° jornalista- Em um trapaceiro de rosas, para quem não aceitar as regras vai ficar difícil 2° jornalista- Muito bem falado, pássaros cantaram, a paz reinara, e a guerra vai ser cirúrgica. 1° jornalista- Uma operação sem perdas. * Doutro lado do palco, um jornalista, quase extérico, dá as ultimas noticias. Jornalista- E atenção, oito mortos nas forças da coligação, dois helicópteros abatidos, treze soldados capturados em dois dias, do lado de nossos inimigos as noticias são que oitenta e cinco mortos já foram contado. A guerra começa fazer suas primeiras vitimas, crianças, velhos já começaram a morrer em um palco de luzes de fogo. Onde vamos parar ? * No meio do palco um apresentador sorrindo muito, com uma cara de babaca, demostra uma felicidade irreal. Apresentador Sorridente- Nos estamos vivos, hahahahah, isso é o que importa, não é ? hahahaha, Não poderemos nos ocupar da pobreza, da miséria, da vagabundagem hahahaha isso tudo é o trabalho do governo. Hahahaha, não tenho medo, tudo para nos vai corre bem, hahahaha como sempre. Hahahaha ( a luz apaga sobre o Apresentador Sorridente, no fundo do palco vemos uma tela de televisão fora do ar, ela emiti o som e o chuvisco pôr alguns instantes) FIM LISBELOLA ESVOASANTE (peça de teatro) autor Mestre Iram Custodio Magalhães Historia de uma jovem mulher a procura de sua identidade. Ela defende suas opiniões e seus pontos de vista. Passando por vários personagens, ela vai falar de pontos sensíveis e importantes da nossa sociedade. Cantando, dançando e mostrando uma beleza nua, ela vai tentar nos mostrar que as mulheres quando querem podem mudar o fim da historia. Nossa trama se passa nos dias de hoje, onde uma mulher fala da sua vida, dos momentos críticos da nossa sociedade e com tato ela defende a liberdade e individualidade das mulheres. Esta jovem mulher vai passar por vários personagens da nossa sociedade, vai abordar temas políticos e sociais dançando, cantando e declamando. Defendendo uma classe que sempre foi absorvida pelo homem, ela vai mostrar que a mulher é valorosa, indispensável e forte. Ela tenta mostrar que as mulheres são bem mais que um par de seios e bundas. A mulher pode ser o que ela quiser com luta e determinação. Entre o serio e o revolucionário, ela mostrara que na verdade não temos muitas opções, no final, neste pais, tudo acaba em samba. Aquela menina linda entra com um vestido feito em um tecido leve, rodado, colorido e começa a falar : - Tudo começou assim, minha mãe foi uma grande bailarina, ela não se importava se eu queria ser uma coisa ou outra, ela queria que eu fosse feliz. Meu pai é um grande advogado, respeitado e admirado pôr todos. Ele sim, me daria tudo o que eu quisesse se eu decidisse fazer a faculdade de advocacia ou então se eu quisesse jogar no flamengo, mas como eu sou menina levou um tempo para ele aceitasse. Eu nunca dei muita importância ao que ele queria que eu fosse. Eu sempre quis ser como minha mãe. Uma atriz, uma bailarina ! Um certo dia fiquei sabendo de uma audição para ser uma das dançarinas de um grupo de rock. (Ela tira o vestido e fica de biquíni) -Eu danço muito bem ! Sim eu sei. Eu sempre dancei, desde que eu era criança. Minha mãe foi uma grande bailarina, eu devo ter saído a ela… E pode ser... Não eu gostaria de no inicio da minha carreira só dançar, cantar eu acho que vou precisar me aperfeiçoar… Não é meu principal objetivo. O meu pai sempre quis um menino, ele me dizia : - Se você fosse homem seria um grande jogador de futebol, conhecido e admirado pôr todos como o Váva. Aì, eu nasci mulher, no inicio ele não aceitou, não gostou muito. Depois começou a me vestir como um menino, me tratava como se eu fosse um rapaz. Nessa época eu aceitava e acreditava em tudo que ele me dizia. Depois de muito tempo, de muito tapa nas costas, é que eu fui perceber que o meu lado feminino tinha ficado um pouco a desejar. Pôr exemplo eu nunca me maquiei, nunca brinquei de boneca quando eu era criança, nunca pintei as unhas ou a labios. As minhas brincadeiras eram de laçar novilho no pasto, tirar o Tatu da toca, seguir rastros de Jibóia no mato e de pegar Rã para os almoços do primeiro domingo do mês. (durante o seu texto ela se veste de cauboy, chapéu, camisa, colete, calças jazz e botas, ela se prepara para dançar uma coreografia country) -E verdade, muito obrigado, tenho lindas pernas eu sei, acho que isso devo ao meu pai. Ele também tem lindas pernas. Algumas de minhas amigas não podiam vê-lo de short. Sim já estou pronta, quando os senhores quiserem, é só largar a musica. (ela dança sua coreografia country) -Já acabou ? Bom muito obrigado pela atenção. Sim eu deixei meu Curriculum que tem meu numero de telefone e meu E-mail… E verdade, é muito mais pratico…Eu também acho. (Ela se vira, ela esta enfrente a um grande e bonito espelho onde ela se olha um pouco, tira a sua roupa e fica de biquíni. Ela se admira enfrente ao espelho.) -Ai ! uma espinha. Que coisa horrível! Não pode ser, eu não mereço. Que horror, parece uma espinha. Droga já faz tanto tempo que eu deixei de ter essas coisas. Ha !!! mais também não é tão grande assim. Só um pouquinho. Que coisa também hoje dia toda mulher tem que ser boa, bonita, gostosa, legal e se possível boa cozinheira, que saco. Tudo bem, não é o fim do mundo, se eu passar uma base e um blush vai sumir. Eu não posso transpirar muito. Quando começa aparecer estas coisas é sinal que estou comendo muitq porcaria. Não posso comer mais nada! Decidi. Tenho que dar um tempo na geléia de abicô, no tomate que era meu almoço. Oh! bye, bye… o chocolate oh ! Tchau ! o abacaxi nunca mais. Presunto, amendoins, castanha de caju, queijo, leite hiiiii tudo isso não quero mais saber. Ate o cafezinho vou ter que parar. E o que é que eu vou comer ? (pensando) Ah ! já sei ,macarrão, yes, macarrão com alho, macarrão com cebola, macarrão óleo e sal, macarrão com ovo, macarrão com brócolos etc.…. Solucionei o meu problema, agora vou comer só macarrão. Pelo menos da energia e alimenta. Que sacrifício meu bom Deus, vamos ver quanto tempo para que essas coisas sumam. (Ela faz uma diagonal de deboules e começa a falar la do fundo, na obscuridade) -Eu sempre quis ser uma bailarina. Sempre quis dançar, dançar muito. Desenvolver esse meu lado artístico que vem dos meus pais. O quê ? Um bom advogado tem ser um ótimo ator. Ele tem que convencer os jurados, o juiz, a midia e ate ele mesmo em alguns casos. É verdade que ele pode ate ganhar mais que um ator. Na careira do meu pai tem que ser mais cretino… Eu sempre adorei este lado da vida, onde agente pode brincar com a verdade e a mentira. Mas ! Sempre tem um mas ! A vida se apresenta difícil, um numero grande de dificuldades nos faz seguir caminhos opostos daqueles que na verdade queremos, tem que se ter muita perseverança para vencer, e não importa qual seja a profissão. Se eu conseguisse passar naquela audição, dançar com aquele grupo de rock, talvez eu estaria realizando um dos meus sonhos. Hoje em dia tudo é tão difícil, o meu pai queria que eu fosse advogada !!!! Para depois ser uma Procuradora da Republica, para mais tarde quem sabe ser uma Juíza ou Ministra. Que idéia. Vendo o que os Ministros, Juízes, Promotores, Deputados, Senadores, Advogados, todos, toda uma classe que era respeitada e admirada e que hoje e depois dos anos oitenta é objeto de nojo e de inquéritos, prisões, roubos e ate assassinatos. O quadro se tornou negro, medíocre e insuportável. Todos eles, traidores da pátria deveriam devolver ao povo e a nação tudo o que roubaram, com correção monetária. Todo este quadro caótico que a sociedade é obrigada a passar hoje e todo dia, é em grande parte, culpa dos traidores, é verdade que nem todos são assim, uma minoria, porem capaz de adoecer o nosso Pais, e com isso os estados, os municípios e os bairros não pudessem evoluir. Traidores que na verdade são contra o progresso do pais, contra a alfabetização e a evolução social das nossas crianças. Eles não são muitos, mais com o dinheiro que possuem compram as pessoas miseráveis que se deixam corromper pôr migalhas. Eles pensam que representam a sociedade brasileira. Que na verdade não consegue distingui o bem do mal. As emissoras de televisão são em grande parte culpadas deste fato. A falta de programas culturais, sociais, cívicos e patrióticos faz com que a sociedade que não tem dinheiro ou interesse por ver e conhecer novas informações se interesse apenas por futebol ou carnaval. São pessoas que não pegam em um livro nem para trocar de lugar. Essa gente que fica em frente a uma televisão o dia e a noite toda. Eles passam 4 à 12 horas absorvidos por uma programação horrível, medíocre, lamentável e sem interesse. Eles ficam como hipnotizados, drogados, sem ouvir, sem ver, mortos vivos. Sem perceber eles ficam vegetando, não realizam nada. Quando desligam a televisão repetem aos amigos, filhos, netos as historias sem nenhum interesse social que viram e ouviram. Para os atores que recebem um salário é bom, para as emissoras de programas que vendem os espaços publicitários caríssimos também é otimo, mais para o povo que assiste é uma das coisas mais horríveis que podia ter-lhes acontecido. Eu ainda me pergunto como é que o governo e a sencura pode deixar um tal disparate de Merda no ar sem nada dizer. Esse povo que assiste só televisão normalmente não constrói nada. Nasce, vive e morre. Sobrevivem, pensando viver. O papel da televisão são vários. Ao meu ver o principal é de informar, ensinar e divertir e sobre tudo educar. (Enquanto ela falava, ela troca de roupa, veste uma camisa branca bem grande, um sapato de sapateado e pega uma bengala. Ela começa a dança uma coreografia « sapateado » estilo Ginge Roger.) - Hoje como antes, os homens e mulheres públicos fazem coisas erradas, vergonhosas. O porque da impunidade ? Porque esses políticos desonestos não tem punição ? Esta foi uma das causas que levou a violência e os crimes crescerem no pais. Os administradores da nação, sejam eles políticos ou secretarios. Todo a aquele que tem cargo publico, tem que dar exemplo, tem que se explicar ao povo todo ano, a partir da data de posse. Sua punição tem que ser maior e mais dura que para uma pessoa sem cargo publico. Todo traidor contra a nação deveria ser processado, expulso do pais e preso em uma prisão no Alasca, bem gelada. Onde faz muito frio e não tem regalias, criminoso é criminoso, gente de bem é gente de bem. O povo também é culpado do que acontece e esta acontecendo, se omiti, tem medo de falar ou reclamar. Medo este, que ficou marcado desde a época da ditadura, é ate normal, abria-se a boca e no outro dia estava morto, com a boca cheia de formiga. Com uma repressão assim, quem é que vai querer dizer alguma coisa? O povo tem que ser mais corajoso, mais patriota e nacionalista. Eles não podem ficar defendendo as cores do pais, só quando tem copa do mundo, formula 1 ou jogo de tênis. O povo tem que aprender a cobrar daqueles que eles elegeram, o que foi prometido, e se as promessas não forem cumpridas, esses representantes deveriam deixa os seus cargos. E serem feitas novas eleições. Não temos que virar uma Argentina, Paraguai, Equador ou Colômbia, para que o povo acorde de seu sono “Da bela do pais adormecido”. (entra gravação, voz em off de politico conhecido) –Eu não tenho conta na Suissa ! Eu nunca disviei nenhum dinheiro publico. Quem pode provar isso ? Quem é que vai me enfrentar. Voces são todos pobre, tudo pobre ! Pobre so serve para me eleger. (Ela tira seu sapato, vai ao espelho, larga sua bengala, e se olha. Fica com a camisa branca e fala o texto contracenando com o espelho) -Algumas pessoas pensam que a vida é dura, duro é viver e ter a consciência que o mundo poderia ser melhor. Algumas pessoas culpam sempre alguém. Mas na verdade é toda a sociedade que é responsável pela situação ser tão ruim. Eu quero a felicidade! Que na busca de um velho homem Foste pura e tão amada Foste a flor de um riacho Onde um peixe saltava e nadava. Onde andas bela felicidade Te procurei nos meus sonhos Por onde andei e vivi Nada encontrei. Encontrei no sorriso dessa gente No fundo dos olhos Uma tristeza grande Que consumiu minha esperança. Vivemos num pais abençoado Pois aqui não tem guerra A miséria que encontrei por onde andei Foi maior que a nossa, é mais triste O povo não come O povo não dorme O povo não se diverte, Pois a diversão lhes é proibida Povos obcecados Povos fanatizados Pois de deus eles abusarão, A morte esta na mão de todos Das crianças, adultos e velhos, Nos vivemos em um pais abençoado Que aqui nunca venha ter a guerra Que aqui nunca venha ter as mortes Pelas crianças ou pêlos velhos Que os adultos se conscientisem Viver é direito de todos Como amar é meu direito também. Eu amo esse pais Todos deveriam amá-lo Tomara que as coisas se acalmem As armas desapareçam E povo com segurança Nas ruas possam percorrê-las. Andar, brincar, sair e voltar Que o medo desapareça do visagem e do coração Que a segurança tenha seu apogeu E que as crianças tenham mais livros Possam ler e crescer instruídas Pois só as crianças Poderão nosso mundo Refazê-lo (Ela começa a se vestir de empresária, enquanto diz seu texto e se veste ela vai fazendo alguns passos de dança. 1° ela põem a camisa. 2° a gravata. 3° a calça. 4° as meias. 5° os sapatos. 6° o palito. Quando ela acaba de se vestir ela acabou o texto, ela então começa uma coreografia, Ela dança uma coreografia « Moderno Jazz ») - Voltando a violência, alguns dizem que vem das favelas ou dos pobres. Mais quem pode provar? Quem estava no comando do governo, quem foi o político que deixou esta situação se instalar ? Hoje vemos filhos de ricos fazerem coisas absurdas. – ex: tacar fogo no indio em pleno distrito federal, esquartejar jornalista e colocar a foto no jornal.- Porque os políticos que permitirão esta situação não pagam as conseqüências dos seus erros. Se eles erraram em deixar o caos tomar conta da cidade. Eles, os Governadores, Prefeitos, Vereadores, secretários e coisa e tal, deveriam pagar por suas mas administrações. Os políticos fazem bobagens, erram e nada acontece, isto não esta certo. Um jogador joga mal o que se faz ? –Manda-se embora. Troca-se. Um administrador de empresa ou não importa, o empregado erra, o que é que se faz ? Demitisse ! O político é empregado do povo e do pais, se ele não faz nada, tem que ser demitido. Deveria ter um tempo de experiência, para sua avaliação no cargo. Entre um ano e meio à dois. Se ele não cumprir o que prometeu nas campanhas, ou não fizer grandes coisas pelo povo, teria que sair. Ele deveria deixar o cargo para seu substituto e devolver no mínimo a metade do salário que ganhou enquanto as eleições não acontecem. Isso evitaria muitos problemas administrativos. O político antes de tudo é um instrumento do povo e para o povo. Coisa que no Brasil já se esqueceu faz tempo. Ai, o empresário é que paga ! (satira) (Ela troca de roupa, se veste de Operário, sotaque de nordestino) - E um absurdo um trabalhador ganhar um salário, enquanto Vereadores, Senadores, Deputados, Prefeito, Governadores, Ministros e Presidentes ganham excessivamente. Todo cargo publico não poderia ganhar mais que cinco a quinze salários mínimos e nada mais. Desta maneira quem entraria no poder para administrar e governar o pais, seriam pessoas patrióticas e nacionalistas. Deixaria de existir essa vontade de conseguir um cargo publico só para encher os bolsos e se enriquecer. Hoje esses homens que na base deveriam servir ao pais e a nação, servem ao seu bolso, seus interesses e nada mais. Eles se candidatam a um cargo publico, mas não para fazer coisas positivas para a sociedade, não ! Hoje todos querem um cargo publico por causa da mamata. Quando eu vim do meu Ceará já faz uns quinze anos , não sabe! Eu acreditava que ia mudar. Já trabalhei em tudo aqui, comecei comendo caco de vidro em Copacabana, fui limpador de vidro da torre Rio/sul, e ajudei a construir a ponte Rio/Niterói. (fica triste) Quando falo disso me da uma tristeza, quantos amigos meus perdi ali, amigos bons mesmo. O Juvenal, o Barriga sem Mãe, Inácio, Fumaça e ate o chefe de obra Manolo. Todos cairam no mar e morram ! Morei de baixo da ponte, dentro do barraco da construção, na beira da Estrada e na favela, sobrevivi mais que as cobrinhas lá da minha terrinha. Hoje tá tudo do mesmo jeito nada mudou e acho que nada nunca vai mudar. –O cabra foi deposto por corrupção, parece ate que roubou, matou e disviou verbas, depois foi reeleito là na sua terrinha, como se nada tivesse acontecido. Virge Maria mãe de Deus, como é que pode uma coisa dessa . Os mesmos políticos de antes são os de hoje. Seco é seco, molhado é molhado. Ai que saudade eu tenho do meu sertão, e com a ajuda da minha senhora Padroeira eu vou voltar pró meu sertão. Para minha Caatinga tão querida, tão boa. (Ela começa a dançar um forro ou xaxado) (Ela vai ao espelho se trocar, ainda de biquíni ela começa a cantar uma musica triste que fala de criança de rua. Vestida de criança de rua que cheira cola ela começa a pedir ao publico uma moeda, um pedaço de pão, um doce ou pipoca etc.…ela termina de cantar ela dança um “contemporâneo” uma coreografia atormentada) -Música criança abandonada : Eu sou criança, sou gente também Porque sofro tanto ? Não quero isso para ninguém Eu fui largada Nasci sem pai e sem mãe Não pedi para nascer Agora peço a deus Me deixar viver Se o senhor é humano Me ajude meu senhor Me arrume uma escola E um lar pôr favor Não quero ser marginal Eu quero ser alguém Quero estudar, crescer e trabalhar Para minha família Um dia ter também O sol brilha no céu O meu coração bate também Eu quero uma vida que não custe um vintém -Quando eu nasci, uma senhora que cuidava de mim me contou, eu fui encontrada na frente de uma igreja. O padre que me achou queria me adotar, mais a congregação não aceitou. Passei por varias casas de famílias e serviços. A ultima pessoa que me adotou queria que eu trabalhasse como domestica ou nas ruas para ela pedindo dinheiro. Eu não concordei, apanhei e fugi, passei por maus pedaços, de pão duro a beber água de ralo. Comida não tinha, jeito se dava, quando os restaurante iam fechar o jeito era roubar. Muitos cheiram cola para que o dia passe logo, e a noite também. Que bom seria que o fim chegasse logo. Algumas pessoas burras pensam que a culpa é nossa, ignorantes, egoístas que pensam que seu umbigo é o centro do mundo. Todos gostam de rir, todos gostam de dançar, brincar, eu e meus amigos não conhecemos isso, o nosso mundo é sujo. Eu sou só uma criança. Não tenho instrução, não tenho meios financeiros. Nem a compaixão eu consigo inspirar. Faço medo a todo mundo, mais sou eu que estou apavorado. Ando sempre em bando pois me sinto protegida. Alguns seres que adoram a miséria dos outros, as vezes vem nos propor coisas obscenas. Coisas que nunca gostei de fazer. Coisas em casas luxuosas. Coisas que se ganha muitos presentes. Não sei, o quanto vai durar esse meu tormento, se a vida tem que ser tão ruim, porque tantos ricos esnobes vivem com tanto esplendor. Seres iguais a mim, pessoas também. Sou eu a errada ? Sou eu que errei ? Que mundo confuso, o mal, o bem, e eu aqui sem ninguem. Salvai-me senhor dos meus tormentos, das mãos dos infames, dos exploradores. Salvai-me senhor da vida que não pedi. Se os senhores são do bem, me façam um gesto, rezem uma prece e pôr mim peçam, a salvação para nos que temos o nome de ninguém. (Ela esta jogada no chão, de biquíni para dançar sobre uma musica orquestrada TCHAIKOVSKY - Ela se levanta e começa a fazer uma coreografia e vai ao espelho, começa a se vestir de fada – com azinhas nas costas, dançando e se vestindo, ela se transforma em uma fada, vai ao publico e começa a pegar algumas pessoas do publico. Ela pergunta: -Qual é seu maior desejo ? (ela pede a pessoa de lhe diga baixinho no ouvido, ela faz a pessoa sentar, ela faz uma pequena coreografia para o desejo da pessoa. Ela repete a mesma coisa com mais duas pessoas. Ela faz três vezes a mesma seqüência) -Se eu pudesse, deus te daria A todos vocês a vida tranqüila O cantar dos passarinhos A brisa, o mar, o céu E deus te ouviria Teus desejos ele realizaria Nada de riqueza Nada de poder Só uma coisa importaria Você nunca mais se preocuparia Na vida que eu te daria Você só riria E a fome nunca mais sentiria Pois a felicidade dos outros A tua também seria A paz e a saúde São na verdade A riqueza maior Que eu te daria ( Vestida de retalhos, da impressões de ser uma boneca de pano, uma marionete. Ela faz uma coreografia no chão. Como se ela fosse usada sexualmente. Pouco a pouco ela se veste de palhaço, ela se maquia, fala seu texto enquanto ela se veste) -O nosso problema é que nos só pensamos em nos mesmo, nos nossos filhos, ou nas nossas famílias. O vizinho, o cara com quem a gente toma uma cerveja no bar da esquina, essa gente que a gente cruza nas ruas, esses ai todos podem morrer. Tem ainda gente que tem a coragem de dizer : - Já vai tarde. Ninguém se importa ! O problema só não pode é vir bater na sua porta, essa é a verdade. Todo mundo quer sorrir, se divertir, não pensar, não esquentar. Fazer como se não existe problema a baixo da linha do equador. Rir é bom ! eu gosto. Gozar também é muito bom ! Ainda mais se for com alguém que agente ama. Viver é muito bom. E um barato ! (ela termina de se vestir e de se maquiar de palhaço.) -Boa noite excelentíssimo publico ! Quero desejar-lhes as boas vindas ! Como vai, vai bem ! O Teresinha ! Lembrou ! esse foi o mestre, foi quem fez muita gente rir e conhecer a felicidade. Hoje muitos gostariam de fazer o mesmo. Mais não conseguem, não tem o mesmo carisma… A televisão perdeu muito, ganhar dinheiro, passar comercias, é isto que importa. E eu onde passo ? Onde trabalho ? Huuummm, é isso mesmo no estacionamento de um grande super mercado. Lembrou ! Tcham ! Aqui devíamos de ter no mínimo três a quatro televisões governamentais, com ajuda monetária do governo e programas educativos, o tempo todo. Brincando eu posso educar. Educar não é brincadeira, mais também não é tão difícil. Difícil é fazer com que as televisões passem programas melhores. As programações das televisões brasileiras não são boas. Uma porcaria, uma tristeza, com filmes de baixo nível, programas humorísticos que não tem nenhum humor e programas alternativos que seria melhor colocar filmes de sexos explicito no ar. (pornográficos) que são muitas das vezes de melhor qualidade. Os jornais são vendidos. Os jornalistas deixaram de ser jornalistas, para serem atores que representam um papel de jornalista dentro de um programa jornalístico. O jornalista que exprime realmente o que ele sabe é silenciado ! E morto, e comprado ! Ai o povo acredita, chora, ri sente as maiores emoções como o ator jornalista que deveria ganhar o « Oscar » de melhor ator ! A programação infantil é tão ruim que se não existisse a Disney ou Tex Avril e alguns poucos outros artistas dos desenhos animados, a coisa seria mais feia. O mundo infantil morreria em um colapso de linhas mal feitas e desenhos mal terminados. Apresentadores medíocres, tristes que fazem sempre a mesma coisa. Que pena, que não se de neste horário justamente, a oportunidade, um momento de descoberta para que as pequenas pessoas possam ser mais inteligentes. Tcham ! -Eu hoje vou precisar de um elemento grande, pôr favor, o homem maior que esta na sala pode vir ao palco ? -Eu também vou precisar do homem menor, o menor homem que esta na sala pode vir ao palco ? -Ninguém. Vocês tem complexo ? Não é esta a questão! OK tudo bem. -Pôr favor o senhor pode vir comigo, sim, é o senhor mesmo, não, não ele. Isto mesmo, uma salva de palmas para o nosso amigo. -Eu vou precisar de uma outra pessoa, pôr favor um voluntário! Ninguém é voluntário ? O que esta acontecendo, nos não temos nenhum voluntário? -Agora vocês vêem, se para participar em um quadro humorístico em uma peça não tem nenhum voluntário, imaginem se o pais precisasse de vocês para defender nossas terras. -Ah! muito bem, a um outra pessoa, lá esta ela, uma salva de palma para o senhor…. -Bom eu gostaria de começar, com o senhor, podem se apresentar pôr favor. -E só dizer o seu nome e profissão se o senhor quiser. -Muito bem, agora que somos amigos ou conhecidos, vamos dar inicio ao nosso combate. O nosso combate é uma competição que consiste em que, um dos adversários ataque o outro com frases, palavras e expressões agressivas ou não. Esses ataques tem que ser rápidos, objetivos e ganha o que fizer o maior numero de pontos. 15 segundo para cada rounde, dez roundes. Atenção vamos começar. Um face ao outro. Pode começa o ataque. Eu quero lembrar aqui que esse combate não passa de uma obra fictícia e que nosso combate é patrocinado pêlos posto de gasolina « Meninas sem pai » Estrada do Gabinal sem numero. Atenção vamos começar. -Ok ! - Podem voltar aos seus lugares, uma salva de palmas e muito obrigado. (Ela vai ao espelho e sentasse em uma cadeira, ela relaxa, ela começa a sentir pulsações. Ela começa a tirar à poupa. Enquanto ela faz movimentos com o seu corpo como se ela sentisse explosões em seu corpo. Descalça « dança uma coreografia afro-brasileira ao som de tambores » Ela da a empressão de estar incorporada pôr uma entidade espirita.) (Quando ela acaba de dançar, vai ao espelho se vestir de Baiana, dança lentamente um pouco ao som dos atabaques, diz seu texto, e faz previsões.) -Toda baiana tem um mistério a solucionar. Nós nos vestimos de branco para que a paz esteja conosco. Nosso dever é lutar para que a paz reine e as guerras terminem. O mundo já tem muitas guerras, muitos povos que sentem a raiva, a vontade de matar de destruir, e isso não é bom. - Acarajé minha filha é muito bom, vai ? Que cara de nojo é essa, eu sou muito limpa, vige Maria. Oi, eu vou lhe dizer uma coisa, essas coisas que estão acontecendo pôr ai, eu tinha previsto tudo isso. Os dois aviões, o barbudo também. O aumento do dinheiro verde. Eu tenho essa força de ver e prever as coisas. Eu já tinha dito a alguns políticos, que eles iriam ter problemas com a lei. Eu trabalhei muito para que eles não fossem para prisão. Eu aviso, eu tento alerta, mais alguns não acreditam. As forças do mal estão soltas, e não é só no Brasil não, é em todo lugar. Em qualquer local do mundo há problemas. Algumas pessoas desenformadas pensam que o problema é só aqui. Eles estão muito enganados. -Olha o caruru ai freguês, fresco, foi feito agora. Vocês sabem, muitos políticos me pedem para fazer alguns trabalhos para eles, no plano espiritual , vocês compreendem? Uma pequena coisa para esses, uma coisa grande para os outros. Tem muitos que eu salvei de morte. Se não fosse minha intervenção... é verdade que eles tem fé, isso ajuda muito. Eu vou lhe dizer uma coisa, eu já vi coisas que eu nem posso dizer, se eu falar eu posso até ser punida. Não é fácil, eu ouço e vejo coisas que eu tenho que guardar para min. Na vida tudo passa, só não passa o desamor. Para isto não tem remédio que dê jeito. Os políticos muitas vezes exageram. Prometem e não cumprem as suas promessas. Cria-se uma insatisfação muito grande, seguida de uma onda negativa enorme. Quantas vezes nós já ouvimos que isto seria feito, e não foi feito. Porque prometer algo que você não vai cumprir? Tem que se saber e pensar realmente no que nós podemos ou não fazer. A vida não é uma brincadeira, e todos que brincam com ela terminam sacrificados ou sacrificando alguém. Eu vou continuar a rezar aos deuses para que a paz seja a maior força deste planeta. (ela começa a dançar uma coreografia afro-brasileira ao som dos atabaques) (Ela vai ao espelho se vestir de cangaceiro, dança um xaxado. Enquanto ela fala) - Eu nunca fui muito boa em nada. Se sentir inútil é horrível. Quando criança se eu tivesse estudado eu hoje talvez fosse algo de melhor. As escolas públicas nunca tiveram um bom nível de ensino. Creio que não é culpa dos professores. Eles sempre foram dedicados, amigos, davam sempre a maior força para que nós alunos nos instruíssemos. O problema sempre foi a política. Os políticos não gostam do povo, pelo menos é o que eles desmontam. Lá no meu cangaço só o que falta é água, terra melhor não existe e se tivesse água vocês iriam ver que muitos dos cabras que nasceram lá nunca que iam deixarr a terra para vir para cidade grande. Se eu tivesse escutado, tivesse ouvido meu pai e minha mãe, não tinha tanto arrependimento no coração. Hoje o que sou ? Sou o espelho de um mundo caótico e insensível. As dores dos outros são sempre melhores. Na minha longa jornada de vida, a coisa que mais me deu satisfação foi isto. Melhor que catar papelão na rua. Do que ser vigia da Gás Brás lá em Vicente ao lado da favela, e nunca sabe se amanhã eu iria estar vivo para tomar o café do Zé de manhã. Melhor também que brigar toda noite pelo ponto de Flanelinha lá na Graça Aranha. Melhor que vender refrigerante na central e ter que dar navalhada e até com a peixeira nos cabras desonesto que queria me roubar. Melhor até que trabalhar de caixa naquele grande supermercado que me explorava, me fazendo trabalhar quatorze horas e me pagava só dez. O melhor que eu encontrei foi isso, divertir as pessoas. Um trocado para lá, um trocado para cá, e a esperança que as coisas vão melhorar. Divertir é muito bom. As pessoas esquecem dos problemas, deixa de lado por alguns minutos aquele seu mundo de cobranças. Eu comecei a aprender a divertir com um Cearense muito supimpa na sua forma de divertir. Ele ia para a praça pública e começava a cantar, com seu violão manhoso ele cantarolava em versos a tristeza lá do seu lugar. Ele com sua tristeza, fazia muita gente sorrir. Rir da desgraça alheia é muito melhor. Agente vê que tem sempre um mais fodido que a gente. Depois ele encontrou um companheiro, um conterrâneo dele que tocava surdo, pandeiro, assoviava e até gaita e flauta se fosse preciso tocava. O lema deles era « ter o que comer » Eu quando os vi pela primeira vez lá no Largo da Carioca, nunca pensei em ser o que sou hoje. Eu não me atrevia. O cidadão do violão disse : Se quiser você faz alguns passos de dança enquanto a gente toca e canta. Depois de uns dias eu já estava integrado e já passava o chapéu para que as pessoas dessem algum dinheiro. Foi ai que eu larguei a vida triste e incerta que eu levava e comecei a divertir os transeuntes. Com a minha tristeza e as minhas penas, eu fiz muitas pessoas felizes. E esta felicidade é que me deu a força de continuar neste caminho. Hoje tô querendo voltar para o meu sertão, vestida de cangaceira vou mostrar a minha terra, vou ser guia turístico e falar da beleza do lugar. Aprendi com o violeiro, ele tanto cantou, tanto falou que escutei e alguma coisa eu guardei, o melhor de nós somos nós mesmo ele sempre dizia. Então da licença que o trem tem hora marcada. (Ela vai ao espelho se trocar, ela se veste estilo grã-fina ou secretaria, saias justas, palitó, sapatos. Ela dança um Jazz. Depois diz seu texto sobre a inferioridade da mulher no pais) Obs: clima de papo de mulher – “ porque la em casa “ele” já sabe, cheguei tarde ele já vai se virando e arruma alguma coisa para comer, o que ? esta louca? E mais, saiu do banho pendurou a toalha e também já ensinei onde fica o cesto de roupa suja, a gaveta para as suas correspondências, e o armário para as bugigangas. Outro dia eu falei : NEM PENSAR. Não estou a fim. É só quando EU QUERO. -Eu sempre me bati para que nós mulheres tivéssemos um futuro melhor. Não é nada fácil, em um pais onde o machismo e o porco chauvinista são os critérios que dominam não é fácil de se alto afirma. A mulher não pode ser vista como um objeto. Usou, lavou, largou. Temos sentimentos, trabalhamos o tanto ou mais que os homens. Na administração já chegamos a cargos importantes. Mais em um só cargo, e existe uns trezentos mil ou mais que precisamos alcançar. Na minha luta pela nossa classe nunca pude me conformar com as meninas que se vestem de maneira provocante e que todo bom cidadão sabe que essa maneira de vestir foi e ainda é os trajes das mulheres da vida. O pais perdeu seus valores, creio que nós mulheres podemos fazer muito mais que lavar roupas, cozinha, cuidar da casa ou das crianças. Hoje temos mais estudos e temos outras armas. Temos a educação, que a muito tempo foi esquecida no nosso pais. Não é admissível sermos maltratadas, espancadas, exploradas e até usadas por uma sociedade que soma problemas. E problemas estes, que oitenta por cento foram criados por homens, jovens e mesmo crianças do sexo masculinos. Somos fortes, temos capacidade de transformar o pais. Nosso papel na sociedade não é, e não vai mais ser de procriar. (com ênfase para uma pessoa do público) A mulher inteligente não pode acatar os desejos do seu homem que gostaria de cinco ou seis filhos. A mulher inteligente tem que antes de tudo pensar nela, na sua carreira profissional, na sua formação, em ter um trabalho, uma conta com dinheiro no banco. Ter o seu carro, apartamento e se divertir. Uma das coisas que pude constatar neste meu estudo sociológico, de mestrado da minha faculdade de Ciências Humanas, eu pude ver que as mulheres que tem mais filhos no pais são as desocupadas, as que não tem trabalho, não estudam, não tem nenhuma vontade própria. Viver e estar viva amanhã é a única coisa que importa para elas. Quando acaba a programação da televisão fazer sexo é o programa. A falta de bons programas informativos, culturais e que possam abrir outros horizontes é primordial para que a importância da mulher brasileira cresça. Pude observar que o número de jovens que deixaram de ver novelas e programas de divertimentos na televisão cresceu. A juventude em geral esta acordando para o fato de que a televisão no pais é e foi utilizada como forma de hipnotismo e de adormecimento para as gerações passadas. A mulher teve um papel enorme no despertar da sociedade atual, que ainda é bem pequeno, mais cresce, gradativamente de cinco a oito pôr cento em cada vinte anos. As mulheres conseguiram serem apresentadoras de jornais dentro das televisões. Conseguiram também serem chefe em alguns casos, você minha amiga, pense nisso, lute e construa um futuro melhor para você e os seus. A mulher ainda pode fazer grandes coisas na nossa sociedade. -Ai! Que cheiro é esse, ai! Meu bolo, se eu queima não vai dar tempo de fazer outro e o meu maridinho vai ficar tão chateadinho... (sai correndo) (Ela vai ao espelho e se veste de Noiva com um lindo vestido. Nervosa ela fala da insegurança de se casar e guardar o marido. No final sai dançando uma valsa.) -Eu sonhei tanto com esse momento, que parece mentira. Sem dúvida nenhuma deste vai ser o dia mais importante da minha vida. O amor que eu sinto por meu futuro marido é enorme, é sem limites. Que satisfação, que prazer me dá, eu me casar! Eu não tenho que ter medo que não vai dar certo. O casamento da Márcia não deu certo porque eles não se amavam realmente. No meu caso é diferente. Os casos que minhas amigas contam, de infidelidade nunca vão acontecer comigo. O Júlio me ama tanto, cada presente que ele me deu, cada gesto, declaração, eu não posso imaginar que ele possa me fazer sofrer. Cada mulher é uma mulher. Cada uma sabe o que merece. É verdade que a secretária que ele tem é muito bonita. Mais se ele quisesse ficar com ela ele se casaria com ela e não comigo. Tá me entendendo, eu sou poderosa. Ele que se faça de besta, que ele vai conhecer a Laurinda da Conceição. Comigo não. Eu me transformo filhinha, eu baixo o nível e o galo vai até parar de cantar. Mais isso tudo é bobagem. A gente só casa quando esta realmente certo do que queremos. Seremos felizes sim, mesmo com as urucubacas que a mãe dele possa nos ter jogado. Sogra é sogra né! E o bebê? Isto aí agente vai ter que agendar, eu não posso não. No momento eu tenho que terminar minha faculdade e ganhar aquele posto que o meu patrão me propôs. Criança vai ter que esperar. Pra quê ter filhos? A irmã dele tem três, tá bom, tá de bom tamanho. Afinal de contas na hora de dar presente é um horror. Gástasse todo o salário do mês só em presentes. Eu sou contra, temos que nos organizar primeiro, comprar um bom carro, um bom apartamento, ter umas contas nos bancos com bastante dinheiro e só então será hora de ter um filho ou filha pouco me importa, se não me encher o saco tá bom. Criança é muito bom, ela lá eu aqui. (ela olha o relógio) Já esta quase na hora, ai esta me dando uma agonia, acho que estou com vontade de ir o banheiro, não, acho que não. E esse maldito do cabeleireiro que não chega, eu estou parecendo uma hiena, que ri sem saber mesmo o porque. (ela olha como se tentasse ver por uma janela) Esta super legal esse casamento, o padre eu ainda não vi, meu noivo também não vi, as damas de honra acho que perderam a hora. (ri nervosamente) Acho que eu estou com medo, eu acho que não vai dar, ficar com aquela argolinha no dedo, eu sei é só uma aliança, mais parece que eu vou estar em uma prisão sei lá, eu tenho que me acalmar, eu decidir de me casar, agora eu vou me casar... Será!!! É um passo muito importante gente. Eu vou perguntar aqui para a vizinhança, o que vocês acham gente, eu devo me casar ou não? Porque do jeito que as coisas estão, casar... três meses depois descasa. Eu não sei, eu sempre pensei amar o Rodrigo, desde da sétima série. Agora eu vou casar com o Júlio, tá certo, eu aprendi a lição de mamãe, casar só com homem rico. O Júlio ele tem, tem até muito, mais na cama ele não é essas coisas toda, ele é do vira pró outro lado e dorme. É, ser rico tem suas vantagens, mais também tem suas deficiências. Olha, Vocês querem saber? Eu acho que decidi, prefiro um homem bom na cama, que um homem bom prós comerciantes que vão me bajular. Encrenquei. Não vou mais casar, diz ao padre se ele aparecer que acabou, tudo esta anulado, no amor é assim pau rolou, pau comeu, quem nunca ficou por cima não pode me intender Tchau! (ela começa a dançar uma valsa e vai saindo) (Ela vai ao espelho e se transforma em uma senhora da alta sociedade, Que fala da sua beleza quando mais jovens, dos seus amores com homens políticos e ministros, da sua decepção de nunca ter se casado e de não ter filhos, ela dança um Tango) - Na minha época não era como agora. As mulheres tinham mais classe, se vestiam de uma maneira mais correta, elegante. Hoje em dia as mulheres, não são todas, mais a grande maioria se veste como se fosse um lixo. Da pena de ver, as vezes umas mocinhas até bonitinhas, mais que se vestem com um mal gosto, mais um mau gosto impressionante. No tempo em que eu namorei o subsecretário da embaixada dos Estados Unidos, o Glande, as mulheres tinham um charme, um glamour impressionante. Vocês sabem eu namorei grandes homens do nosso século, eu namorei o ministro do interior nos anos cinqüenta, namorei o diretor do Banco Central. O que eles gostavam em mim era o meu modo de ser, de me vestir, de me portar. Eu nunca vesti um short desses curto, eu não me atreveria. Essas coisas atiça os homens, né? Tem uns que ficam bobos, até dizem coisas sem nexo. Outro dia eu passava em uma rua, tinha uma obras, esse povo que trabalha na construção parece que nunca viu mulher. Passava uma moça com um short bem curto, o homem saiu não sei da onde e lhe disse: - Gostosa, você tem o que fazer hoje, se não tiver agente podia afoga um ganso. ... Eu fiquei pensando o que o ganso tem haver com a historia. Um outro veio atras dela dizendo: - Minha filha, se eu te pego eu monto em você como se você fosse minha égua. ... Parecia cachorra no cio. Já viu ? Mais a frente ela passa enfrente a uma lanchonete, um garoto sai lá de dentro e fala: - Chupo-lhe toda. Eu fiquei pensando, tem pai que não deve enxergar. Uma coisa de louco. Um dialogo, assim de surdo. A moça nem era com ela. Devia estar acostumada. A esse diálogo esclarecedor. Um outro disse assim: - Quero meter em todo lugar. Eu sinceramente fiquei chocada. Eu não sei bem o que ele quis dizer, mais parece que a mocinha entendeu, saiu rindo, feliz da vida, como se ela tivesse ganhado na loteria. Por isso eu nunca me casei, com tantas mulher galinha. Merda. Não podia deixar o meu tranqüilo. Homem ele é burro entendeu. Ele vê uma mulher olhando para ele, ele já fica todo se achando. Eu queria ter filhos, ter um homem para cuidar. Ter uma família. O tempo foi passando, quando eu vi já estava com trinta anos. O povo lá do congresso não parava de me convidar paras as recepções de estado. Era para a festa em homenagem ao Príncipe do Marrocos ou para os reis da Noruega. Todas as recepções eles me chamavam. Um príncipe um dia ficou muito interessado por min, na hora que ele ia embora, ele me olhou, com aquele olhar de Omar Shariffe, alto, bonito, braço fortes, no pescoço cheio de colares de ouro, nos dedos cada anel maior que o outro. Ele me olhou e me disse: - Quer vir comigo, para ser minha esposa. Olha gente eu quase caí dura, eu tonteei, fiz que ia, mais não fui, armei uma resposta para dar quando o adjunto das relações exteriores me pegou pelo braço dizendo tá louca, ele ti leva embora, lá pró pais dele você nunca mais volta. Esse príncipe tem mais de cinqüenta mulheres, você vai virar é escrava dele. Se não for vendida para prostituição na Europa ou em Singapura. Olha eu confesso que eu fiquei muito bolada com o tal do Príncipe. Porra cinqüenta mulheres, aí é sacanagem. Se o homem da gente tem uma mulher agente já vira uma arara, imagina cinqüenta, ele quer é morte, sangue. Ainda bem que o adjunto me avisou, que roubada eu ia me meter. Vento vai, vento vem, o tempo passou agora só de Tango é que eu vou. (ela começa a dançar um Tango) (Troca de roupa, ela veste o seu biquíni ela começa a falar seu texto. ) -O que eu gosto mesmo é de carnaval. Como eu gosto de ir aos ensaios, todo aquele ambiente, aquela energia. Muito bom. Só quem conhece pode dizer. Eu sempre sonhei em desfilar na avenida, naqueles carros luxuosos devem ser uma emoção! Que visual ver o povo lá embaixo, a platéia batendo palma. Uauá! Mais depois que todas as mulheres que desfilam nestes carros tiveram que ficar nuas eu me desinteressei, sei lá, perdeu a graça. Desfilar com o biquíni de paetês, com estrass, com brilho é outra coisa. E muito legal, é melhor e mais bonito do que um corpo pelado que perdeu toda a graça. Mais sabe, eu não quero nem saber, quando eu ouço o ritmo da bateria, a percussão tocando, seja onde for eu começo a sambar, é o que mais me deixa feliz na vida, é sambar. (começa a tocar um ritmo de escola de samba, ela dança um pouco o samba, o som vai a baixando, ela começa a se vestir de porta bandeira e a dizer o seu texto. Ao terminar seu texto ela dança um pouco de porta bandeira, e fim.) -Sabe na vida agente pode ser tantas coisas, tantos caminhos à percorrer, mais se agente escolheu ser algo, tem que ser com amor, determinação e coragem. Eu gostaria que as mulheres fossem mais respeitadas, não por que somos melhores, e sim por que merecemos. Não é porque uma pessoa veste um biquíni ou um short, que ela é uma prostituta. O homem como a mulher devem se respeitar. Nós merecemos ser tratadas com dignidade. Nem toda mulher não presta, nem todo homem é honesto. Nem toda mulher é burra ou ignorante, e nem todo homem é inteligente. Tá faltando isso na nossa vida. Respeito. Nós precisamos escutar uns aos outros e se não der para ficar, não dá. Se comunicar é muito importante, eu acho mesmo que é fundamental. Por isso lembrasse sempre daquele ditado: - Quem não se comunica, se entrumbica. (o som da bateria da escola de samba cresce, ela dansa uma coreografia mas rápido e rodado muito, alegremente ela vai embora.) FIM MALANDROS (peça de teatro) autor Mestre Iram Custodio Magalhães Historia de um Malandro que se apaixona por uma linda moça da classe alta. No Rio de Janeiro, onde as maltas de Malandros comandavam as praças e ruas, dois seres de mundos completamente diferentes vão se encontrar e se amar. Lindas canções que falam do samba e dos momentos românticos que nossos poetas tão bem descreveram. Nossa trama se passa no Rio de Janeiro. Nosso personagem, Malandro e um homem que gosta da boa vida, do dinheiro fácil, do jogo de carta e das mulheres da vida. Um dia ele cruza o caminho de Carolina, linda mulher na flor da idade que chega ao Rio de Janeiro acompanhando o senhor seu pai o General, que foi transferido para comandar as forças armadas no Rio de Janeiro, e acabar com a violência e a insegurança no estado. Malandro ao ver Carolina se apaixona pela moça. Com muita dificuldade ele vai conquista-la. Como todo malandro, ele é capoeirista, as autoridade tem ordem de prisão para ele, um dia o General, ao saber que sua filha estava se encontrando com aquele homem fica furioso e o prende. Carolina ao saber da prisão de Malandro, o liberta, seu pai então faz um acordo com um grupo rival ao de Malandro. Na luta derradeira muitos morrem, o General fica frente a frente com Malandro, e tenta mata-lo com um tiro de revolve, mas por azar é Carolina que recebe o disparo. Seu pai, perde a razão achando que tinha assassinado sua filha, e se suicida. Para surpresa de todos Carolina não morreu, ela ficou ferida e desmaiou. Ao acordar ela se da conta do drama, Malandro a consola e eles cantam algumas musicas que falam de amor. Hep End. MALANDRO esta escutando a musica em off: Interpretação instrumental da musica “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso. Quando ele vem vindo ele ouve e vê três meninas interpretam a musica “ Ragatanga” (duo com Las Ketchups) gravada pelo grupo Rouge. “Malandro” que cumprimenta a todos que encontra em uma paquera sem compromissos. Malandro apresenta o espetáculo: Boa noite senhoras e senhores, eu gostaria de lhes apresentar esse espetáculo onde a musica nos transporta em um sonho. O brasil com suas danças, culturas, folclores é um mundo infinito de beleza. No Rio de Janeiro, existiu e existe um personagem carismático, sensual, vivo e audacioso, chamado de Malandro. Ouviu-se falar também de uma certa luta conhecida com o nome de capoeira. Dança guerreira da época da colonização, ela se transformou em uma arte marcial para alguns, combate acrobático para outros e em uma cultura para muitos. Todos conhecem o “Samba”, este ritmo contagiante que marcou gerações. E a Bahia, quem nunca ouviu falar no seu swing, nos seus ritmos, seus poetas e suas historias de amor. Nos gastaríamos de dividir com vocês tudo isso. Para isso, vamos apresentar-lhes quadros desse universo mágico e magnífico, que ilustra a nossa cultura Brasileira. B.O. “CABARÉ” Quando acende a luz podemos ver uma espesse de boteco, duas mesas, alguns (3) malandros que jogam um jogo de cartas, algumas (3) prostitutas estão em cena, as prostitutas começa a paquerar os jogadores que sentados continuam a jogar. Entra Malandro com seu andar gingado, vestido de uma calça branca, sapatos brancos, camisa listrada vermelha e branca e chapéu Panamá, ele traz na mão um pandeiro e canta “Ginga malandro” de Iram Custodio Magalhães. Malandro: Malandro tem ginga, ele tem molejo, Gosta de carta, bebida e um jogo maneiro, Gosta de samba e de cantar, Amar as mulheres o prazer da sua vida Sabe seduzir, sabe conquistar Vestido de branco, pandeiro na mão Ele canta seus amores Os amores do seu coração Tem fama de ser um durão Sonha e brinca com teu coração A espera de um amor, uma grande paixão Que mecha, a vida deste folião Joga o jogo que a vida é bela Ela é feita de perigo e emoção oh incerteza querida Te espero com tamanha emoção Minha vida é cheia de mandinga E luta, é vitoria, é paixão Se te encontro, te reconheço Vejo um grande clarão, é amor Lai lá lai, lai lá lai As instituições, grupo de capoeiristas, que viveram no século XVIII controlavam bairros inteiros no centro do Rio de Janeiro. Quase sempre as pessoas estrangeiras que passavam por ali era agredidas. Quando se tratava de um outro grupo de capoeiristas, havia desafios, desacatos e violentas brigas, muitas das vezes com mortos. A instituição da “Santa Luzia” se chamava os “Guaiamuns, eles podiam ser reconhecidos pelo jeito de se vestir, terno branco, sapatos brancos, gravata vermelha e chapéu Panamá com fita vermelha. Eles eram muito respeitados. O outro grupo, que quase sempre os desafiavam era os “Nagoas” que controlavam o bairro da “Cinelândia”, eles se vestiam com ternos pretos com finos traços amarelos, sapatos de verniz preto, gravatas de cetim azul claro e chapéu de feltro com uma fita azul clara. Eles eram reconhecidos graças aos seus trajes. Em um canto iluminado da cena, podemos ler uma placa escrita “Santa Luzia “ e do outro lado uma placa escrita “Cinelândia”, um Nagoa começa a cantar: “Desafio de Malandro” de Iram Custodio Magalhães, coreografia de movimentos de capoeira. Nagoa: Mesmo com toda fama Mesmo com toda ginga Aqui nesta praça Não tem Guaiamu que dança Nos somos os nagoas Temos fibra temos raça Aqui neste pedaço Quem não respeita nos desse o braço Guaiamus: Teresinha de Jesus Abre a porta apaga a luz Quero ver morrer nagoa A porta do bom Jesus ! Nagoas: O castelo içou bandeira São Francisco repicou Guaiamu esta reclamando Manuel preto já chegou ! Guaiamus: Sai de baixo assanhaço Que o pau já vai comer Quem é homem não acovarda Si é mulher é melhor correr *Coreografia de briga, os dois grupos se afrontam, todos os outros Malandros saem fica os dois lideres de cada grupo de malandros, entra um militar vestido de general, (a imagem congela por alguns instantes – som de suspense, entra a filha do general e sucessivamente entram um tenente e dois soldados. General: Prendam ! ( os dois malandros saem correndo, perseguido pêlos soldados) General: Esta cidade é maravilhosa, eu gosto, olhe como é linda esta Bahia, magnífica essas montanhas, este verde, que praias. Este mar azul é deslumbrante. (ele interpreta “O SOLE MIO!” de G. Capurro) General: Che bella cosa Na iurnata ‘e sole N’aria serena doppo ‘na tempesta! Pe’ ll’aria fresca paregià ‘na festa... Che bella cosa ‘naiurnata ‘e sole, Ma n’a tu sole Cchiù bello, hoine, ‘O sole mio sta nfronte a te! ‘O sole’ o sole mio Sta nfronte a te! Sta nfronte a te! Quando fa notte E o sole se ne scenne Mme vene quasi nna malinconia Sotto la finestra toia restera Quanno fa notte e o sole se ne scenne. Ma n’a tu sole... Carolina filha do general, Tenente e soldado: Bravo! bravo general Teodoro ! General: Aqui tenente nos vamos construir nosso quartel general, ali uma capela, e nos poderemos mesmo fazer deste lado algumas lojas de conveniências. Tenente: Sim, claro Sr. General Teodoro, assim poderemos ter uma grande vista de toda a cidade. General: Olhe esta natureza, é sem duvidas um trabalho do Sr. o bom deus, estas árvores, essa vegetação este céu, parece mesmo um paraíso. LARGO DA CARIOCA, um camelo vende objetos, duas mulheres tocam pandeiro e fazem o desafio “repente”, um pastor proclama sua igreja, um ladrão bate a carteira de um cidadão. Carolina (a filha do general): Papai, eu gostaria de dar uma volta, descobrir um pouco esta cidade, este perfume, o senhor esta sentindo? General: Não! você deve fazer muita atenção, existe muitos malandros por aqui, infelizmente, o centro do Rio de Janeiro esta infestado de bandos rivais, foras da lei, e que fazem o que querem. Você não esta em segurança, antes que eu termine a limpeza. Carolina: Eu sei papai, mais eu não sou mais uma criança, eu sei muito bem me defender. O senhor sabe que eu pratiquei e aprendi o “Judô” com o mestre Mamuri. Hiar! (o soldado é jogado no chão em um golpe de Carolina) General (sorri): Eu sei, você é muito forte, é claro é minha filha. Soldado! você será responsável do salvo conduta de minha filha, você devera lá proteger, não lhe deixe sozinha e nem ir a lugares indevidos, você entendeu? Saldado: Sim general Teodoro! Não haverá nenhum problema. (Carolina e soldado saem) Tenente: General Teodoro, nos recebemos agora mesmo uma chamada urgente, um grupo de capoeirista esta acabando com o comício político do partido socialista lá na praça Tiradentes. O caso é muito grave, parece ate que já tem alguns mortos. General: Reagrupar os homens! rápido, de o alerta geral, temos que acabar com isso rapidamente. Para cada capoeirista capturado, seis meses de prisão e cem lambadas de bambu verde nas costas, se for chefe o dobro. Vamos. ( o general, o tenente e o soldado saem por um lado. Pelo outro lado entra uma mulher com uma lata d' água na cabeça que canta “Lata d'água”, duas dançarinas dançam. Algum tempo depois entra Carolina e o soldado que ficam em um canto assistindo Maria e as atrizes bailarinas catarem e dançarem.) Entra ‘Maria’ com uma lata d’água na cabeça. Maria e as duas atrizes bailarinas cantam “Lata d'água”. Lata d'água na cabeça, La vai Maria, lá vai Maria Sobe o morro, não se cansa Pela mão leva a criança... La vai Maria! Maria lava a roupa lá no auto Lutando pelo pão de cada dia Sonhando com a vida do asfalto Que acaba onde o morro principia! * As três estão vestidas com uma saia e uma blusa, elas dançam e cantam, entram três percussionistas vestidos com camisas listradas preto e branco, eles tocam padeiro, surdo e tamborim, eles fazem a festa. Maria a lavadeira canta o “O samba” de Miguel Santos, Luiz Iglêsias e H. Vogeler. Enquanto isso todos dançam. Maria: O samba no morro é a alma dessa gente Passa vida de cachorro Mais sambando esta contente Coro : O samba no morro é a alma dessa gente Passa vida de cachorro Mais sambando esta contente Eu nasci de madrugada Pra pagar magoas e penas Eu nasci da batucada Das chinelas das morenas Não ha quem o samba olvide Quando a roda o samba arroxa Pois num samba se decide O destino da cabrocha O soldado que acompanha Carolina começa a dançar com as dançarinas, “Malandro” entra e canta “ISSO AQUI” de Ary Barroso. Malandro: Isto aqui ôô, é um pouquinho de brasil ai ai Desse brasil que canta e é feliz, feliz, feliz E também um pouco de uma raça, Que não tem medo de fumaça ai ai E não se entrega não, (2 X) Olha o jeito nas cadeiras que ela sabe dar Olha só o remelexo que ela sabe dar (2 X) Morena boa que me faz penar, Bota a sandália de prata E vem pro samba sambar (2 X) ( todos 2 X) Carolina empolgada com a festa canta “Cidade Maravilhosa” Carolina: Cidade maravilhosa Gosto de você Gosto de quem gosta FALTA METADE DA MUSICA * Durante a interpretação de Carolina, Malandro não consegue tirar os olhos de Carolina, ele então canta "Fascinação” de Elis Regina, todos ficam parados, imóveis escutando Malandro cantar. Malandro: Os sonhos mais lindos, sonhei De quimeras mil um castelo ergui E no teu olhar, tonto de emoção Com sofreguidão mil venturas eu vivi O teu corpo é luz, sedução Poema divino, cheio de esplendor Teu sorriso pendi, inebria, entontece Es fascinação amor *Malandro posicionado em uma extremidade do palco fica olhando fixamente Carolina que se encontra na outra extremidade. Paulo o soldado que acompanha Carolina canta “Lindo balão azul” de Guilherme Arantes, todos dançam uma coreografia . Malandro e Carolina ficam parados se olhando. Paulo: Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou um cientista O meu papo é futurista, é lunático Eu vivo sempre no mundo da lua Tenho alma de artista Sou um gênio sonhador e românico Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou aventureiro Desde o meu primeiro passo pró o infinito Eu vivo sempre no mundo da lua Porque sou inteligente Si você quer vir com a gente Venha que será um barato Pegar carona nessa calda de cometa Ver a via láctea, estrada tão bonita Brincar de esconde-esconde numa nebulosa Voltar pra casa Nosso lindo balão azul Quando o soldado acaba de cantar todos saem, ficando em cena Malandro e Carolina, eles começam a se aproximar, se olhando dentro dos olhos, a luz muda, Malandro pega nas mãos de Carolina e canta “Onde estas felicidade” de Luiz Iglêsias e dança uma valsa. Malandro : Onde estas felicidade ? Que te busco sempre em balde No sossego do arrabalde No tumulto da cidade Vem matar esta ansiedade Que sem ti finda jamais Felicidade, onde estas ? Onde estas felicidade ? * O coro canta “Onde estas felicidade” enquanto Malandro valsa com Carolina. Carolina: Eu tenho que ir embora, me desculpa. Malandro e Carolina cantão “Como é grande o meu amor por você” de Roberto Carlos. Malandro canta: Eu tenho tanto para lhe falar, Mas com palavras não sei dizer Como é grande o meu amor por você, E não ha nada pra comparar Para poder lhe explicar, Como é grande o meu amor por você Carolina canta: Nem mesmo o céu, Nem as estrelas Nem mesmo o mar e o infinito Não é maior que meu amor Nem mais bonito Malandro canta: Me desespero a procurar Alguma forma de lhe falar, Como é grande o meu amor por você. Carolina canta: Nunca se esqueça, nem um segundo, Que eu tenho o amor maior do mundo Malandro e Carolina: Como é grande o meu amor por você. *Malandro beija Carolina, ela não reage, logo ela olha seu relógio e se desespera. Carolina: Nossa já é essa hora, Paulo, Paulo vamos embora, já é muito tarde. Ate logo, eu tenho que ir embora. Malandro: Espere, por favor, não vá, eu ainda tenho muito para te dizer. Paulo soldado: Espere um minuto! Eu já estou indo. *Manduca lhe da um outro beijo, ela se deixa levar. Ela é surpresa mais contente. Carolina: Eu não posso ficar, meu pai vai ficar uma fera, eu devo ir embora. Já deveria esta em casa a esta hora, eu nem vi a hora passar, o tempo passou assim tão rápido. Malandro: Não! fique mais um pouquinho, eu não posso viver sem você, agora que te conheci, os meus dias de sol serão dias de inverno e de tempestade, longe de você. Tudo será gelo e frio sem o calor do teu corpo, vai ser horrível, eu não poderei suporta. Carolina: Eu sinto muito eu até gostaria de ficar, mais eu não posso. ( ela começa a ir embora, Malandro canta “Triste” de Tom Jobim) TRISTE Triste é viver na solidão, no amor cruel de uma paixão *Carolina que já estava saindo se volta e canta “De tanto amor” de Roberto Carlos, com Malandro. Carolina: Ah! eu vim aqui amor, só pra me despedir E as ultimas palavras deste nosso amor, Você vai ter que ouvir, me pedir de tanto amor. Malandro: Ah! eu enlouqueci, Ninguém podia amar assim e eu amei E devo confessar, ai foi que eu errei Carolina: Vou te olhar mais uma vez, Na hora de dizer adeus, Vou chorar mais uma vez, Quando olhar nos olhos teus Carolina e Malandro: Nos olhos teus. Malandro: Ah! saudade vai chegar e por favor meu bem Me deixe pelo menos só te ver passar Eu nada vou dizer perdoa se eu chorar. *Carolina se afasta um pouco indecisa, começa a ir embora. *Malandro canta "CARINHOSO" de João Barro e Pixinguinha Manduca: Meu coração Não sei porque, Bate feliz quando te vê E os meus olhos ficam sorrindo E pelas ruas vão te seguindo Mais mesmo assim Foges de mim Ah! se tu soubesses Como eu sou tão carinhoso E muito e muito que te quero E como é sincero o meu amor Eu sei que nunca fugirias mais de mim Vem, vem, vem, vem, Vem sentir o calor dos lábios meus A procura dos teus Vem matar esta paixão Que me devora o coração E só assim, então, serei feliz, bem feliz. *Carolina canta " Trem das onze" de Adoniran BARBOZA Carolina: Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito amor mais não pode ser Moro em jaçanã Se eu perde esse trem Que sai agora as onze horas Só amanha de manha Além disso meu amor tem outras coisas Minha mãe não dor enquanto eu não chegar Sou filha única tenho minha casa pra olhar Eu não posso ficar ( 2 vezes ) lalalailai, faz carinho dundun Faz carinho dundun, faz carinho dundun Malandro: Nos podemos nos ver? Carolina: Eu não sei dizer. Malandro: Diga sim, por favor. *Os dois vão para um canto do palco, luz baixa, desce no fundo do palco uma lençol transparente. Então vemos as bailarinas dançando em sombra chinesa, transformando-se em sereias. *Músicos cantam “Uma noite” de Renato Rocketh Uma noite e meia, virando sereia Uma noite e meia, virando sereia Vem chegando o verão Um calor no coração Essa magia colorida São coisas da vida Não demora muito agora Todas de bundinha de fora Topless na areia, virando sereia Essa noite eu quero te ver Toda se ardendo só pra mim (quero sim, quero sim, quero sim) Essa noite eu quero te ver Te envolver, te seduzir Dia inteiro de prazer Tudo que quiser eu vou lhe dar O mundo inteiro a seus pés So pra poder te amar Roubo as estrelas lá do céu Numa noite e meia desse sabor Pego a lua, aposto no mar Como eu vou te ganhar Carolina: Ok! onde? Malandro: Você conhece a praça quinze? em frente as barcas que partem para a ilha de Paquetá, amanhã as seis horas quando o sol se por, eu estarei lá. Carolina canta “Quando você me beija” de Leandro Lehart -Arte popular. Carolina: Um beijo durante aquele amor E o meu coração estava lá Na verdade esse passado Nunca vai me libertar Muita gente não se envolve So por medo de sofrer Mas no caso, desse acaso So quem vive pra entender Entende o que é o amor Eu não sei te explicar Quando você me beija Quando você me beija quando... A noite a nossa estrela faz você brilhar Em todas as avenidas vou te encontrar Como a historia de um pobre e a princesa Mas eu quero que seja Eu quero que seja Nosso sonhos de amor Nosso gesto de amor Que me balança e me desperta Sempre, sempre mais Quando você me beija Quando você me beija Quando você me beija Quando você me beija Carolina: Eu vou tentar ir, esta bem. Malandro: Eu te esperarei. *Carolina part. B.O. * Cenário único, uma parede, vemos uma janela aberta, na janela um velho homem fuma seu cachimbo, e observa a rua. Do outro lado da cena , ajoelhado enfrente a uma cruz, Malandro canta “Negro” musica de Iram Custodio Magalhães, e ele se lembra como ele aprendeu a capoeira.( efeito de luz e fumaça) dois capoeiristas jogam com muita destreza. Malandro : Negro, negro Negro, negro O negro ainda sofre, do chicote do senhor Arrebentou as correntes Mais a dor nunca passou, não senhor Negro, negro, negro, negro Foi nos pés do berimbau, Que minha mão ele apertou Com seus olhos molhados, Me mostrou muita dor, quanta dor Negro, negro, negro, negro Respeite a raça negra, Ela tem muito valor Ela é rica de cultura, O negro é um lutador, sim senhor Negro, negro, negro, negro E ao som do berimbau, capoeira me ensinou Jogue em baixo mandingando, Pro cabra ver o seu valor, seu doutor Negro, negro, negro, negro Jogue encima regional, Entre sai mostre o que treinou, Quebre a ginga com mandinga, Foi meu mestre quem falou, sim senhor Negro, negro, negro, negro B.O. A- Um garoto passa perto da janela, ele brinca, quando chega um outro garoto maior que ele e começa a lhe bater ele sai chorando. B- Passa uma mulher vestida de Baiana, com um tabuleiro cheio de bolinhos e salgadinhos, (mungunzá, caruru, vatapá, acarajé, pamonha, cuscuz, bolo) ela oferece seus salgados e doces e canta a musica “O tabuleiro da baiana” de Ary Barroso. Baiana : No tabuleiro da baiana tem, vatapá oi, caruru Mungunzá tem umbu pra io io, Velho mestre: Se eu pedir você me da, o seu coração Seu amor de ia ia. Baiana: No coração da baiana também tem, Sedução, canjerê, ilusão, candomblé Pra vacê, Velho mestre: Juro por deus, pelo senhor do Bonfim Quero você baianinha inteirinha pra mim, Baiana: E depois o que será de nos dois, Seu amor é tão fugaz e enganado Velho mestre: Tudo já fiz fui ate no canjerê, Pra ser feliz meus trapinhos juntar com você, Baiana: E depois vai ser mais uma ilusão No amor quem governa é o coração para papa, para papa, para papa C- O pequeno garoto cruza a cena desconfiado, a baiana vai embora, entra o outro garoto maior que começa a lhe bater outra vez, ele vai parar estirado no chão, e o grande garoto vai embora. O velho mestre canta “O lala, O lele”, musica de capoeira. O pequeno garoto vai se chegando e o velho começa a lhe ensinar alguns movimentos para se defender. O La la, o le le meu avô me chamava vem cá meu filhinho aprender capoeira pra se defender ( 2 vezes) Meu avô negro de angola Sentado na sua esteira, contava pra criançada estórias da capoeira Foi brinquedo de criança, veio lá da sua terra Em defesa do seu povo já virou arma de guerra O la la, o le le meu avo me chamava, vem cá meu filhinho aprender capoeira pra se defender Ele me falou também Que em busca de liberdade Os negros se refugiavam Nos quilombos dos palmares Quando eles defrontavam O opressor que lhe seguia Era perna que voava , era gente que caia. D- O velho mestre: Esse garoto é mais forte que você, mais rápido e muito mais malandro, o tempo que tu ficas a soltar pipa, jogando bola e sem fazer nada em casa, você vem pra ca, pra minha casa que eu vou te aprender a capoeira. Como é que você se chama? Garoto: Vicente, o que é a capoeira? Velho mestre: A capoeira é o espirito vivo, da arte de se defender brincando, dança guerreira do tempo da escravidão. Eu conheço um pouco e eu vou te ensinar. Vicente- Qual é seu nome? Velho- Todos me chamam de Africano. ( O velho mestre começa a ensinar as esquivas, os ataques e as movimentações) Vicente - E assim? Velho- Isso mesmo, continue, muito bom. * Ele faz algumas seqüenciais e vai embora. * Malandro vem cruzando o palco, ele encontra três policiais que tentam lhe aborda, Malandro tenta ir embora, mais não consegue. Policial 1: Documento! *Malandro tenta fugir mais já esta serrano. Policial 2: Calma, nos queremos só saber quem é você, meu camarada. Policial 3: Ha! este ai o tal que todos falam por aqui, você é o Malandro, procurado por vários delitos. Policial 1: Agora você vai conhecer a boa vida, lá no cilindro, ha,ha,ha,ha,ha,ha (risos) *Malandro da um salto e começa a gingar. Policial 4: Você tá querendo dançar minha flor, você vai dançar é na cadeia. *A briga começa, coreografia, Malandro derruba todos e foge. *Vicente cruza a cena, uma senhora aparece e chama seu filho Honorato o garoto brigão. Senhora: Olha lá meu filho, seu amigo, ele tá indo lá. Honorato- Olha só mãe, eu vou bater nele. Senhora: Faz atenção a suas unhas, e vê se não demora, o padre esta nos esperando lá na igreja. Honorato- Olhe só. Honorato- Oi, como vai? onde você tá indo? Vicente- Não é da sua conta! Honorato- Que isso rapaz, tá ficando maluco, de falar assim com o seu patrão? Vicente- Sai fora! Honorato- Calma meu bichinho, eu que só quero o teu dinheiro. Passa pra ca. *Vicente lhe empurra e começa a gingar. Honorato- Você aprendeu uma nova dança é? ha é muito bonito, mais eu estou com pressa, e não estou pra brincadeira, me da logo esse dinheiro. *Ele nem terminou de falar, que um rabo de arraia, golpe de ataque de capoeira lhe jogava longe. Honorato- Ha! você quer brigar, então vamos. eu vou acabar contigo. *Ele se joga sobre Vicente que se esquiva e lhe faz cair. Senhora: Acaba logo com ele Honorato, vamos embora ! *Coreografia Vicente e Honorato, Vicente o faz cair varias vezes e por fim lhe da um pontapé fatal. Honorato cai imóvel. B.O. *Quando a luz volta Malandro esta na cena, vestido com um terno branco, ele anda de um lado para o outro, impaciente esperando Carolina. Escutamos o apito das barcas. Carolina entra, Manduca lhe vê, e se aproxima lentamente. Manduca e Carolina cantam “Inverno” de Tim Maia Manduca: Quando o inverno chegar Eu quero estar junto a tu Carolina: Quando outono chegar Eu quero estar junto a tu Manduca e coro: Ah! é primavera Manduca: Te amo! Carolina e coro: Ah! é primavera Carolina: Te amo! Manduca: Meu amor Trago essa rosa Coro: Para lhe dar Carolina: Trago essa rosa Coro: Para lhe dar Manduca e Carolina: Meu amor Hoje o céu esta tão lindo Coro: Vai chove Manduca e Carolina: Hoje o céu esta tão lindo Coro: Vai chove Carolina: Meu amor! Manduca: Eu te amo. * Os dois se deitado no chão, aparece um soldado em um dos cantos, ele observa um pouco e sai. Manduca e Carolina deitados no chão fazem uma cena de amor com sombras. *Flexe: Em dos cantos da cena quatro dançarino dançam o Maculelê com facões, ao som do atabaque. Ao terminar coreografia eles saem. Do outro lado entram dois capoeiristas fazem o jogo “apanha laranja no chão”. (este jogo é bem lento quase parando, onde os jogadores tentam pegar o dinheiro que esta no chão com a boca) – efeito de fumaça, os capoeiristas saem. Entra o General com três soldados armador, eles prendem Malandro que esta deitado ao lado de Carolina. Eles saem carregando Malandro prisioneiro. *Carolina que permanece em cena, canta” Tristeza” Carolina: Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como um rio *Malandro vestido de um calçolão esta preso no “Pau-de-arara” uma forma de tortura do século XVI , prende-se os punhos e os pés do indivíduo em um pau acima do chão. General: Cozinhem esta carne, bem cozida, ele tem que entender que com a minha família não se brinca, não se pode mexer. Fação ele sofrer. *dois soldados torturam Malandro com muito prazer. Carolina que partiu para chamar o grupo de Malandro para lhe libertar chega com o grupo de Guaiamuns e liberta Malandro, neste momento o General chega com os Nagoas, forma-se dois grupos. Manduca sai com Carolina, os dois grupos se posicionam, no fundo da cena entre Malandro com um berimbau na mão, alguém traz um atabaque e Carolina toca um pandeiro. As pessoas começam a se arrumar, tirando e colocando roupas para lutar. Dois a dois, um de cada grupo, eles se aproximam dos instrumentos para começarem a disputa. Bem devagar eles começam a luta. 1- Jogo de “São Bento Pequeno” Coreografia de seqüenciais de ATAQUE/DEFESA 2- Jogo d’Iuna” Coreografia de FLOREIOS. 6- Jogo de “São Bento Grande” rápido com movimentos de ataque bem paroxismos quase pegando um no outro. *General pega uma metralhadora e começa a atira, todos caem mortos, menos Malandro e Carolina. Ele larga a metralhadora que não funciona mais, pega sua pistola e se aproxima de Malandro ameaçando-o. General: Carolina venha comigo. Malandro: Não ! fique! *O General com sua pistola da um tiro perto de Malandro, mais não lhe atinge>. General: Se você quer viver, cale a boca se pobre animal. Manduca: Eu calo minha boca quando eu quiser, se você quiser me prender, devera primeiro me matar. Vai atira! Eu não tenho medo de morrer, viver sozinho é muito triste e eu não pretendo deixa passar esta chance. Eu a amo. * O General aponta a sua pistola na direção de Malandro, faz que vai a tirar e a tira, no momento em que Carolina se mete entre Malandro e seu pai, ela é atingida e cai morta. Malandro: Carolina! Carolina! General: Você! foi você! tudo isso é sua culpa, sem vergonha, cretino, você tocou nela, a usou, roubou o meu sol, a minha esperança, a minha vida, agora ela esta morta, você vai morrer. Manduca: Talvez, mais foi a sua mão que puxou o gatilho, você a matou, você tirou a vida dela, foi você que atirou e acertou nela, você é o responsável. Eu a amava, não poderia lhe fazer mal. * O General aponta sua pistola na direção de Manduca, ele faz que vai atira, mais atire nele mesmo se suicidando. * Malandro acende um cigarro, quando ele vê que Carolina não esta morta. Ele se ajoelha ao seu lado, Carolina passa a mão em sua cabeça, como se estivesse com dor, ela ficar em pé, sorri, ele também. B.O. *Todos saíram de cena, entra Carolina com seu vestido dourado e canta “Sai da frente” de Leandro Lehart” Art Popular. Manduca: Amor, eu não consigo viver mais sozinho, amor Preciso de você Do seu amor e de um pouco de carinho, amor To querendo te ver Preciso de sambar, preciso de sambar Samba assim com art popular La na ladeira, samba assim com art popular Na ladeira, é diferente o balançar Na ladeira, ginga no swing Vê se vai na ladeira, E diferente o balançar Que eu não consigo viver mais sozinho amor Que eu não consigo viver mais sozinho amor Sai da frente Que eu preciso é de sambar é de sambar E de sambar, é de sambar *Malandro entra vestido em um terno branco, sapatos brancos, camisa vermelha, gravata vermelha, chapéu Panamá com fita vermelha. ele canta “ Já que tá gostoso deixa”(Mata papai) Paulo Santana e Jorge Santana, entram as dançarinas vestidas de saias amarelas e verdes , na cabeça um arranjo, sandália. Manduca: To doidinho pra te dar um cheiro ô mulher vem cá Não consigo dormir direito de tanto pensar Eu preciso arrumar um jeito de te conquistar Ou quem sabe só tem um jeito que é de te agarrar Me da um beijo no pescoço de fazer arrepiar Você dizendo tá gostoso, tá gostoso pra danar Entre beijos e carinhos nos dois vamos nos amar Mesmo deitado ou de pé você vai ser minha mulher E vai dizer Ai, ai, ai mata papai (mainha) Ai, ai, ai mata papai (mainha) Ai, ai, ai mata papai (mainha) Ai, ai, ai mata papai (mainha) Ai, ai, ai mata papai (mainha) Ai, ai, ai mata papai (mainha) Já que tá gostoso deixa mamãe Deixa mamãe, deixa mamãe, deixa mamãe Malandro canta “Queira eu” Leandro Lehart-Art popular, entra os dançarinos com os instrumentos de percussão, vestidos de calças amarelas e verdes, colete e sapatos brancos, chapéu de carnaval. Manduca: Eu to ti devorando na menina desse olhar beija eu, Beija eu Você só quer sabe é de dançar e de rebolar Olha eu Olha eu Carolina : Foi amor Que eu to aqui sozinho pra poder te paquerar Foi amor To te olhando desejando mas você só quer Dançar Mas você não para não não para não Não para não Não para não Malandro: Beija beija beija eu Beija eu beija Beija beija eu Queira queira queira eu Pra você casar Não precisa nem parar de rebolar *Carolina e Malandro cantam. “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso Carolina : Brasil, meu brasil brasileiro Meu mulato isoneiro Vou cantartes nos meus versos, O Brasil samba que dà, Bamboleio que faz gingar O Brasil do meu amor Terra de nosso senhor Brasil! pra mim, pra mim, pra mim, Malandro: Ah! abre a curtina do passado Tira a mae preta do serrado Bota o rei congà no congado, Brasil, pra mim! Deixa cantar de novo o trovador A merincoria luz da lua, Toda a cançao do meu amor, Quero ver essa dona caminhando Pelos saloes arrastando O seu vestido rendado, Malandro e Carolina: Brasil ! pra mim, pra mim pra mim. Malandro e Carolina cantam: “Carnaval de Salão” popurri de Clara Nunes -Ô abre alas que eu quero passar (bis) Eu sou da lira não posso negar Rosa de ouro é quem vai ganhar -O teu cabelo não nega mulata porque és mulata na cor Mais como a cor não pega mulata Mulata eu quero o seu amor -Linda morena, morena, morena que me faz penar A lua cheia que tanto brilha não brilha tanto quanto o seu olhar -Um pierrot apaixonado que vivia so cantando, Por causa de uma colombona Acabou chorando, acabou chorando -Mamamamãe eu quero, mamãe eu quero Mamãe eu quero mamar Da a chupeta (não dou) Da a chupeta (não dou) Da a chupeta pro nenem não chorar -Yes nos temos bananas, Bananas pra dar e vender Banana menina tem vitamina Banana engorda e faz crescer -O jardineira por que estais tão triste Mas o que foi que te aconteceu Foi a camelia que caiu do galho Que deu dois suspiros e depois morreu Vem jardineira Vem meu amor Não fique triste que esse mundo é todo meu Tu és muito mais bonita que a camelia que morreu -Alalaoooooo, mais que caloroooooo Atravessando o deserto de saàra O sol estava quente que queimou a nossa cara Alalaoooooo, mais que caloroooooo -Oi com pandeiro ou sem pandeiro hêhêhê Eu brinco, Oi com dinheiro ou sem dinheiro hêhêhê Eu brinco (2X) As aquas vão rolar Garrafa cheia eu não quero ver sobrar Eu passo a mão na saca saca saca-rolha E bebo ate eu me afogar , Deixa as aguas rolar Quem sabe, sabe conhece bem, como é gostoso gostar de alguem (2x) - Para para para para melhor motorista não hà ( 2X ) - Ei voce ai, me dà um dinheiro ai, me dà um dinheiro ai ( 2X ) - He, he, he, he indio quer apito, se não der pau vai comer ( 2X ) - Quem não chora não mama, segura meu bem a chupeta Lugar quente é na cama ou então no bola preta ( 2X ) - Se a canoa não vira olê olê ola, eu chego là ( 2X ) Malandro canta: “500 anos” de Chico Buarque A quinhetos anos sobre a terra Vivendo com o nome de Brasil Terra muito larga e muito extença Com a forma aprocimada de um funil Agora ela é feita de agua benta Onde o preto e o branco vem mamar O amarelo almoça ate polenta E um resto de vermelho a desbotar Sou pau onde todo mundo senta Onde agente sempre poem mais um O berço esplendido aguenta Toda essa galera em gejum A pesar de deus ser Brasileiro Outros deuses izac tem lugar Tor, Exu, Tupain, Alah, Oxossi Zeus, Roberto, Bugle e Oxala Aqui não tem terremoto Aqui não tem revolução E um pais abençoado Onde todo mundo poem a mão Brasil potencia de neutrons Trinta e cinco walts de explossão Ilha de paz em prosperidade Num mundo conturbado sem razão Brasil, brasil, brasil, brasil, A mulher mais linda do planeta Ja disse o poeta altameiro Que seu rebolado é poesia Salve o povão Brasileiro Mais que um piano é um cavaquinho Mais que um bailinho é um carnaval Mais que um pais é um continente Mais que um continente é um quintal Aqui não tem terremoto Aqui não tem revolução E um pais abençoado Onde todo mundo poem a mão Brasil potencia de neutrons Trinta e cinco walts de explossão Ilha de paz em prosperidade Num mundo conturbado sem razão Carolina e Malandro cantam: “E ruim de segurar” de Simone E rui de segurar assim não da é pra vencer Do geito que esta vamos pagando pra sobreviver Se trocou não mudou nada jogo de carta marcada E so ferver, a panelinha armada tem muita braza E ninqum bota pra ferver isso aqui ta brincadeira Isso aqui ta brincadeira, ou sera que não esta Ta, ta, ta, brasileiro brasileira ta na hora de gritar Isso aqui ta brincadeira, ou sera que não esta Ta, ta, ta, brasileiro brasileira ta na hora de gritar, mais chega! Chega de levar tanta porrada vamos ver se a papelada dessa vez é pra valer, é pra valer! Chega ta virando sacanagem As promessas são bobagens que so faz aborecer Cansado rasgo a fantasia desta anarquia Na desputa do poder Piui piui, pua pua Eu quero ver onde essa porra vai para Piui piui, pua pua Eu quero ver onde essa porra vai para FIM O PAPAI NOEL NÃO VALE NADA de Josiane Balasco, Marie-Anne Chazel, Christian Clavier, Gérard Jugnot, Thierry Lhermitte, Bruno Moynot Tradução para o português de Mestre Iram Custodi Magalhães O Papai Noel não vale nada foi escrito e montado pela primeira vez no Teatro Splendid, à Paris, em outubro de 1979. Resumo: Dentro de um pequeno apartamento na cidade de Paris, esta noite não vai ser igual as outras. Neste apartamento funciona a permanência do “CVV Centro de valorizaçao da vida « S.O.S. Ajuda e Amizade ». No apartamento encontramos Teresa a assistente Social reprimida e mal na sua pele de mulher traída, logo na primeira cena vemos a entrada de Pierre Montez, que chega atrasado para a permanecia do S.O.S. Ajuda e Amizade, ele um sádico sexual enrustido, que não tem coragem de assumir seus fantasmas. Nesta noite Pierre Montez vai desrespeita o regulamento da « S.O.S. Ajuda e Amizade » aceitando de receber um desesperado que por telefone lhe convenceu de lhe receber, só que Pierre não sabe que o homem é um travesti complétamente angustiado. Dos problemas desta noite a equipe do « S.O.S. Centro de valorizaçao da vida » vai ter que aturar o senhor Preskovitch, que é um imigrado da yougoslavia e que vive no apartamento de cima ao da cede do « S.O.S. Ajuda e Amizade», ele vem trazer alguns presentes e guloseimas para que seus amigos possam degustar das boas coisas da Yougoslavia. VOX OFF. A vida é um animal monstruoso que devora sem piedade os fracos. Foi provado pelas estatísticas que existi duas vezes mais de suicídios acontecido pelos desesperados que pelas outras pessoas. Foi por isso que alguns homens e algumas mulheres gratuitamente criaram a « Ajuda aos necessitados », o « S.O.S. Centro de valorizaçao da vida » é para quebrar esse muro do silencio. Para você que é desesperado, existirá sempre alguém para lhe escutar e para lhe responder, é muito simples : faça o numero 62.80.70.50, e mesmo na noite de natal, nós encontraremos as palavras para lhes reconfortar. CENA 1 : Um desesperado sai a procura de um orelhão para telefonar, ele está com um revolver na mão, ele tem problemas para discar o numero de telefone, um numero enorme, que não termina mais (quinze algarismos), ouve-se o ring do telefone, alguém atende. Theresa : Alô, alô. O homem fala algumas palavra incompreendidas, ele está com o revolve apontado para a sua cabeça. Homem: Alô… « S.O.S. Centro de valorização da vida » ? Theresa: Alô… Alô… Eu não estou lhe escutando… Homem : Eu não agüento mais, o que eu devo fazer ? Theresa : Eu não estou lhe escutando, aperte no botão. ·O homem aperta no gatilho do revolve e cai morto. B.O. CENA 2: Com muita luz nós descobrimos um apartamento transformado em escritório. A esquerda : uma porta que da para o corredor do prédio. A direita : uma porta para o quarto. No meio uma chaminé. O escritório esta mobilhado com um moveis cinza, um sofá de listras cinzas e algumas cadeiras. Theresa (ainda no telefone) : Ligue novamente de um orelhão que funcione. ·Ela desliga e começa a fazer seu croché. ·Entra Pierre Montez correndo excitado. Ele traz nôs braços um terno e esta segurando com as mão um grande quadro que não podemos ver o que esta pintado. Mortez : Ah, Theresa, bôa noite, queira me desculpar, eu estou horrivelmente atrasado, mais as crianças não me deixavam sair. Eu não pude me lib…liberar… ·Ele continua falando, enquanto comprimenta Teresa com dois beijinhos, ela também fala ao mesmo tempo que ele. Theresa : Oh, não tem importância, não, eu vou esperar... *Mortez acaba continuando . Mortez : Isso durou mais tempo que eu esperava… no final eu não conseguia sair. Alem do mais eu fui obrigado a levar um embrulho a um casal de velhos, e eu não encontrei nenhum taxi para voltar. Theresa : E você ainda deu uma vacilada, Pierre. Olha só o que você fez ao seu lindo casaco ? Mortez : Eu sei Theresa, eu sei, mas é Natal e eu dividi com um sofredor, um infeliz, eu não preciso de um casaco inteiro, Theresa, ele agora tem dois lados, olha só, direita, a esquerda. (ele se levanta e pendura o casaco no cabide, ele aperta seus bolsos procurando algo) Eu dei a metade do casaco onde estava minha carteira, ele vai me trazer devolta, não ? E mas acho melhor eu vou fazer uma declaração de roubo na delegacia. Theresa : Oh, sim, Pierre, é melhor. Mortez : E ainda ele levou meu relógio na passagem. Você quer que eu lhe substitua ? Theresa : Eu não vou dizer não, vai me permitir de me sentar um pouco melhor. ·Theresa vai sentar no sofá, Montez senta à mesa do escritório. Mortez : Muito bem, muito bem, muito bem, não teve muita chamadas Teresa ? Theresa : Não Pierre, nenhuma grave, não… Mortez : Não. ·Ele pega um jornal e começa a ler. Theresa: A rotina de sempre, hein.... Mortes: É, é verdade... Theresa: Não, Mais esta bem calmo, dês das seis horas uma só chamada. Mortez: Ah, sim, é verdade, sim, é isso ai, sim, claro, é isso ai, porque para nós é verdade esta bem calmo, não é Theresa ? Muito bem, muito bem, muito bem... Escuta Theresa, talvez eu não devesse dizer isto, mais eu fico muito decepcionado quando não tem ninguém deprimido ! Theresa: Eu quase acabei minhas luvas para os leprosos de Djakarta. Eu acho isso completamente inútil, é a cara da Cruz Vermelha, olha, eles me pediram de fazer as luvas com três dedos, você não acha que eu iria mais rápido se eu fizesse luvas de um dedo só ? Mortez : Ahhh, é verdade, você tem razão Theresa, se você me autoriza, um par de meias e hop ! ·Ele ri. Theresa : Aqui entre nos, eu vou lhe dizer que eu prefiro fazer a permanência com você, que com o Sr. Musquin. Ele é simpático, se agente quiser achar isso, mas finalmente e francamente lhe falta um pouco de fantasia. Você não acha ? Mortez : E isso ai. Quer saber Theresa, eu não gosto de falar mal das pessoas, mas é verdade que ele é simpático… (ele continua a ler o jornal) As pessoas não sabem o que querem. Theresa : Pierre me diz uma coisa, os presentes, agente da agora ou esperamos dar meia noite ? Mortez : Bem, acho que talvez você tenha razão, é melhor agora que esta calmo. Theresa : Ok. Mortez : Finalmente, meia noite, é melhor, que é a hora realmente de trocar os presentes. ·Eles riem. Theresa : Feliz natal Pierre ! ·Ela da seu presente a ele e o beija. Mortez: Oh, obrigado, obrigado Theresa. Theresa: Eu espero que seja aquilo que você estava querendo. Mortez : Oh, Theresa, muito obrigado. Theresa: Oh, é difícil de lhe agradar, hein, você tem tudo. Mortez: Oh, mas Theresa, ao menos você pensou que é natal, é formidável. Theresa: Olhe primeiro, hein… Mortez : Oh…olhando assim, do lado de fora, ele é muito bonito, muito legal, Teresa, Ho…Ho… (ele desembrulha o presente e descobre um croché, com um lado maior que o outro e que parece muito com um pano de chão) Oh…Oh… Theresa, escute aqui, um pano de chão, é muito legal, francamente, formidável. Theresa : É um colete. Mortez: Sim, mas claro, é evidente, ele tem uns buracos maiores para os braços, é claro, é formidável, muito divertido, eu estou muito contente. Theresa: Eu tinha pensado no inicio em um lindo boné, azul escuro como eu sei que você gosta, mas depois eu pensei bem, e nesta cor vai mudar um pouco. *Ele veste a metade. Mortez: Mais você tem razão. Olha só como o cinza e o vinho ficam bem juntos, da um ar de descontração. Theresa: E muito sóbrio. ·Ele termina de vestir o colete. Mortez: Eu estou muito contente, Theresa, eu fiquei muito feliz, genial, eu tenho muitos coletes abertos, mas igual a esse eu nunca tive, eu fiquei muito contente, muito feliz, Theresa... Theresa: Você sabe, este tipo nos não vemos nunca, e você nunca vai encontrar outro igual no mundo… Mortez : Eu espero Theresa… E alem do mais eu sempre me disse que me faltava alguma coisa que eu pudesse colocar rapidamente para descer o lixo, eu estou muito contente. Theresa : Eu estou contente que você gostou. Você quer saber, eu fiz ele de cabeça, assim de olho… Eu estava me perguntando se ele não esta um pouco curto ? Mortez : Do lado esquerdo, talvez, um pouco. Theresa : Não mais… talvez fique igual quando lavar, puxando um pouco, agente vai ver a cor vinho. Mortez : Não tem nenhum problema Theresa, você vai me desculpar mais eu não vou abotoa-lo agora, neste instante, eu tenho medo de trocar os botões, você me entende ? Theresa : É o modelo que faz isso… Mortez : É muito engraçado Theresa, você vai ver… o meu presente que fiz para você, eu também fiz de cabeça, é um quadro que eu pintei para você. Theresa : Eu estava me perguntando. Mortez: Mas olha só, eu quero deixar bem claro, talvez você se surpreenda, bem, não queira ver o fantasma do homem logo de inicio, mas sim, se você quiser a procura criativa do artista, sua loucura, você me entende ? Theresa: Nos sabemos o que é isto, hein... Mortez: Sente-se por favor. Theresa (ela senta-se no sofá) Eu vou fechar os olhos. Mortez : Você gosta de animais, Theresa ? Theresa : Ah, eu adoro eles. Mortez: E a dança, você gosta da dança ? Theresa : Eu levava muito jeito quando eu era criança. Mortez : Então, era uma coisa que você gostava. ·Enquanto eles falam estas frases, Peirre vai buscar o quadro e o desembrulha em frente ao publico. O quadro representa Teresa nua, dançando com um porco rosa que esta com uma cueca. Mortez : É para você Theresa, aqui está ! Eu acho que é melhor admira-lo na sua casa, tranqüilamente. Theresa : Ah… é muito delicado… eu, eu… Eu não posso dizer que não gosto, Pierre, não… eu… é bem diferente do ultimo quadro que você pintou, eu … Mortez : Qual deles Theresa ? Theresa : O Porco na Usina. Mais, você vê dessa maneira. Mortez : Sim, mas este é só o inicio de uma série de trabalhos sobre os açougues, daquela época. Theresa : Eu gostaria de fazer uma observação, a intervenção dessa mulher tão gorda me surpriende muito mais desta vez… Mortez : Ah, isso é verdade, mas o que aconteceu é que eu vi, eu pude ver infelizmente, que eu consegui fazer o Porco melhor que você. Eu quero dizer com isso que, como o nariz é falso, o resto esta mais ou menos. Theresa : Acho que você esta querendo me bajular…mas… Pierre… o porco… O porco então seria você… Mortez: Escute Theresa, queira me desculpar, eu não gosto de falar de pintura, você sabe, eu bebo, eu sonho, e depois eu pinto isto, eu não sou nada mais do que um espectador como os outros, por favor não vamos mas falar sobre isso. Theresa: Mas, eu não estava dizendo nada disso para lhe… Mortez: Não, não, não tem problema, não… Theresa : Você quer saber, eu te agradeço do fundo do meu coração, eu já sei onde eu vou coloca-lo… (ela pega o quadro e o coloca no fundo virado para o muro) Theresa: Não fique chateado se eu prefiro coloca-lo agora, virado para o muro, minha prima Josette deve passar a qualquer momento, eu tenho medo que ela não intenda de me ver representada ao lado de um porco… Mortez: Mas eu não entendo Teresa, o porco ele não esta nu. Theresa : Eu entendo, mas ela, quer sabe, ela esta atravessando um momento muito difícil, muito perturbado nestes últimos dias, eu prefiro não tentar o diabo. Mortez : Ah, mas o que foi que aconteceu com ela ? Theresa : A pobre menina tem uma historia horrível. Mortez : Então, conte-me tudo, eu adoro estas historias. Theresa : Os seus pais morrerão quando ela tinha três anos de idade, ela foi parar em um estabelecimento religioso que teve que fechar as portas por falta de higiene, depois esta criança que era tão inteligente e brilhante encontrou um rapaz que cantava… Mortez : É isso ai, eu estou entendendo… Theresa : É que, eu não sei porque razão, teve as pernas cortadas por um trem, e do dia para noite, ele sumiu, ninguém sabia mais nada dele, ele à deixou sozinha, perdida como uma meleca. Mortez : Que filho da puta ! Theresa : Oh, eu posso te dizer que se esta pobre criança, não tivesse a inteligência e o seu humor que são próprios a ela, ela já estaria louca. Mortez : Oh, isso me revolta… (o telefone toca) Espere, deixe que eu respondo, Eu estou super em forma. Alô ? S.O.S. Centro de valorizaçao da vida, feliz natal! katia: Alô, MATOPOJO Mortez: Sim, feliz natal, meu senhor ! Katia: Queira me desculpar se eu estou incomodando. Mortez : Mas meu senhor, o senhor não nos incomoda de maneira nenhuma, eu estou aqui para lhe escutar. Katia : Eu estou lhe telefonando, por que eu estou muito sozinho esta noite. Mortez : Mas não, meu senhor, não, justamente, o senhor não esta mais sozinho, toda a equipe do S.O.S. Ajuda e amizade esta aqui para lhe ouvir. Katia : Eu gostaria de saber, se eu poderia passar para vê-los esta noite ? Mortez : Ah, não, meu senhor, isso, não vai ser possível, não. Mas talvez o senhor tenha familiares com quem o senhor poderia passar a noite. Katia : Não, meus parentes não querem mais saber de mim, não querem mais me ver, eu estou perdido. Mortez : É isso ai… O senhor é casado ? Katia : Eu fui, mas eu divorciei, eu não suportava mas viver a dois. Mortez: É isso ai, sei, sei, é claro... Talves o senhor tenha um amigo ou pessoas conhecidas com quem o senhor gostaria de se divertir esta noite ? Katia: Sim, eu tinha um amigo, mas ele se mudou, e como eu não tenho carro... Mortez: É isso ai... É um butiquin ou restaurante que esteja festejando o réveillon perto de sua casa ? Katia: Eu parei de fumar. É nestes lugares todos fumam. Mortez: E então meu amigo, o senhor pode se confiar a nós, nós estamos aqui para lhe escutar. Katia: Então, é muito simples, eu não sei mas onde estou, eu não sei mas quem eu sou, eu não sei nem se sou eu mesmo que estou lhe falando agora, neste momento. Mortez: Mas sim meu senhor, o senhor esta falando comigo neste momento. Katia: Eu não recebo nunca uma carta, só as cartas do banco, ninguém me telefona, eu não existo mais... Mortez: É isso ai...(um tempo) Alô, alô, alô senhor? Não se deixe se abater, meu senhor ! Senhor, o senhor esta passando por um mal momento, mas o fim do tunel talves não seja assim tão longe, senhor, nós estamos aqui , alô, alô senhor ? Katia: Senhor, eu poderia passar para vê-los? Mortez: Não, senhor, isso eu já disse ao senhor , é um regulamento que nós aplicamos, eu sinto muito, eu não posso transgridi-lo, o senhor não pode vir. Katia: Mas só um pequeno instante. Mortez: Não, não, não é possivel, não! Katia: Mas eu ficarei em um pequeno canto, eu ficarei pequinininho. Mortez: Não, não ! Katia: Mas eu não vou ocupar muito lugar, eu poderia lhes dar uma ajuda. Mortez: Não, não, pare, o senhor já esta sendo desagradavel, não, não, eu não posso permitir... Katia: Eu imploro ao senhor... é Natal... Mortez: Bem... é o numero 10, rua do Senado, quarto andar a esquerda. Katia: Muito obrigado, eu estarei ai em alguns minutos. * Ele desliga. Mortez: Eu sinto muito Teresa, ele me disse que era Natal e eu não tive a coragem de lhe recusar. Teresa: Não se cinta culpado Pierre, Eu não estou dizendo nada, talvez eu tivesse feito o mesmo e alem do mas voce leu como eu tambem li o comunicado MATOPOJO, em alguns casos extremos, é permitido. Mortez: Sim, mas justamente Teresa, não era um caso extremo, você quer saber, eu fui fraco e covarde, foi uma situação sem saida... Se eu pudesse eu me comeria vivo... (o telefone começa a tocar) Deixe, eu atendo, eu preciso me redimir Teresa! (sobre o instante de raiva ele é desagradavel) Alo, S.O.S. Ajuda e Amizade, feliz nartal! Homem: Alô, MATOPOJO ? Mortez: (mas calmo) Sim, feliz natal meu senhor. Homem: Feliz natal para o senhor tambem. Mortez: Obrigado meu senhor. Homem: Eu estou me sentindo muito bem, eu estou lhe telefonando cheio de esperança por que este é meu ultimo Natal... Mortez: E isso ai... Homem: Eu estou com leucémia e eu vou morrer dentro de dois meses. Mortez: E isso ai... Homem: E como eu estou sozinho esta noite, eu gostaria de desejar um feliz natal a uma mulher. Mortez: Meu senhor, é uma linda prova de coragem que o senhor esta dando. Eu vou passa para uma das nossas assistentes. Theresa: Alô, senhor, feliz natal. Homem: Como é o seu nome ? Theresa: Eu me chamo Theresa. Homem: Eu meto no teu cú Teresa, eu te pego, eu te viro contra o muro, eu te fodo por todos os seus buracos, eu te estoro toda, voce me chupa... Mortez: (pegando no telefone) pare com isso, pare, pare com isso agora mesmo, isso não nos enteresa, isso nunca nos enteresou, se o senhor quer saber. Homem: Eu não falo aos pederastas, me passe a lesbiana agora mesmo... *Mortez desliga. Mortez: Ooooooh... ele vai nos bloquear a linha a noite toda. Theresa: Vôce que estava querendo uma animação... Agora vôce esta servido. Mortez: (descontrolado e furioso). Isso não me enteresa... isso nunca me enteresou... ·Alguem toca a campainha. CENA 3: Teresa: E minha prima Josette. Mortez: (aborecido). Nos tinhamos falado nada de visita, Teresa... Teresa: Mais é Natal... Pierre... ·Mortez vai abrir a porta. Mortez: Ah, é o senhor Preskovich, Teresa, bôa noite senhor Preskovich. Presko: Bôa noite, senhor Montez. Mortez: O senhor vai bem ? Presko: Bôa noite senhora Teresa. Theresa: O senhor vai bem Rhadam ? Presko: Bem, bem, eu passei para lhe desejar um feliz natal, eu lhe trouce um presente do meu pais. Theresa: Oh, eu estou confusa, eu quero dizer que nos não prevemos nenhum presente para o senhor, não é mesmo Pierre. Mortez: Para o senhor, não. Theresa: O senhor compreende, como eu não o vejo fazem mais de quinze dias, eu estava pensando que o senhor tinha ido embora, passar as ferias em seu pais. Presko: Eu sei, sim, mais eu não pude, eu não sai daqui, hein. Mortez: E alem do mais nos não ouviamos nem os seus passos la em cima, senhor Preskovich, o senhor é muito discreto. Presko: Mais sim, mais os senhores sabem que o meu chão é de cinteco, e eu utiliso os patins. Teresa (abrindo o presente). Oh, o que é isto ? Presko: Isto é um cheichar. Mortez: Um o que ? Presko: Um cheichar, é um chapéu folclórico. Na verdade ele é usado de lado e nos dias de festas, agente coloca ele mais para traz, alegria. Theresa: Ah bom, huau! ·Ela coloca sobre a cabeça. É um châpeu ridiculo, com quatro grandes orelhas de plastico costurada nas laterais, é uma coisa tipica de seu pais... Mortez: Ficou muito bem em v6ce, T^heresa, ficou, otimo. Presko: Ficou muito bem nela, hein ? É muito divertido... porque normalmente ele é para os homens. Theresa: Mas então, é melhor que Pierre o use. Mortez: (colocando o châpeu). Sim, sim, mas é claro. Ele tem frente e traz, senhor Preskovich ? Presko: Ah, não, eles são iguais. Mortez: Então, é um cheichar não é mesmo ? Sim, sim, é isso mesmo, e quando agente o coloca para traz é para a alegria ? Presko: E isso mesmo, sim. Mortez: Eh bem, ele é muito agradavel, tirando esses pompões que irritam. (ele joga o chapeu para là) Eh bem, escute aqui, senhor Preskovich, eu estou muito contente que o senhor tenha passado para nos dar um bom dia, mas agora nos vamos lhe fazer um pequeno ate logo... Presko: Eu tambem trouse para vocês alguns chocolates. Theresa: Oh, escute, nos vamos brigar com o senhor. Eu vou lhes guardar para o lanche. Presko: Eh, mas os senhores não vão esperimenta-los, senhora Teresa ? Theresa: Oh, mais sim, nos vamos experimentar. Mortez: Mais é claro! Theresa: Ah, você primeiro, Pierre. Mortez: Oh, as mulheres primeiro, Teresa. Teresa: Nos não sabemos qual escolher... Presko: Eu tomei a liberdade de pegar alguns. Mortez: Sirva-se senhor Preskovich. Pode pegar. Presko: Oh, não, eu ja peguei varios, esses ai são para vocês, vamos pegue. Mortez: Ah, bem, é verdade que nos não sabemos qual escolher, não é mesmo Teresa... Presko: Normalmente agente saboreia eles com schlovetnie, que é um licor das montanhas. Mortez: Isto é um hábito ? Presko: Isto é um licor... Mortez: Sei... Theresa: Eles parecem saborosos! ·Theresa e Montez experimentam os chocolates, e manifestam, que eles são horriveis. Mortez: (com um sinal das mãos). Ah, é muito bom. Presko: Esses são os famosos spotsi d’Ossieck. Mortez: Eles são famosos. Presko: E uma fabricação artezanal. Mortez: Sim, nós podemos claramente ver que eles foram feitos a mão. Presko: Sim, eles foram enrolados nas mãos sobre as axicilas. Suvacos. (Uma grande cara de Montez e Teresa com a boca cheia). Eh, quer saber, ai so tem boas coisas, tem a esência de cacau, misturado com margarina e da saccharose. Mortez: E biodegradavel... Theresa: Eles tem um gosto assim meio... Presko: Ah sim, como do bismuth, eles são obrigados a colocar por causa da viagem, é uma pena, porque assim agente não sente muito o gosto da margarina... Mortez: Sim, é uma pena, eu entendo... hummm eu não sei se voce percebeu, Teresa, mais parece que tem duas camadas. Theresa: E bem delicado, agente come sem ter fome, é especial. Mortez: O senhor quer saber, eu que normalmente não gosto de chocolate, Oh é daqui! Presko: Ah, sim, ele são daqui! Mortez: Escoute aqui, senhor Preskovich, nós não vamos incomoda-lo por mais tempo. Presko: Voces não estão me encomodando não, senhor Montez. Mortez: (ele remarca uma faicha de luto no braço de Preskovich). Não, mais como eu estou vendo que o senhor teve alguem que morreu na sua familia, nos vamos deixar o senhor ir embora se recolher na sua casa. Theresa: O que é que aconteceu Rhadam ? Presko: E uma historia horrivel, foi o meu cunhado, ele caiu dentro de uma maquina agricola. Mortez: Realmente é horrivel... Presko: Ele foi triturado, eu gostaria de ficar mais um pouco para conversar com voces. Mortez: O senhor quer saber, nós não conhecemos nada sobre maquinas agricolas. Presko: Ah, sim, eu entendo, voces estão ocupados. Mortez: Sim, é isso, ocupado... ·Mortez, com a boca cheia, pode apenas articular algumas frases e pronunciar de tempos em tempos algumas palavras inreconheciveis. Presko, ele faz deconta que esta entendendo tudo. Presko: É uma pena, mais senhora Theresa, talvez eu possa descer um pouco mais tarde. Mortez: É isso ai, o senhor deserá bem mais tarde, senhor Preskovich, nos estaremos mais calmos, mais relaxados, quem sabe talves nos nem estaremos mais aqui... Presko: Eu descerei mais tarde, ate logo senhor Motez. ·Presko sai e Montez corre para cuspir o seu chocolate. Mortez: Voce quer cuspir Teresa ? Theresa: Não, eu vou come-lo assim mesmo, pois ele foi dado de coração. Mortez: Voce é uma santa, Theresa, o senhor Preskovich, oh muito obrigado ! Para o lixo imediatamente... ·Teresa pega o telefone, e vai escutar para ver se o homem ainda esta na linha. Theresa: Será que aquele homem ainda esta na linha. O Homem: E muito bom... é muito bom... meus culhões estão cheios de pora... se prepara grande puta... ·Mortez desliga o telefone que Teresa deixou cair... Mortez: Ah ! ·Alguem toca a campainha. CENA 4: ·Entra Josette. Ela esta empurando um carinho de mão cheio de bagulhos, ela parece que esta sendo perseguida e podemos ver que ela esta esperando bêbe de uns 8 meses... Alem do mais ela tem um defeito de pronunciação causado pelo defeito de seus dentes. Josette: Fecha a porta, ele esta chegando! Ele esta chegando! Ele vai chegar ! Ele esta bem ai atraz, ele esta chegando! Theresa: O que é isto, voce esta se mudando ? Josette: Eu peguei todas as minhas coisas, eu não deixei nada. Theresa: Você fez muito bem, eu vou te dar as chaves para voce poder ir embora... Josette: Mais eu não posso sair, ele esta me esperando do lado de fora com um porete na mão, esse babaca. Mortez: Mais quem é que esta esperando a senhorita ? Josette: Eh bem, é o Félix. Theresa: Félix é o seu noivo. Josette: E isso mesmo, é o meu noivo. Mortez: Este que tem as pernas cortadas ? Josette: Não, é um novo noivo. Theresa: Bom, agora Josette, voce vai se acalmar... Josette: Mais voce não entende, Teresa, eu não posso sai daqui, ele esta me esperando la fora com o seu porete na mão, ele tentou me fazer passar pelo buraco da lixeira, então eu fiz os meus embrulhos e em três tempos e eu fugi com o meu carrinho de mão, a droga é que eu não pude pegar o métro com o carrinho de mão, então desde là do Estacio eu estou correndo com a carrinho, e ele esta seguindo o carrinho com o seu porrete. Mortez: Mais, o que é isso, ele parece ser perigoso ? Josette: Sim, ele é muito perigoso, ele meteu a televisão no prego, e depois ele comeu o recibo. Mortez: Mais ele não vai vir aqui, não é mesmo ? Josette: Mais sim, ele esta la embaixo, no butiquin aqui enfrente, eu reconheci o seu carrinho, e alem do mais ele esta super nervoso, ele bebeu muita cachaça. Theresa: Bom, eh bem, vamos, eu vou dizer duas palavras a este cidadão... Josette: Não vai não, Theresa, não vai não... Mortez: Eu prefiro ir com voce si esse homem está mesmo bebado. Josette: Fique atento, ele tem poderes, ele é médium ! Bem...eu vou a policia por Félix... (Teresa e Montez saem. Josette fica sozinha, ela pega o telefone, o homem obisecado, esta ainda na linha, e evidentemente ele vai responde-la). Alô, é da policia. O Homem: Se voce avança quando eu recuo como é que você quer que eu te foda ou enrrabe... Josette: Mais o que, o que é isso, quem é ? O Homem: Não é Teresa ? Josette: Não. O Homem: E uma novata ? Como é que voce se chama ? Josette: Ah eu ma chamo Josette. O Homem: Eu te fodo todinha, Josette, eu te meto, eu te viro, eu te a baixo e voce me chupa... Josette: Não, mais o que é isso... não, cara de cu, me deixe em paz, sai pra la filho de uma egua ! O Homem: Seja educada ! Eu gostaria de falar com a Teresa, eu telefonarei mais tarde ! Josette: E isso ai, telefona mais tarde seu mau educado, mau educado, vai...(ela desliga) Ah, muito bem para a policia ! ·Entra Katia. Podesse notar que se trata de um homem travesti de mulher, ele esta desesperado, ele quebro um dos saltos da sua bota, e ele esta mancando. Katia: E aqui mesmo S.O.S. Ajuda e Amizade ? Josette: E madame. Katia: Então o quarto andar a direita é aqui, fica do lado direito quando agente entra e esquerdo quando agente sai do elevador. Voces me endicaram errado ainda a pouco. Josette: Colé, eu não indiquei nada, eu, eu acabei de chegar, vai me impressionar muito que eu tenha lhe indicado qualquer coisa. Katia: Alem do mais, eu quebrei o meu salto andando, e quer saber eu tomei um choque no interropitor que acende a luz, ele esta quebrado, muito obrigado por este dia! Josette: Pois bem, sente-se ali para descançar... Katia: Quer saber, agente morre abafado aqui, nossa... Ele não esta o senhor que me atendeu ainda pouco no telefone ? Josette: Eh, não! Ele foi embora com Félix, mais deve esta voltando. Katia: Ah, a senhora tem certêza ? Josette: Não, não mesmo, issa vai depende de Félix. Katia: Quer saber, eu não estou aguento mais, eu estou no fim, eu. ·Josette procura em seu carrinho alguma coisa e aparece com uma folha da Prévidencia Social. Josette: Eu não consigo entender nada da Prévidencia, estes formularios, muito obrigado, hein! A senhora tem filhos, tem ? Katia: Não. Josette: A senhora ja foi casada ? Katia: Não. Josette: Não fique triste, um dia vai acontecer, cada panela tem a sua tampa. Em que a senhora trabalha ? Katia: Bombeiro. Josette: Huau! É um trabalho légal, alem do mais para uma senhora. (ela começa a preencher a folha da Prévidencia). Bom aqui eu coloco o 2 53 08 062 284, eu não entendo, não cabe, não tem o espaço suficiente. Bom começa de novo Josette, de vagar: 2 63 08 062 284... eh, tavendo, tavendo, isso aqui é a Prévidencia, eles nos dão um numero, mais ele não cabe nos buracos! Olha aqui. Katia: Tô vendo, é evidente, é para colocar o dia que nasceu. Josette: Ah, não, a data de nascimento eu coloque ali. Katia: Sim, mais la é para colocar seu nome, voce esta vendo, a senhora esta atrasada de uma linha, em tufo. Refaz tudo! Josette: Ah, merda, eu não entendo nada, droga, eu vou colocar uma flexa. ·Ela risca. Katia: Não, não risque, isso passa em um computador. Ficou uma porcaria o seu documento. Josette: O senhor sabe, a Prévidencia me mandou um outro papel, eu não sei se devo preenche-lo. Katia: Me diga uma coisa, a senhora tem certeza que ele vai voltar, o senhor com quem eu falei ainda pouco no telefone ? Josette: Mais claro, mais claro que sim... é uma folha meia rosa, eles me disseram, para não perder a folha cor de rosa... Katia: (se interessando pela folha). Mais é claro, é muito simples, eles estão lhe pedindo uma declaração de casamento, e depois a senhora preenche a folha cor de rosa. Josette: Sim, mas, primeiro eu não sou casada, não tenho marido, esta folha é exatamente igual a outra, e não tem espaço suficiente para colocar as respostas. Katia: Mais o que que a senhora arrumou aqui, está tudo fora dos espaços, está transbordando ! Josette: Mais claro, o que é que eu estou lhe dizendo, não tem espaço suficiente! Katia: A senhora esta exercendo uma profissão ? – Isso depende. É evidente, eles estão lhe pedindo para dizer sim ou não, é claro que – Isso depende, vai transbordar. Josette: Mais é evidente, vai transbordar, é isto que eu estou lhe falando vai fazer uma hora ! Eu não sou nenhuma burra, ou mais burra que uma outra qualquer. Katia: O que é isso ? Zézétte casada X ? Josette: Zézette, casada X. Katia: Ah desculpa! Josette: O senhor não sabe ler ? Aqui oh, esta escrito bem pequinininho, esta escrito para todas as mulheres casadas ou viuvas, colocar o nome de solteira seguido de dois pontos : casada X ou viuva Y. Então eu marquei Zézette casada X. Katia: E Zézette é quem ? Josette: Zézette, sou eu, era assim que me chamavam quando eu era pequena. E meu nome de solteira ! Katia: E X ? A senhora foi casada com X ? Josette: Eh bem, não, eu não sou casada, mais eu prefiro não dizer, o senhor entende, eu estou esperando bêbe até a garganta, pega mal. Katia: Bem, então, data de nascimento, nome, qual é a data do seu nascemento ? Josette: Ah, bom, data de nascimento é o 1.7.53. Katia: Bom, local onde nasceu? Josette: (não intendendo) Montgeron. Katia: O que ? Josette: Montegeron. O senhor me fez errar, muito obrigado ! Katia: Ta bom, Montegeron. Josette: Eh bem, o que é isto ? Oito, o mês de agosto é o oito. Katia: Então 1.8.53 ? Josette: Isto, oito de agosto 53. Katia: A senhora acabou de de dizer 1.8.53. Josette: Eh bem, sim, é o mês de agosto que me faz errar. O senhor coloca oito de agosto escrevendo com todas as letras. Katia: Não vai dar, aqui é para colocar numeros, e não tem mais espaço. Josette: Está vendo, voce tambem não consegue fazer melhor que eu! Engraçadinha, hein ? Katia: Montgeron, qual é a régião. Josette: Espere um pouco. (Sai correndo...) Antes era noroeste, fazia parte la de cima, agora é suldoeste, mudou, coloca, nordeste, la nos correios eles vão saber. Katia: Isso aqui não é para o correio, é para a previdencia. Deixa pra là, não tem importancia, profissão do marido ? Josette: Oh, profissão do marido ! Ai ai, tem que colocar qualquer coisa ? Eles vão me passar o sabão! Vai, coloque o que a senhora quiser. Katia: Desentopidor, ta bom ? Josette: Não mais, a senhora ta maluca, por que então não coloca logo lixeiro, a senhora não esta passando bem? Espere um pouco... A senhora vai ficar chateada se a gente colocar Corpo de Bombeiro. Katis: Não, mais é muito grande. Josette: Então vamos colocar outra coisa, vamos colocar... ministro. Não, ministro é muito, né ? Espera ai, vamos colocar Balcolonista. Katia: Não entendi ? Josette: Balcolonista, estas pessoas que trabalhão no escritorio. Katia: Ah, sei, Balconista. Josette: Não, balcolonista. Que escreve na quelas colunas. Katia: Sim, eu entendi, foi isto que eu falei, balconista. Josette: Mais não, não é balconista, é balcolonista, si é para colocar qualquer coisa, não vale a pena fazer! A senhora é completamente ignorante, e olha só o que ela fez, um monte de merda. A senhora rabiscou toda a minha folha, saco de merda ! Katia: Mais o que é que ela me disse, (a mongoloide) a maluca, a doente ! Josette: Saco de merda ! Katia: Vem cà, eu vou fazer você comer a tua folha rosa ! ... (Katia rasga a folha, Josette lhe da um ponta pé na canela, Katia com muita dor vai mancando para o sofa) Ele machucou meu pé... ·Entra Montez. Josette: Ah ! seu Pierre, o senhor chegou em boa hora, por que esta ai uma senhora desesperada que o senhor indicou a porta da esquerda, mais não era, era a da direita, então pra se vingar ela rabiscou toda a minha folha rosa. Mortez: Escuta aqui Josette, Féliz esta là no café, tudo esta em ordem, ele esta te esperando você com Teresa... você ja pode ir... Josette: (saindo) Ah, eu estou inpressionada que ele esteja calmo...(voltando) Eu ja ia esquecendo, eu queria lhe dizer uma coisa, tem um homem muito mal educado que telefonou, e ele queria enrrabar Teresa... Mortez: A sim...não tem poblema, é um amigo. Josette: Ah, bom. ·Ela sai. Mortez: Qual é o seu poblema minha senhora ? (Katia se virando. Montez se crispa reconhecendo o travesti) Ah! é isso ai, muito bem, agora entendi, é claro, foi com a senhora que eu disse para passa por aqui. Katia: Foi isso mesmo. Mortez: Eu sempre tive muita sorte. Bom dia. Katia: Katia, muito prazer. Mortez: Pierre Montez, muito prazer. Katia: Ah, eu estou vendo, o senhor ficou surpreso. Mortez: Não, nem um pouco. Se a senhora quer saber, eu estou habituado, ao contrario todas as expecie de pessoas nos telefonam aqui, é muito engraçado, na semana passada eu estava falando com um comunista, isso é so para lhe dar um exemplo. Katia: Sei, mais foi a voz. E esse eterno problema da voz, a voz engana sempre, eu mesmo eu conheci o Lucien Jeunesse, e bem, eu nunca ia imagina-lo desta maneira. Mortez: Sem brincadeira, voce conhece Lucien Jeunesse, huau! Katia: Um pouquinho, alguem nos apresentou muito rapidamente em uma boite, em uma noite, quero dizer que eu estava com grandes amigos belgas, na Costa Azul... Mortez: E isso ai... entendo. Katia: A gente tinha jantado muito mal, então agente decidiu, de ir acabar a noite comendo um “gaspato”, aquele negócio com grandes feijos vermelhos. Mortez: Ah, sim, um chili com carne. Katia: E isso mesmo, un chili com carne. Então agente foi em uma boite privativa em Nice: La Camargue... Mortez: E isso ai... entendo. Katia: O senhor conhece a La Camargue ? Mortez: Não, não eu não conheço La Camarga. Katia: Não, a é muito legal... é la que trabalha o disc-jockey que é o cunhado desse meu amigo belga que tinha nos convidado...eu não sei por que eu estou lhe contando tudo isso, o senhor não esta nem ai ? Mortez: Isso não é verdade, eu estou lhe escutando, pode continuar, o cunhado do disc-jochey que conhecia Lucien Jeunesse ? Katia: Não, mais não é isso, o senhor não estava sequindo, agente lhe encontrou no outro dia, quando agente estava jogando na praia, eu estou vendo muito bem o que o senhor esta pensando. Que eu sou vazia. Que eu não tenho vocabulario, isso não interessa à ninquem, eu sei, e eu estou fazendo atenção, mais se eu não me controlar, eu sou de uma baixaria absurda. Eu não sei contar historias, eu não tenho humor. Mortez: O senhor acabou. Bom, o senhor não é nada disso, o senhor me contou muito bem a noite que passou, com charme. Katia: Com quem ? Mortez: Com ninquem, com charme, é uma expressão, se o senhor quiser. Katia: O senhor esta vendo, é um exemplo claro do que eu estava dizendo, eu quiria fazer humor, rir, tudo foi por agua a baixo. Mortez: Mais com charme. Ah, ah, ah, ah...(ele ri meio sem graça) Foi muito bom, foi muito bom, engraçadissimo. Katia: E muito tarde. Mortez: Não, foi exelente...Eu vou mesmo usa-la de novo... Quero dizer, supondo que eu conheça alguem que se chame Charme... eu vou. Katia: Não mais, agora o senhor esta rindo so para me agradar. Eu estou vendo. Mortez: Mais não! Katia: Mais sim, é a mesma coisa para dançar, quer ver. Eu adoro dançar, mais as pessoas se recusam a dançar comigo, o por que eu não sei, parece que é por que eu tenho os pes grandes, mas eles são normais. Mortez: Eu sei. Katia: Então, é horrivel, eu tenho que dançar sozinho. Mortez: O senhor esta errado, quer saber, o senhor esta errado, escute aqui, eu vou lhe fazer uma confidencia e lhe dar um bom conselho antes que o senhor va embora. De acordo ? Veja bem, eu mesmo sou um pessimo dançarino, eu danço muito mal, e portanto eu não perco uma oportunidade para me divertir, o senhor sabe por que ? Por que eu não ligo para o que os outros pensam de mim, eu não tenho nenhu complexo, senhor deveria fazer o mesmo, ai esta a solução, muito obrigado senhor Montez ! e até logo... Katia: Mais o senhor mesmo, eu tenho certeza que o senhor ficaria com vergonha de dançar comigo. Mortez: Não mais, nem um pouco! nem um pouco! Não, Não. Katia: O senhor tem um aparelho de musica aqui ? Mortez: Sim, nos temos um aparalho bem pequeno, que não é muito potente, que não sei muito bem onde esta... Katia: O senhor pode coloca-lo para tocar ? Mortez: Não entendi ? Katia: O senhor pode colocar uma musica ? Mortez: Sim, bem, heheeee bom, claro, claro. Katia: O senhor é muito gentil, sabe ? Mortez: O senhor quer saber, nos não somos muito ricos, nos temos aguns discos, mais esse aqui eu acho que não vai dar, então vamos colocar outra coisa, esse aqui. ·Nos podemos escutar a voz de Charles Aynavour...Quando Mortez se vira, Katia esta atraz dele preparada para dançar... Mortez tem um choque... Katia: E então, vamos là, dançamos. Mortez: Ah, sim, claro, vamos là, dançamos. Katia: O senhor prefere conduzir, senhor Montez ? Mortez: Mais é claro, ja que estamos aqui, eu prefiro. Katia: Eh bem, vamos là. Mortez: Então vamos. Katia: Ela é otima essa musica lenta, não é ? Mortez: E exelente, muito bom, muito bom. Katia: O senhor gosta de Charles Aynavour ? Mortez: Sim, é um grande cantor. Mais pela fama que pela autura, é claro. Katia: Parece que ele dansa muito mal. ·Katia tem as mãos que escoregam nas costas de Montez. Mortez: (empura Katia isterico). Ah, ah, ah, queira me desculpar, eu sinto muita cosegas, não se ofenda, eu sou uma verdadeira pilha eletrica, eu sinto muita cosegas, é verdade, mesmo com os .... eu sinto cosegas, esta bem. Katia: Oh, eu sei, deve ser muito estranho nos verem dansando aqui todos dois, sozinhos dentro desse grande escritorio frio. O senhor não pode saber como me faz bem. Mortez: Oh, não mais, é claro. O senhor quer saber eu mesmo estou vendo que finalmente é melhor dansar em um lugar fresco que em um lugar muito quente, mesmo que seja so para não transpirar tanto, voce sabe... o suor, o suor. Katia: O senhor tem inteiramente razão, la na Camarga, agente sufocava. Mortez: Ah, sei... Katia: é normal, eles colocam o aquecedor bem forte. Agente fica com calor, e beber. É Muito simples, por exemplo, voce vai com um amigo, a entrada é trinta reais, então dois jà são secenta... Mortez: Ah, não é de graça. Katia: (se incostando em Montez) O senhor compriendi, mais a consumação, ja fica mais caro, voce dansa cinco minutos fica com calor, ai rapidinho voce ja gastou uns duzentos reais. Ah, eles são muito malandros. O que é que esta acontecendo, senhor Montez, eu estou sentindo o senhor um pouco crispado ? Mortez: Não, não... Katia: Eu não cheguei a pisar no seus pes...? Mortez: (se esquivando) Me larga seu pederasta imundo ! Não é os seus pes que estam me incomodando, é o seu vicio...! (ele da alguns gritos istericos...) Queira me desculpar, me desculpe, eu não sei o que me aconteceu, eu perdi o controle, eu devo ter dito coisas que eu não penso, e eu lhe peço que o senhor me descupe. Eu não sei o que me aconteceu. Katia: Espera ai, eu não sei se eu intendi direito, o senhor esta me chamando de anormal, eu não tenho o direito de ser diferente ? Mortez: Não, mais não, justamente não é isso, o senhor tem o direito de ser um viciado, um asqueroso, um pederasta, queira me descupar... Katia: Da licença! da licença! Esta vendo, esta recomeçando, é claro, o meu geito “diferente”, o senhor chama isso de um vicio. Voce quer o meu pé nos teus culhões ? Mortez: Fique calmo, eu lhe imploro, leve isso na brincadeira. A calme-se! ·Ele empurra Montez no sofa. Entra Teresa e Josette correndo. Teresa esta descabelada e Josette grita aterrorisada, com muito medo. Teresa: Pierre, ele esta nos seguindo. ·Ela esta sangrando do nariz. Josette: Ele esta muito nervoso, ele bebeu um monte de cachaça... Mortez: Mais Teresa, o que foi que aconteceu com voce ? Theresa: Ele quis espancar Josette, eu me coloquei na frente, foi eu que tomei todas. Josette: Foi isto mesmo, evidentemente, por causa do bebe, eu prefiro que seja Teresa que tome todas as poradas. ·Alguem toca a campainha. As duas mulheres gritam. Elas correm para um outro comodo da casa para se esconder. Félix: (off). Josette, Josette... Mortez: (para Katia que queria dizer algo). Todos, bem calmos ! ·Montez abre a porte. Féliz entra. Ele esta vestido de Papai Noel, eu pouco desarumado, com cinto e todos os acessorios... Ele entre rapidamente e depois para meio desconcertado. Félix: Novamente boa noite, caro senhor. Mortez: Sim, novamente boa noite Félix. Félix: (para Katia que ele não conseque distinguir direito). Boa noite minha senhora. Katia: (voix grave) Boa noite. Félix: Euh, boa noite senhoras e senhores. Chouchou esta ? Mortez: Non. Félix: (indo em direção a porta onde ela se encontra). Chouchou voce esta ai. Eu lhe vi entrar aqui. Mortez: Félix, voce é um rapaz certamente bebado de qualidades...mais Josette ela não quer mais tu ver...(mostrando a porta). Ho merda é a porta do quarda roupa. Sinceramente voce decepsionou muito Josette. Félix: Não é possivel que ela tem disse isso, não é possivel, foi aquela mulher que deve ter colocado ela contra mim. Mortez: Não, não, não, ela disse isso para mim. Félix: Não é possivel, eu não acredito no senhor, deve ser uma expece de pudor que consiste a dizer que ela me adora, por que não fazem nem duas horas, nos estavamos uns nos braços do outro, a namorar como dois pombinhos... Mortez: Mais ela nos disse que o senhor batia nela, na pobre Josette. Félix: Ela disse isso ? Mortez: Sim, Félix. Félix: Ah, a filha da puta, o senhor vai ver o que é que ela vai tomar. Bah, são as discurções de apaixonados. O senhor é casado, o senhor nunca brigou com sua mulher ? Mortez: Sim, mais nunca com golpes de chave de fenda. Félix: Questão de temperamento...agente pega o que esta perto da mão. Mortez: Queira me desculpar... eu não concerto nada. Félix: E uma questão de temperamento, mais a verdade, é que eu não aguento mais esta vida, eu lhe asseguro, eu estou me esforçando, o senhor esta vendo, eu tentei arrumar um trabalho duradouro, para que o bebe tivesse uma vida melhor, ate pode ser, que esta criança não seja minha, quem pode saber ? Eu lhe imploro meu senhor deixe-me vela por qualquer instantes apena, oh, escoute, seja legal, é para lhe dizer um feliz natal. Por favor... Mortez: Escute aqui Félix, voce é um rapaz que tem charme, certamente bebado, mais muito bebado... Félix: Não, nem um pouco... Mortez: ...Bebado de qualidades. Como eu disse ainda pouco, Josette não esta, ela foi embora para Japeri com sua prima, elas foram embora todas as duas, e eu estou em plena discurção com aquela pessoa que é despresivel... Félix: Com aquela depravada ali ? Mortez: Então justamente, eu gostaria que voce nos deixasse sozinhos, os dois. Félix: Oh, ta bom, eu entendi, eu entendi, eu vou vestir uma saia e ja volto. Mortez: Justamente, Félix, nunca mais volte, aqui não é o exercito da salvação, é so para aqueles que estão desesperados, não para os mendingos. Félix: O que é que eu devo fazer para que o senhor acredite que eu estou desesperado, em nome de deus de merda. Eu devo lhe telefonar, é isso ? Mortez: Sim, é isto mesmo, voce deve telefonar de um orelhão. Félix: Sim, eu tambem tenho que me matar ? Mortez: Sim, voce pode tambem fazer isso. Félix: O que ? Voce quer que eu me mate ? Mortez: Vai, vai, eu vou ficar lhe olhando. Félix: O senhor não me conhece hei, eu vou fazer ! ·Félix pega um ferro de mexer a lenha na chamine e tenta de se estrangular. Inutilmente. Mortez: E então, escute aqui, pegue um cinturam que vai ser mais eficaz. (Para Katia). Não de atenção a ele, ele so sabe simular. ·Katia faz mimica que vai embora. Katia: Feliz natal senhor Montez... Mortez: Não, não por favor, nos tinhamos começado uma convesa muito interessante, eu lhe peço, por favor, fique... Félix: (ele sobe em uma cadeira para se enforcar no lustre) Eu quero ver Josette ou então eu me suicido, fassa atenção, eu estou preparado. Mortez: Não fassa atenção a ele. Ele simula sempre. Félix: Voces vão ver o que é um simulador de verdade. Voces vão ver ! Mortez: E isso ai. Félix: Nos viemos aqui procurar um pouco de reconforto e solidariedade, e o que achamos, nada. Mortez: Espere ai. Um segundo. Lucien Jeunesse. (o telefone toca. Ele atende) Alou, sim ? O Homem: Teresa ? Mortez: Sim. O Home: Eu tiro tua roupa, eu ti chupo... Mortez: Chega, chega... ·Ele desliga. ·Félix esta preso a uma corda que esta presa a um lustre, ele ameaça de derubar o banco. Félix: Eu vou contar ate 100 e eu pulo... Mortez: E isso ai. Katia: Eu não posso conversar com este barrulho, ate logo! Félix: E isso ai, sai fora, voce esta vendo que voce não interessa a ninquem, si voce estivesse mesmo desesperada voce não ia vir aqui encher o saco de todo mundo com essa peruca horrivel. Félix: Cala a boca! ·Katia da um soco no banco. Félix cai, a corda estica, Félix grita. Josette e Teresa, desesperada com os gritos, saem do quarto. Todos falam ao mesmo tempo. Katia vai se esconde no sofa perto de Teresa. Mortez: (para Teresa). Não se desispere, é um simulador. (ele apresenta Katia a Teresa). Esta é a pessoa que telefonou. Katia: Teresa, voce não esta me reconhecendo ? ·Durante esse tempo, Josette desamarou Félix. Este agora esta tentando extrangular Josette. Montez tenta colocar Félix para fora do apartamento. Mortez: Deixe esta mulher em paz, Félix...Eh ate logo, sai. Félix: Mais eu a amo, eu posso morrer por ela, eu posso morrer por ela! ·Montez consegue colocar Félix para fora. Ele pega as coisas que Félix usava para se suicidar e joga pela porta a fora. Mortez: Toma, a corda tambem, para fora. ·Ele bate a porta. Theresa: Mais não Pierre ! O senhor Preskovich ! ·Ela abre a porta e Preskovich esta com a corda no rosto...Ele entra e esta com um acordeon na mão. Preskovich: (ahuri) Eu me machuquei com as suas coisas. ·Aproveitando da porta aberta, Félix aparece novamente. Montez lhe empura e bate a porta. Gritos e toques de campainha. Montez abre a porte. Mortez: E tire seu dedo do caminho ! Félix (off) : Obrigado! Presko: (dando a corda Montez e indo falar com Teresa) Eu desci para cantar uma canção de Natal que vem do meu pais. Theresa: Ha que bom, mais o senhor compreende, não é ? Com as festas de fim de ano nos estamos muito ocupados. Presko: Sim, eu entendo, mas ela é muito boa, foi o meu irmão que a escreveu, ele é um meio profissional; ele anima os bailes e as noites dentro das fabricas... Mortez: Escute aqui senhor Preskovich, o senhor nos cantara ela em uma outra ocasião, porque hoje nos estamos muito ocupados, então, por favor, o senhor entende. Presko: E claro, mas eu gostaria de lhes pedir sua permissão... Eu sempre cantei ela enfrente ao espelho, sozinho, na minha casa, agora, eu gostaria de canta-la para muitas pessoas. Mortez: Sim eu compreendo, mas nos não temos espelhos. Presko: So uma estrofe e depois eu vou embora. Theresa: Vamos Pierre, uma estrofe so e depois ele vai embora. Josette: Ha! Que legal eu adora a musica. Presko: Voces são muito legais, isto me da muito prazer... Voces vão ver ela é bem composta. (ele canta se acompanhando da acordeon, em um ritimo da musica pequeno papai noel, em uma lingua encompreenciva) Djagi papa bovitch quadi tchech tsi la tsi ti od ukraine, atchum itchum tibichum. Namour namorovich pou pou tchi. Katia: Ele tem ritmo. Presko: E uma pena que voces não possam compreender a excencia do que eu estou dizendo, por que voces não intende a lingua... Josette: Ah bom ! Não é o portuques ? Presko: Eu vou traduzire para o portuques... é assim: “Pequeno Papai Noel, quando voce voltar da Ukrania, com milhares de acendedores de gas, não esqueça o meu pequeno esqueiro, eu gostaria de ter um bem grande.” E muito legal, porque da onde eu venho os esqueiros são muito procurados. (Ele recomeça a tocar) Então depois é assim. Mortez (da um grito) Ah não, senhor Preskovich ! O senhor disse uma estrofe, promeça é promeça, o senhor jurou! Presko: Quira me desculpar, é a voz do meu irmão, a sua musica, é tudo isso, eu me deixo levar, isso me faz tão bem ao coração... Mortez: E nos são as orelhas. Presko: Eu não vou mais cantar a segunda estrofe ? Mortez: Não. Presko: Não, não por que aqui estão algumas senhoras, e ele explica dentro dessa estrofe o por que ele fez três meses de antibioticos, é muito loegal ! O senhor sabe, meu irmão é um humorista muito conhecido em nosso pais, ele fez um sucesso enorme com esta canção, ele ganhou dois anos de hospital psychiatrico. Katia: Eu tenho a impressão que o seu irmão tem o mesmo genero de humor que eu, hein ? Presko: Sim, o senhor tem o jeito de ser bem legal tambem. Mortez: Muito bem, escute aqui, senhor Preskovich, o senhor nos fez morrer de rir com o seu irmão, mas agora francamente, nos temos que retornar ao trabalho, o senhor intende ? Não é verdade. Claro. Presko: Eu poderia ficar mais um pouco. Theresa: O senhor sabe que nosso tempo não nos pertence e infelizmente, euh... Presko: Eu intendo, voces querem que eu va embora... Theresa: Não, oh! Sem querer o senhor vai... Mortez: O senhor poderia se dirigir para a porta... Presko: Bom, eu vou embora... Mortez: O senhor não vai levar o acordeon ? ·Josette vai começar a tocar. Theresa: Oh sim, o acordeon, Josette deixe isso em paz. Presko: Não, eu não vou mais precisar. Eu queria simplesmente cantar uma ultima vez. Mortez: Por que nos tambem não o queremos. Presko: E para a senhora, senhora Teresa. Theresa: Sem recentimentos. Mortez: Escute aqui, senhor Preskovich, o senhor quer saber, nos ficamos muito contente que o senhor tenha passado para nos ver esta noite, pela ultima vez. Theresa: Eu estou muito contente. Presko: Os meus chocolates, a senhora gostou? Mortez: Muito, senhor Preskovich, nos caimos dentro, nos não pudiamos parar... Josette: Eu não comi, Teresa, os chocolates ? Katia: Eu tambem não. Presko: Então, oferecam a elas, a essas senhoras. Josette: Isso mesmo, sim, ofereçam a estas senhoras. (para Katia) Somos nos. Mortez: Sim, é claro... Nos vamos oferecer a estas senhoras, é claro... Então Teresa, eu estou frio aqui ? Esta morno... Estou quente, esto fervendo ? (Montez finge que esta procurando a caixa de chocolates, finalmente ele conseque tira-la da lata de lixo onde eles aviam jogado.) Oh, voce tinha escondido ela dentro do lixo, Teresa. Presko: Eu intendo, eu estou intendendo, voces não gostaram, então a jogaram fora. Theresa: Não, não pense isso, se eu não comi mas, foi por causa das minhas pernas. ·Mortez oferece o chocolate a todos. Mortez (para Katia, a vox baixa). Um conselho, faça de conta que esta mastigando. Katia: O que ? Mortez: Faça de conta que esta mastigando, é um conselho. Josette: E eu, Pierre, eu tambem faço de conta que estou mastigando. Mortez: Mas não, coma! Teresa! Theresa: O doutor não vai gostar nada disso. Mortez: Senhor Preskovich ? Presko: Esta bem, um ultimo. Mortez: Isso para acabar, para o senhor poder ir embora. Presko: O senhor não vai comer mais senhor Motez ? Mortez: Euh, não. (culpabilisando) Sim. (ele come o chocolate fazendo caras de nojo) Teresa, eu não sei se voce ja tinha notado, mas me parece que tem de varios sabores. Theresa: Voce notou, eles me parecem conhecidos, não é mesmo. Presko: Oh, eu tenho que lhe dar razam, sem a Schlovetnie, não tem muito gosto. Eu acho que ainda tenho uma garrafa, eu vou trazer para voces em uma outra hora. Mortez: E isso ai, uma outra hora, senhor Preskovich ! ·Montez leva Presko, abre a porta, e Presko sai. Todos cospem os seus chocolate. Presko entra denovo, Montez, surpreso, pega denovo o chocolate que ele cuspio fora e coloca em sua boca. Presko: Senhor Montez ?... Mortez: Escoute Rhadam. Presko: Eu gostaria de lhes dizer algumas palavras... Mortez: Não, por favor...( ele concegue fazer Presko sair) Voce ja tinha cospido Josette ? Josette: Bem, não, é muito tarde, ele esta preso entre os dentes. Me diga uma coisa, senhor Pierre, tem uma coisa que me faria muito contente: é que o senhor me desse a caixa pra que eu pudesse guarda algumas coisas. Mortez: Escoute aqui, minha querida Josette, eu não imaginava que voce fosse querer isso, eu te ofereço. E o meu presente de Natal! ·Ele da a caixa de plastica para Josette. Josette: E verdade senhor Montez ? Mortez: Sim, claro, é para voce. Eu estou lhe dando, a caixa inteira, a tampa e tudo... Josette: Não é de braincadeira ? Mortez: Não, não eu lhe aceguro, voce pode jogar fora o que esta dentro, mas ela é para voce. Josette: Hua! Tcham! Ela é muito bonita, chic, isto me faz muito bem, o senhor quer saber, este é o meu primeiro presente de Natal desde que eu nasci. Mortez: Voce quer saber, quando agente pode agradar alguem! Josette: E bem, foi muito gentil da sua parte, ainda mas sendo uma linda caixa de platico laranja como esta. Vamos, vamos fazer um beijinho. Mortez: Para o novo ano, sera melhor, ok ? Josette: Esta bem, e nois vamos tambem fazer os beijos de 32, ok ? Mortez: Escute, Teresa, acho que sera melhor que nossos amigos possam ir para as suas casas agora. Katia: Eu gostaria de ficar um pôuco mas, Teresa... Theresa: Não, não... Mortez: (para Katia) Fique calmo seu exterico! Katia (para Montez) Macho. Theresa (para Josette). Josette, esta chegando a hora de colocar as meias e os sapatos na chamine, papai noel esta chegando, ele vai trazer um lindo presente para Josette. Josette: Quer saber, pabre Teresa, fazem pelo menos dois anos, eu não acredito mas, no papai Noel! Theresa: Quem te falou isso ? ·Podemos escutar um barulho que vem da chamine. Félix vestido de Papai Noel, cai. Josette Grita. Josette: Féliiiiiiiiix ! ... Félix: Voce vai vir comigo ? Josette: Não, eu nunca mas irei com voce. Félix: Voce quer vir comigo, em nome de deus ! Mortez: Não, ai Félix, chega. Félix, voce é um rapaz que tem charme, certamente bebado de qualidade... (Féliz tira um revolve e ameaça todos. Josette grita) Isso é um esagero Félix, largue este brinquedo. (Félix atira na direção de uma pequena estatua que esplode em mil padaços. Montez recua) Sim, é claro, fação atenção não é um brinquedo. Félix: Voce vai vir comigo, em nome de deus, voce vai vir comigo ! Katia: Senhor Papai Noel, eu gostaria de lhe dizer que eu não tenho nada a ver com isso, eu sou apenas uma pessoa depressiva, de passagem, eu estou largada, eu vou embora... Félix: Cala a boca, misse Mundo... voce não se mecha! Voce fique ai mesmo! Chouchou, a procima é para voce, si voce não vier comigo eu te mato, que se dane. Josette: Eu prefiro morrer do que ir com tigo ! Félix (apontando para Katia). Ah não brinque comigo Josette, eu vou atira na gorda. Katia: Ah, não, eu não aguento mais! Eu vim aqui porque eu esta depressivo e agora tem um otario que me apontando o seu brinquedo, ta maluco ? Mas porque você quer ficar judiando tanto desta mulher, tem outras aqui ? Não, eu não estou falo de mim. Olhe, tem a Teresa, por exemplo. Félix: Não, é chouchou que eu quero, não é a feia. Mortez: Por favor, por favor meu senhor, primeiro Teresa não é feia, ela não tem um fisico facil, so isso. Josette: E depois ela é muito inteligente, ela fez a escola de assistente social. Vai, Teresa, voce que é tão boa. Theresa: (se sacrificando) Bem, papai Noel, me pegue e vamos acabar com isso. Félix: Vai se sentar o trombone ! Theresa: Você esta vendo Josette, ele não me quer. Félix: Bem, Josette, eu vou contar ate cinco e eu vou atirar... Um, dois, três, quatro, cinco, seis... (Katia se aproxima por traz, Félix se vira) Ah! O que é que você esta fazendo atraz de mim ?... Ele quase me surpriendeu! Mortez: Minha querida Josette, minha queridissima Josette, si as coisas não cairem um pouco sobre você, nois não consiguiremos sair daqui, voce compriende ? Voce esta me entendendo, Josette ? Finamente Félix é um rapaz charmoso, certamente cheio de qualidades e se você não quer fazer por você, faça pelo menos por nos. Rapidadmente por que ... ·Ele tira o sofa da frente de Josette para que ela passe. Theresa: E isto mesmo Josette, eu acho que chegou a hora de você aprender a voar e de assumir seus problemas. Josette: Caramba, que coisa, eu estou entendendo o jogo de voces dois, voces querem se livrar de mim ? Muito obrigado Teresa, é muito nobre da sua parte! Esta bem Félix... Eu vou aceitar de ir com você. Mas antes... Eu vou me matar... ·Josette corre e vai se trancar no comodo ao lado. Félix (se precipitando). Josette ! Ela se trancou, ela vai fazer um merda, ela vai tentar se suidar com as esponjas como da ultima vez, ela engoliu as scotch-bricks. Ah, eu vou matar alguem. Katia: (com medo, mostra Montez). Ele ! Ele ! Félix: Em nome de deus, Josette, abre a porta ou eu atiro na feichadura. Josette: (off). Vai se fude! ·Expressão dos atores... Katia: Esperem um pouco, deixe eu tentar, Josette, aqui quem esta falando é sua grande amiga Katia, você poderia abrir esta porta imediatamente ? Josette: Katia, como é que eu vou saber que é voce mesma? Katia: Euh, bauconista... Josette: Não é bauconista, balcolonista, ligado... ·Ela faz entrar Katia no comodo. Mortez: Vai ficar tudo bem. Félix: E melhor ele convenser ela, esse viadinho. Por que eu, eu não estou nem ai, eu vou pegar voces todos como refens, eu mato todo mundo e depois eu me mato. Mortez: E por que você não começa primeiro por você ? Félix: E como é que eu faço depois ? Vocês acham que ele vai conseguir convence –la ? Mortez: Mas como é que eu vou saber, é possivel, se ela esta falando com Josette... ·Ele começa a ficar nervoso, por que enquanto ele esta falando, ele percebe que Teresa esta se aprocimando de Félix e que ela tenta nocautia-lo com o quadro que Montez tinha lhe dado. Féliz: (se virando bruscamente). O que é isto ? Theresa: Olhe so como ele é bonito. ·Ela faz ele admirar o quadro. Féliz: Vocês pensam que eu sou otario ? Ela ia tentar me dar uma porada com isso ! Teresa: Não, não, foi so para lhe mostrar como ele é bonito. Fique sabendo que este quadro Pierre pintou para mim. Eu estou representada ao lado deste porco. Olhe so o realismo com que ele pintou este animal... Félix: Porcaria ! ·Ela começa a grita estericamente, por que ele a ameaça com o revolve. Theresa: Foi so para lhe mostrar como ele é bonito... Mortez: O senhor não aprecia estas coisas ? Félix: Por que, é o senhor ali ? Mortez: Sim, a esquerda é ella, é isto mesmo... Félix: Haaahamm! Voce gosta dela nua, fazendo uma pose, voce, hein ? Mortez: Não tem nada a ver, não mesmo... justamente eu fiz a pintura inteiramente de memoria. Félix (rindo). Eh bem, nos vamos ver se voce tem uma boa memoria, hop, nua, sem roupa.. Theresa: O senhor esta brincando ! Félix (dando um tiro para o auto). Eu disse nua ! ·Teresa tira a sua saia. Félix a joga para Montez. Mortez (pegando a saia com ar de safado). Pare com isso, é repuguinante, pare com isso ! Félix: Ah! Alem do mas você vai nos fazer o porco, igualzinho como esta no quadro. Theresa: O que ? Félix: (gritando bem forte). Voce vai se dispir e ele vai fazer o porco iqualzinho o do quadro... hop... Theresa: Eu ate posso fazer o porco, mas eu não queria me dispir. Félix: O rei falou “nos queremos” ! Vamos com isso, faz o porco, vai melhor que isso, vai grogne, faz o barrulho, com o teu grosso pecoço, vai, procura comida, cuidado, você vai acabar em presunto, olha hein ? Mortez: Pare com isso ! é insuportavel... é ridiculo ! Félix: Ah, foi bom voce se mostrar. Vai voce tambem, trabalha, voce vai fazer o porco tambem. Vocês vão fazer um casal de porcos, vamos com isso... Antes que eu fique nervoso ! Mortez: E insuportavel, é insuportavel... O senhor que que eu faça o porco e que eu cubra Teresa, isto é ridiculo... Ele começa a abaixar as suas calças. Do comodo ao lado sai Katia vestida com as roupas de Josette. Katia (imitando a voz de Josette). Félix, Félix, tudo bem, a senhora Katia me convenceu, eu vou embora com você, mas nos temos que ir agora mesmo. Félix: (a ameaçando com o revolve). Mas o que é que o imitador esta tentando nos imitar ? ·Josette sai do comodo. Josette: Ah, ta vendo, eu lhe disse que não ia dar certo. Voce é completamente estupida. Katia: Era possivel. Josette: (vendo Teresa e Montez que se vestiam). Oh, Teresa, ele fez você fazer o porco. Mortez: Mas não, mas não... Eu quase que cubri ela... Josette: Com o que ? Theresa: Com um coberto... ·Alguem toca na porta. Félix: O que que é isto ? Katia: Talvez seja a policia. Félix (para a porta). Quem esta ai ? Presko: Senhora Teresa, é o Rhadam Preskovich. Mortez: Katia, você não sabe o que você disse, mas é o visinho aqui de cima, e eu acho que ele é da policia. Theresa: Mas não, Pierre, ele não é... Mortez: Ele é o comissario de policia, comissario Rhadam Preskovich. Félix: (para à porta). A gente jà deu ! Presko: Rhadam, senhor Montez ! Félix: Bem, nos vamos deixa-lo entrar, mas lembresse, eu sou o marido de Josette, si ele perceber alguma coisa eu faço um massacre. ·Montez faz entrar Presko que esta trazendo na mão uma caixa de ferramenta, um cesto com uma garrafa e copos. Mortez: Entre comissario Preskovich. Presko: O senhor é muito legal, senhor Montez. O senhor iria se dar bem com o meu irmão. Mortez: Sim. Presko: Eu trouce as suas feramentas. Mortez: Não precisava. Presko: E eu tambem trouce a Schlovetnie para bêbermos com os chocolates. Eu espero que o senhor tenha um pouco de tempo livre para o senhor. Mortez: Sim, claro, nos temos tempo de sobra. Félix: Mas não, mas não, Pierre, isso não é legal, nós não temos mas tempo, você me acompanhou dentro daquela rodada, você me prometeu e depois o treinador estava a minha espera, nós temos que andar rapido... Presko: Eu estou vendo que vocês estão com visita. Mortez: É verdade que os senhores não se conhecem: Rhadam Preskovich, Félix que é o marido de Josette que é a prima de Teresa. Josette: Não, a gente diz A prima de Teresa, Pierre. Presko: Meu senhor... Félix: Boa noite comissario. Presko: Ah, o senhor tambem é legal, o senhor tambem. Tenha cuidado com a prisão... (Presko vai ate a escrivaninha. Félix tenta nocautia-lo. Montez o empura.) O senhor pode trazer os chocolates, senhor Montez ? Mortez: Os chocolates, eu não sei se ainda tem muitos, não... Acho não... Féliz (ameaçando) Nós vamos encontrar os chocolates. Josette: Mas sim, sou eu que estou com eles, você me deu os chocolates. Presko: Vocês vão ver, é muito simples. Nós colocamos um chocolate na boca e depois nós fazemos um pedido, então agente bêbe de um gole só e se vocês consiguirem bêber sem tucir, ai, o seu desejo é realisado. Katia: É vai ser divertido. Félix: Vamos com isso senhor Preskovich. Presko: Voces vão adorar, por que esse aqui é Primus. ·Ele tira de um saco uma garrafa de licor, no fundo da garrafa nada um sapo morto. Ele vai ate Teresa e Josette e lhes serve um copo. Josette: Não se assuste, senhor Preskovich, tem um sapo morto dentro da garrafa. Katia: Eu jà ia lhe perguntar. Como é que o senhor fez para passar o sapo na boca da garrafa ? Presko: (lhe servindo). É muito simples, quando o sapo morre, nós o secamos, desta maneira ele fica bem fino, e ai ele passa pelo gargalo, e depois com a humidade ele incha e é isso que da o sabor. (Montez sai de perto inojado). Senhor Montez ?... Félix: Vamos Pierre ! Pierre, vamos, um pequeno gole. Um pequeno gole para aquecer o corpo. Mortez: Bem, mas só dois dedos. (ele mede os dois dedos no copo enguanto Presko lhe serve) Esta bom, senhor Preskovich, não coloque muito. Esta bom. É divertido, queima os dedos, é divertido ! Presko: Senhor Félix ? Félix: Não, não, deixe-o viver. ·Presko lhe serve e deixa cair um pouco no chão. Josette: Cuidado, vai corroer o sinteco. Mortez: (fazendo mimica que esta olhando seu relogio). Mas me diga uma coisa, senhor Preskovich, já vai dar dez horas. (mostrando o seu relogio ele entorna o seu copo. Presko lhe proponhe.) Não obrigado, eu ainda tenho muito no meu copo Rhadam. Presco: Então vocês colocam o chocolate dentro da boca, voces fazem um pedido, tem pensar bem forte no seu desejo e depois, hop, um gole seco. ·Presko bêbe na garrafa. Josette: Ooooh... Presko: Ça refresca, hein ? ·Ele bêbe novamente na garrafa. Todos olham para ele imprecionados. Félix: Então, vamos lá, façam o que ele disse para fazerem, não fique murrinhando, vamos logo com isso...vamos colocar o chocolate na boca. ·Ele faz o gesto enquanto fala. Da um tempo. Depois ele faz uma cara feia. Presko: Ela é um Primus. Félix: ( ameaçando com seu revolver de maneira que Presko não veja). Vamos lá, hop, de um gole só ! (todos bêbem, se extrangulando, cuspindo, gritando e reclamando. Félix tenta dar uma porrada em Presko.) Que merda é esta ? Presko: Isto é um licor de Cebola. Félix: Ah, sei, agente sente bem o gosto da fruta. É bom, agente sente bem, é bom... Presko: Senhor Montez, eu vou lhe deixar a garrafa, si alguem quiser novamente. Mortez: Pode ser que ajude a desentupir o vaso. Presko: Eu poderia lhe dizer algumas palavras antes de ir embora. Mortez (pegando Presko pelo braço para lhe por para fora) Nós estamos ocupados ! Presko: O senhor esta ocupado ? Mortez: Sim, na garganta... ·Mortez empurra Presko para fora. Durante esse tempo, Katia aproveita para desarmar Félix. Teresa grita. Katia: Nós conseguimos dominalo, senhor Montez. Theresa: Bravo! Muito bem. Mortez: Vai, sai fora Papai Noel, e eu estou lhe avisando, não se atreva a voltar pela chamine, nos vamos fazer um grande fogo e o senhor vai queimar ate as unhas. Josette: E os pelos dos culhos tambem ! ·Mortez nervoso e muito revoltado bate com Félix contra a porta. Félix: Mais abra a porta primeiro, em nome de Deus! ( Montez abre a porta.) Espere, espere, eu tenho algo para dizer, depois eu vou embora. Eu quero pedir desculpas, depois eu vou embora. Mortez: Bom, mais ande rapido com isso... Katia: Ele parece estar brincando com nosco. Félix: Eu gostaria de pedir desculpas a todo mundo, por que eu fui realmente podre, infecto e especialmente com a senhora Theresa que eu a humilhei lhe obrigando a fazer o porco. Theresa: Bom, ja chega, Felix, agora vai embora. Mortez: Vai, vai, sai fora! Félix: Não, não, eu ainda não acabei de me desculpar, depois eu vou embora. Mortez: Vai, vai logo, acaba logo com isso. ·Félix vai em direção a Katia que nãio sai do lugar. Katia ( ameaçando Félix com o revolve) Voce esta querendo brincar. (Montez faz ela abaixar o braço. Para Montez) Voce pode brincar. Félix: Eu gostaria tambem de pedir desculpas ao senhor Katia que caiu ainda mais baixo que eu e igualmente ao senhor Montez. Isso é tudo Chouchou, eu vou m’embora, não se preocupe comigo, eu ja estou indo, dentro da noite fria, gelada, não é grave, a unica coisa que me daria prazer, quer saber, é que voce venha ao meu enterro. Josette: eh bem, quer saber, eu vou vir com o bêbe, assim ele podera tomar um pouco de ar. Mortez: Voce acredita que sera bom levar uma criança ao cimiterio ? Josette: Ora, as vezes tem algumas plantas. Félix: Com a serie de coisas ruins que eu ja passei desde que eu sou criança, eu ja tenho um merito de chegar a esta idade... Katia: Eu não gostaria de continuar a criticalo, enfiando mais o prego, mais eu acho que os meritos na verdade são das pessoas que lhe suportaram. Félix: (lhe ameaçando) Ah! Voce! (Katia lhe ameaça com o revolve. Montez os separa.) Voce não pode entender, voce não pode entender. (uma musica patetica e uma iluminação isolada vão acompanhar o seu ressito) Orfão ao seis anos, eu perdi todos os meus bens por causa de um advogado corrupto e desonesto, Doutor Fourt. Depois eu fui recusado como piloto de grandes linhas por causa da ortografia, explique-me o porque temos que percorre em linhar reta com o lapis vinte centimetros para poder pilotar um avião. Josette: Mais é porque voce tem que andar reto, é como os automoveis, seu babaca. Félix: Ta vendo, ja vai começar! ja vai começar! Me escutem, logo apos isso eu tive uma ideia de genio, porque eu sempre fui um genio nos negocios. Eu me associei a um couper do Cassino de Copacabana que se revelou um faisão que veio de longe. Eu então inveitei as Sandalhas. As sandalhas eram um pequeno sapato de verão em tecido, leve, com a sola de coco trançado, oh, eles não custavam nada, e vendia bem, mas... mais foi Espadrille que me robou o negocio... Theresa: Quem ? Félix: Espadrille, Claude Espadrille, o Faisão, o Couper, não entendeu. E ele ainda deu o seu nome as minhas sandalhas, voces devem ter sem duvida escutado falar das Espadrilles. Therese: Sim, sim, eu conheci um par. Félix: Estão vendo, eh bem, são as minhas sandalhas. Depois eu encontrei Josette, e voces ja conhecem o que aconteceu... Theresa: Voce quer saber, eu lhe intendo, pois eu tambem ja fui enganada. Félix: Ah sim, por um Faisão tambem ? Theresa: Por meu ex-marido. Uma historia sordida de “fourrures”, um casaco de pele emprestado e entregue todo manchado e que me deixou desgostoza com o amor... Fazem três anos, que eu durmo sozinha e eu não tenho mais uma vida de mulher. Et na verdade eu não estou indo tão mal. Félix: Não fale assim, por que comigo, aconteceu quaze a mesma coisa, sim, foi assim, eu fique desgostoso foi com o cheiro do bacalhau. Em um jantar, eu fui servido e eu fique inojado, porque para mim, aquela mulher não esta fresquinha. Eh bem, durante três anos, so de pensar, eu vomitava. E um dia, três anos depois, igual a senhora, é engraçado, eu tive a oportunidade de recomer em uma cerimonia da Préfeitura. Eh bem, ela estava excelente, deliciosa, e a senhora me acredite se quiser, depois disso, eu não consigo passa mais de uma semana sem afogar o ganço. Theresa: Eu não sei se nos poderemos comparar o amor e o cheiro do bacalhau. Mais é bem verdade que bem feito, pode ser muito gostoso. Félix: Sobretudo que eu, sem querer me gabar, eu sou um grande fodedor. ·A luz volta a iluminar o palco inteiro. Josette: Eh, oh, não vamos exagerar. Theresa: Eu falo, eu falo. Voce deve esta se sentindo mal com tanta emoção, Félix. Quem sabe, voce gostaria de se deitar um pouquinho antes de ir embora ? Félix: Eu gostaria muito. Theresa: A qui ao lado tem um quarto que não estamos usando, eu vou lhe mostrar. Félix: Ah que legal. (eles vão para o quarto e somem. Félix reaparece) Eu esqueci meus oculos. ·Ele os pega e entre correndo. Mortez: Finalmente ele é muito inteligente. Josette: Eu não sei pra que ele pegou seus oculos, ele so le as grandes letras. Mortze: Theresa, Theresa, faça atenção. (Ele tenta abrir a porta.) Eles feicharam por dentro. Katia: Como é que é, eles feicharam a porta por dentro ? Mortez: Eu posso jurar. Josette: E o meu carrinho de compra esta la dentro. ·Nois podemos escutar Theresa e Félix do outro lado da porta. Félix: As calcinhas tambem ? Katia: Mais ele não esta descançando nada! Josette: Diga, Félix, não va brincar com as rodinhas. Mortez: Hei, Theresa, mais o que esta acontecendo com vôces ? ·O telefone toca. Josette: Tome conta do meu carinho de compras, eu vou respon der o telefone. Mortez: Ta bom, Ta bom, pode ir, eu estou ocupado. Josette: Allô ? A Mulher: (no telefone) Allô ? Gonzague Saint-Bris ? Josette: Não, sou eu Josette. A Mulher: Pois bem, com a mãe do meu marido nois não sabemos mais onde estamos. Não sabemos mais o que fazer. ·Nois podemos ouvir gritos e risos dentro do quarto. Josette: Intendo. Sim. Montez: E exatamente o meu quadro, eu sou um vidente. Josette: O que é que esta acontecendo ? A Mulher: O que esta acontecendo é que ela morra com nosco desde que ela se aposentou. Com setenta e dois anos, nois estamos com a impressão que ela esta um pouco exclerosada. Josette: Isso acontece muito com os velhos, eles perdem a cabeça. ·Nois continuamos a escutar os gritos. A Mulher: Sim, é isso mesmo que nois estamos pensando. E alem do mais, ela esta andando com pessoas estranhas, esta o tempo todo enfurnada com esses empalhadores de cadeira que ficam embaixo do predio. Josette: Oh, preste atenção, na sua idade, é normal que ela tenha muitos amigos. Ela tem mais tempo para fazer o que quiser. Katia: Mais o que é que eles estão fazendo ? O que estão fazendo ? A Mulher: O que é que a senhora pensa que ela esta fazendo com os empalhadores o dia inteiro ? Josette: (a Montez.) Deixe eles em paz, eles devem estar tranzando! A Mulher: E bem provavel, eles tem esta reputação aqui no bairro. Josette: Oh, isso é evidente. A Mulher: E impressionante, ela praticava muito quando ela ainda raciocinava corretamente. Era nisso que nois estavamos pensando, eu lhe agradeço muito Gonzague, nois vamos tenta lhe internar. Josette: A senhora tem razão minha senhora. Não tem de quer. ·Katia e Montez estão olhando pelo buraco da feichadura da porta do banheiro e espionam Theresa e Félix que continuam a fazer amor com muito barulho ! Mortez: (se meixendo na cadencia do barrulho que vem do banheiro) E isso ai, assim... Katia: O senhor quer para com isso, senhor Montez, isso me incomoda! Mortez: Mais não, isso não incomoda, isso natural, ele sabe o que faz, hein ? Oh, ai ai ai ai, quando penso que tem varias mulheres que estão esperando so isso por dez pratas, que babaca, todos os anos no natal, eu pego uma puta. Eu tenho que ir embora! Eu volta daqui a quinze minutos. ·Ele sai. Josette: Isso deu um monte de ideias a Montez. ·O barulho continua. Katia: Voces querem para com isso, voces vão parar, ou eu vou derrubar esta porta, e eu vou acabar cometendo uma besteira. Josette: Fique calma Katia, como é que isso pode estar ti incomodando ? Katia: A senhora acha que eu posso suportar ouvir minha mulher dar para outro homem ! Josette: Como, por que era voce a mulher da Theresa ? Que historia, minha pobre Katia, oh, mais venha, venha se sentar perto de mim, venha, venha, e eu não sei o que fazer para voce não pense mais nisso. Tome, eu ja sei, nois vamos preencher o formulario violeta...Ah, eu intendi, para que caiba todas as palavras, eu terei que escrver com letrinhas pequenas. Katia: Quer sabe, Josette, voce vai ter que me desculpar, nem quero mais saber desse formularia violeta, eu estou por aqui, eu quero que si dane. Eu acho que na sua familia voces ja ouviram falar do pequeno Jean-jacques ? Josette: Sim, ele era o ex-marido de Theresa. A nossa familia chamava ele de babaquinha de Jean Jacques. Katia: Não, é somente o pequeno Jaen Jacques. Eh ele sou eu ! Josette: Não ! o babaquinha de Jaen Jacques, é voce ? Katia: Não, o pequeno Jean Jacques, o pequeno Jean Jacques sou eu ! Eu sei porque voce esta surpresa Josette, é por que eu não tenho mais aquele lock que eu tinha antes ! Na quela época, eu era um pequeno jovem louro do interior, um pouco inocente, que fasia rir todo mundo. Josette: Por que voce era louro ? Katia: Não, eu tinha o descolorido o cabelo, mais agora eu estou com a minha cor natural por que a descoloração estragou meus cabelos. Josette: Oh, isso é verdade, por que eu tinha uma colega, ele se fez três permanentes, e depois ele ficou sem nenhum pelo sobre o coco. Katia: E depois, foi o encontro com Teresa, eu me lembro, ela vivia com uma outra estudante em ortopedia numa situação muito dificil. Ela morava em um alberge nogento, quai Branly. E depois disso muito rapido, um casamento em Melun, três semanas de felicidade intensa... Josette: É engraçado, por que quanto mais eu fico lhe olhando, e bem cada vez mais voce se parece com o babaca do Jean Jacques... Katia: Mais é claro, por que sou eu Jean Jacques ! Josette: É incrivel ! Katia: Ela me enche o saco... E alem do mais teve aquele caso tragico do casaco que o parente dela emprestou, infelizmente dégrade e devolvido com manchas... Um casaco de um valor inestimavel. Josette: Quanto ? Katia: Inestimavel. Josette: Oh, custa muito caro. Katia: Ela ficou de me pagar, ela me jougou fora, e depois como eu não tinha condições, e bem, eu fiz todos os pequenos trabalhos que existe no mundo ate mesmo o mais velho. É isso mesmo... eu vendu meu corpo a esses que o queriam, e voce pode me acreditar, eles não eram muitos. Josette: E com isso, minha pobre Katia, se vôce tivesse me perguntado minha opinião, eu teria te dito não imediatamente. Katia: Eu não tenho mais nenhuma saida, eu estou fudido, eu estou fudido. Josette: Oh, não diga isso, eu estou vendo uma saida para vôce. Francamente, Katia, vôce esta num estado lamentavel. Eu estou com pena de vôce ! Não, mais se eu estivesse no seu lugar, vôce quer saber, a muito tempo eu jà teria enfiado o cano de gaz dentro da boca, e depois deitado na cama, e o caso estava encerrado. Katia: Vôce não pode imaginar, mais eles cortaram o meu gaz... (os barulhos amorosos recomeçam. Katia voa e bate na porta.) Parem com isso, Theresa, acabem com isso, eu ainda ti amo, eu preciso de vôce... I love you, I need you, eu estou no fundo do poço, me jogem uma corda. ·(Theresa sai do banheiro. Katia, que estava atraz da porta, recebe ela sobre o seu nariz. Theresa esta transformada. Ela esta feliz, pouco vestida, com ar de amada. Katia: Theresa sou eu ! É o teu Jean Jacques, voce me reconhece ? Theresa: Eu ti reconheci logo no começo, Jean Jacques, eu estou um pouco mais calma, mais nem por isso eu mudei de ideia, eu continuo não querendo ti ver. Katia: E os cheques, e os cheques, vôce quer ver eles, hein ? Theresa: Não, eu quero é pegar neles ! ·(Ela entra dentro do banheiro e feicha a porta.) Katia: Theresa, saia dai, eu ti imploro ! ·Félix sai do banheiro. Katia o recebe sobre o nariz. Félix: (para Katia) É vôce que fica o tempo todo bloqueando a porta ? Ah, agora vejam ela esta calma, muito bem! Me escuta, Josette, eu tenho que falar com vôce... Certamente o que eu tenho para te dizer podera ti magoar... Josette (gritando). Não me bata, não me bata... Félix: (da mesma forma) Mais eu não vou te bater ! Josette: Bom, então esta bom. Félix: Simplesmente o que eu tenho para te dizer risca de te magoar e vôce tem que aceitar e de uma vez por toda se tornar uma adulta. Muito bem, eu vou te explicar: algumas vêzes, o inesperado, o amor entra na vida de um homem e ele é obrigado a lhe seguir... Josette: Quem é este ? Félix: O amor, a segurança, o dinheiro, tudo isso... Katia: Por favor, vôces tem banheiro aqui ? Félix: Eu não sei de nada. Va procura la fora, vai pelo cheiro... Katia: O senhor é muito simpatico, obrigado. ·Ela sai. Félix: É por isso que vôce tem que secar as suas lagrimas, a paixão que vôce tem por mim, por que eu decidi de ir morar com a sua tia... Josette: Ah, não ela é minha prima, e não minha tia. Ela é a mulhe do babaca do Jean Jacques. Félix: Sim, eu intendo, tudo bem contigo ? Vôce não esta sofrendo muito ? Vôce resiste ao choquer ? Josette: Tudo bem Félix. Quer sabe eu estou muito aliviada. Vôce vai começar por me devouver as chaves do apartamento. E depois vôce pode ir tirando todas as quelas merdas, teus coelhos, tuas galinhas, tem para todo lado, o dotor, ele me preveniu que o bêbe pode pegar a myxomatose. Félix: Oh, um minuto, me de um tempo para que eu descanse. O que é que tem la, as galinhas, os coelhos, não são meus, eles são de René, ele ainda não saiu da prisão. Josette: Mais quem é que denunciou René ? Félix: Bom o que é que esta acontecendo ? Vôce não esta aguentando ? É por que vôce ainda me ama ? Josette: Alguma coisa caiu na tua cabeça, meu pobre Félix, eu ti detesto, e vôce sabe muitto bem depois de quando, hein ? Depois daquele dia que vôce quis arrancar o meu dente de ouro que é tudo o que me restou da minha mamãe quando eu dormia, com aquele grande alicate. Félix: Oh, tudo bem, nois não vamos colocar isso novamente sobre os tapetes ? Eu estava precisando de dinheiro. Vôce talvez tenha esquecido o quanto eu doei sangue. Na quela época eu poderia ter morrido com a boca aberta dentro de um caniul. Josette: Eh bem, talvez teria sido melhor, vai saber ! E alem do mais, me devouva o meu dinheiro. Félix: Vai pra puta que ti pariu, vôce é muito ruim. ·Ele se prepara para sair. Josette: Ei Félix, me devolve agora mesmo o meu dinheiro que o governo me pagou para ajudar o meu parto, ou então eu vou agora mesmo dizer a policia o que voce costuma fazer escondido no subsolo do predio. Félix: (amoroso) Oh! Chouchou, vôce esta sofrendo, vôce esta sofrendo, e vôce esta falando bobagens. Josette: Me devolve meu dinheiro ! Félix: Mais pera ai, um momento, vôce esta levantando uma duvida sobre o meu amor. Eu estou te vendo sozinha, desamparada, eu não posso te deixar assim, vôce sabe muito bem que é vôce que eu amo, então eu vou largar a sua prima e tudo vai ficar em ordem. ·Theresa sai do banheiro, ela esta se vestindo. Theresa: Pierre não esta ? Josette: Não, ele foi ver as putas, mais ele não vai demorar. Theresa: Ah, eh bem Félix, assim que Pierre voltar, nois partiremos, eu tenho uma pizza congelada e um vinho Vol-au-Vent, nois iremos terminar nosso pequeno reveillon la em casa, por uma vez que eu tenho um papai noel so pra mim... Félix: Bem, agora se apresentou um pequeno problema. É muito légal o que vôce esta me propondo, eu iria com prazer, ainda mais que eu adoro o final da garrafa de vinho “Vol-au-Vent”. Mais eu tenho medo, de ter aceito algo por que estavamos no fogo da ação, mais que eu realmente não quero... Theresa: Euh, é normal, se vôce é obrigado outras coisas... Félix: Vôce não intende ? (a Josette) Ela não intende... então eu vou te explicar... as vêzes agente fala algo pensando na verdade o contrario... euh... Então sem fazer muita onda, eu estou cheio de fazer mal as pessoas. Então, quer saber, eu não te amo, é Chouchou que eu amo! (a Josette) Vôce esta contente agora? Josette: Eu não estou nem ai ! Theresa: Isto é uma piada, Féliz ? Félix: Se eu estou te falando, vôce esta surda ? Theresa: Josette, é impossivel isso... (Ela chora) Mais e eu, ele tinha me falado do céu azul, de pique-nique no campo e il me disse que os passaros cantavam o nosso amor. Josette: E Houlgate, Theresa, ele falou de Houlgate ? Theresa: Sim. Josette: Eh para mim também, ele me falou de Houlgate, o que vôce não sabe é que ele mente como um arranca dentes, então. Ele nunca esteve na Côte d’Azur. Theresa: Ele me disse que ele encontaria trabalho aqui em Paris. Josette: Tu acreditou, tu acreditou nisso, ele é preguiçoso como um jumento. Ele me roubou meu vale transporte para ir bêber um monte de cerveja ! É este o seu trabalho em Paris. Félix: Ta bom Josette, se vôce não me quer, não é uma rasão para deixar os outros com nojo... vamos embora, vamos para casa. Josette: Não s’aprocime de mim, vôce me da nojo... Félix: Que si dane... Bem, Theresa m’escute, finalmente esta conversa me abriu os olhos. (para Josette) Francamente Josette, vôce esta cendo muito ruin, (para Theresa) mais vôce, vôce é muito légal, vamos comer a pizza, vamos... Theresa: Félix, por hoje vôce ja fez muita coisa ruin. Josette: Quer saber, vôce tem toda a razão Theresa. Este Papai Noel é um vagabundo. Félix : A onde é que eu vou dormir esta noite ? Bem eu vou levar vôces duas... Vamos fazer um bloco... ·As duas se levantam lhe ameaçando. Entra Montez que empurra Katia. Mortez: Vôce é um monstro ! Theresa, ele mijou na parede do corredor, ta maluco! (Theresa e Josette Gritam) Bom, vamos acabar com isso. Meu senho, eu pensei muito enquanto nos estavamos no butiguin, não tem solução. Aqui não é o Exército da Salvação. O senhor pode ir embora e queira comprimentar Lucien Jeunesse por mim... Katia: Eu conheço ele so um pouquinho... Mortez: E voce, voce vai parar de tortura a pequena Josette que vai imediatamente retirar seus pes do sofa. Josette voce nao deve fazer isto na casa dos outros, por isso nao faça isso aqui, por favor. Josette: Eu me sinto como se a casa fosse minha. Theresa: Sao os nervos ! Katia: Voces nao estao vendo que ela esta com dores por causa da criança. Josette: E sim, e isto mesmo ela esta com dores por causa da criança. Mortez: Em cima do meu sofa, muito obrigado, Hop para fora ! ·Theresa e Josette saem rapidamente. Montez as segue. Feliz: Eu vou acompanhar voces caso eu seja o pai ! Josette: Mais nao e seu, escroto ! Felix: Como e que voce sabe, voce nao estava la ? Katia: Ta vendo, eh bem quando se fudeu, ta fudido. Voce tem que ter a corage de olhar os fatos de frente, hein Felix. Felix: Ve se nao enche, nao enche, ela vai voltar com meu filho a Josette, e ela vai me implorar de joelhos... ·Maquinalmente ele engole um copo de licor que ele cospe gritando. Katia: Nao, Theresa foi a ultima estrela que brilhava ainda na minha vida, agtora que se apagou e que tudo esta escuro, eu estou vendo a soluçao muito mais claramente. E muito engraçado ate, por que isto nao me faz mais medo. ·Ele consegue pegar o revolve. Nois podemos escuta os sinos badalar. Felix: E Natal, sao justamente meia noite ! A conta e boa ! Katia ( o revolve na mao). Vamos nos beijar Felix ? Felix: Euh, sim. ·Eles se beijao. Katia: Feliz Natal ! Felix: Feliz Natal ! Katia: Eu acho que lhe deixei do vermelho. Felix (coberto de sujeira). Nao faz mal, eu ja tenho alguns manchas pretas. Tudo bem. Katia: Bem, esta foi uma noite de Natal muito boa, nao e mesmo Felix ? Felix: Nao, nao mais o menos. Katia: De qualquer maneira e muito engraçada as coisas da vida, um pequenino ser humano todo nu vai nascer e um grande mal vestido vai embora... Felix: Eh, eh... Pode parar com essa convercinha ! Voce nao vai fazer esta chantagem comigo ? Katia: Felix, voce diga a Theresa que eu a perdoou de todo o mal que ela me fez ! E ao senhor Montez que nao guardo mago dele ter me tratado de sujo pederasta. E isso ai! E tudo, eu saio do jogo, os dados estavao viciados, Boa noite ! ·Ele entra no comodo ao lado. Felix fica sozinho em cena. Felix: Oh, voce nao vai fazer isso. Eh, voce nao vai fazer, ne ? Um cara que quer realmente se dar um tiro ele nao vai ficar gritando pelos telhados, eu conheço bem esse problema. Eu pratico esse genero: Atençao, socorro, eu vou me matar ! Teve um dia que quase que eu me joguei na “Senne”, e depois sobre o para peito eu tive medo, como todo mundo... e alem do mais eu nao sei nadar, entao... Olha so, faz um negocio, voce coloca o buraco do revolver na cabeça, voce vai ver, isso vai te dar um gosto pela vida. (nois escutamos um tiro de revolver vido do comodo ao lado.) Senhor Katia ? Senhor Katia ? Mais que babaca, ele nao entendeu nada daquilo que eu estava lhe dizendo ? (Felix vai rapidamente abrir a porta; uma fumaça esta saindo) Oh ! que merda ! ·Felix feicha a porta e tenta decimular a fumaça. Montex retorna. Mortez: Voce, voce ainda esta aqui ? Katia ela foi embora ? Felix: Sim, ela fumou um cigarro e depois foi embora. Mortez: Entao, Felix, um ultimo conselho antes que voce faça o mesmo. Esqueça a pequena Josette, voce esta entendendo ? Voce vai achar uma pequena jovem linda mulher, que seja legal, que seja limpa, faça uma familia com ela, tenha muitos filhos e me acredite e isso que voce precisa ! Voce nao esta me acreditando Felix, eh entao, olhe para mim, eu tenho uma mulher, e filhos que eu adoro e eu tenho esta responsabilidade. Isto me da uma meta na vida, voce esta me entendendo ? Isso me faz ficar acordado> Felix: Eu, tomo cafe... Mortez: Nois nao podemos fazer piadinhas com um assunto desta importancia Felix. Eu nao sei mais o que dizer... Eu creio que e uma coisa minha. Eu estou lhe prevenindo, parece algo insiguinificante, mais isso vale o que vale: As vezes o caminho e duro, o que voce pensa disto ? Felix: Voce me previniu hein... Mortez: Medita sobre esse assunto, nao e tanto complicado como parece. (Le telefone toca...) Alou, Centro de Valorisaçao da Vida, feliz Natal ! Voz de Mulher: Muito bem, meu senhor, eu estou com um enorme problema. Mortez: Eh bem minha senhora, eu estou para lhe escutar, feliz Natal... Voz de Mulher: Muito bem, eu sou casada a uns dez anos com um homem que nunca e que eu respeito profundamente. Mortez: E isso ai, sim, continue. Felix: Ela tem uma sorte incrivel, nao ? Mortez (a Felix) Cala a boca ! Oh queira me desculpar minha senhora... Voz de Mulher: Esta noite, tudo desmoronou pois eu fiquei sabendo que meu marido tem ralaçoes com prostitutas... Mortez: Esta noite sim, com as putas e claro... Quero dizer se a senhora me permitir, isso e uma coisa que as vezes acontece a certos homens fracos que as procuram... Voz de Mulher: Nao, nao, este e um homem as putas, ele vai regularmente, as minhas informaçoes nao me deixao duvidas, entao eu decidi de ir embora com as crianças, quando este cenvergonha voltar para casa, o apartamento estara vazio e eu gostaria que voce soubesse Pierre... Mortez: Quem esta falando ? Voz de Mulher: Sua mulher, Françoise, Pierre, e nao tente a nos encontrar, as crianças nao querem saber de um pai depravado ! Mortez: Mimine, isso nao quer dizer nada, voce sabe muito bem que eu te amo... de toda maneira nao tem nada a ver. Mimine... ·Françoise desliga... Felix: Mimine desligou, huum... ·Mortez desmorona, uma musica triste acompanha o seu choro... Mortez: Voce esta vendo que algumas vezes o caminho e duro... Eu cometi uma falta e eu estou cendo punido, ta vendo Mortez, eu sabia e isso é tudo! Eu vou ter que encontrar em mim a força que eu sabia dar aos pobres... Não, não o que eu tenho que fazer é encontrar o lado positivo desse negocio e sera tudo...o lado positivo deste negocio... eu alugarei sozinho um pequeno studio... é isso ai... eu não terei mais as mamadeiras, os super mercados essas coisas...poder ler tranguilamente...poder escutar a musica classica so para mim... oh oh eu vou fazer tudo isso rapidinho, voces vão ver...Eu pegarei meu carro quando eu quiser, para fazer grandes percursos, na auta estrada, tranguilo, sozinho, sozinho ... ·Ele chora cada vez mais... Ele desmorona. Félix: E isso ai, chora, vôce vai mijar menos !...Euh... eu escutei a sua historia distraidamente, é claro, eu intendo, é uma grande infelicidade o que esta lhe acontecendo, mais como agente costuma dizer, nois nos sintimos melhor Em saber que existe pessoas mais infelizes que nois mesmo... aqui ao lado. ( Com a cabeça ele indica o quarto ao lado.) Por exemplo, Katia, quando ela foi embora, eh bem, ela não estava no alge... Mortez: Si vôce acha que isso é uma compensação, so podia vir de vôce isso. Félix: Não, o que eu quero dizer é que ela foi embora com o revolve, e na minha opinião, ela fez uma besteira. Mortez: E para onde ela foi ? Félix: Pra la. Mortez: Para onde, la ? Félix: Por ali onde esta aquele pedaço de pau. Mortez: Oh, não é possivel, é a porta do quarto ao lado, entaõ... Félix: Então, ela foi embora pela porta do quarto ao lado, mais na minha opinião ela fez uma besteira... ·Mortez vai em direção a porta do quarto. Ele abre e descobre o cadavre de Katia. Mortez: Ah...ah...la vai dar trabalho, é horrivel... Félix: O que esta acontecendo, tem algum problema ? Voce esta me deixando preocupado. Eu estava precintindo algo. Mortez: Tem pra todo lado, esta escoregando e caindo, é horrivel... Félix: Ah, isso é verdade o carpete não presta mais. Mortez: Mais o que vamos fazer ? Félix: Vôce poderia lavar com shampoo. Mais teria que chamar um expecialista, ou então trocar o pedaço que esta estragado de uma vez, isso vai ser mais rapido... Mortez: Nois temos que chamar a policia. Para o CVV isto é uma catastrofe. Félix: Não, vai ser uma catastrofe chamar a policia. Qui babaca ! Primeiro isso não vai fazer ele reviver, alem do mais nois devemos evitar os problemas por que eu tenho um revolver e não é a primeira vez que ele foi usado... Mortez: Mais o que é que voce quer que eu faça ? Félix: Eu não sei o que vamos fazer ! Agente tira ele daqui discretamente, e joga ele la no rio Seine e proto. Mortez: Agente tira ele daqui discretamente ! E os visinhos, o porteiro ! Félix: Voce não tem uma mala, um bau, alguma coisa ? Mortez: Aqui não é uma loja... Félix: E isso aqui é o que ? Isso serve, agente coloca ele aqui dentro e tira ele daqui discretamente, eu ja estou com a fantasia, e depois, hop dentro do rio Seine. Mortez: Mais vôce não esta vendo que ele nunca vai caber ai dentro ! Ele é muito gordo... Félix: Ele inteiro é verdade, não vai dar. Então vamos corta ele em pedaços e agente faz varias viajens. Voce não tem uma grande serra ou algo parecido ? Mortez: Espere um pouco...talvez ali, dentro da caixa de ferramentas...Aqui esta... Félix: Me de as luvas, eu não quero me sujar...(Mostrando a fantazia de Papai Noel) Isso aqui é alugado. Mortez: Aqui esta, oh não isso é horrivel, eu nunca poderia fazer isso... Félix: Mais eu vou fazer...Que babaquinha! Isso não me inoja não, eu trabalhei em um abatedouro. Ah é verdade que ainda vai ficar o problema do carpete... ·Félix entra dentro do quarto para começa o seu sinistro trabalho. A campainha toca. Pierre abre. Entra o senhor Preskovich. Presko: Senhor Mortez, eu preciso falar com o senhor urgente. Mortez: Senhor Preskovick, nois tivemos os seus chocolates, o chapéu, nois tivemos o licor, agora nois estamos com problemas, queira nos deixar em pax ! Eu sinto muito...o senhor entende! Presko: Eu entendo, eu não vou mais encomodar-los. Mortez: Felix Natal, senhor Preskovich ! Presko: O senhor tem fosforos ? Mortez: Não, senhor Preskovich, aqui não é uma tabacaria. Espere um pouco, eu tenho um esqueiro, aqui esta, eu tenho um esqueiro e eu lhe dou de presente, Felix Natal, senhor Preskovich. E ate a procima. ·Mortez faz sair Presko. Félix sai do quarto. Ele esta coberto de sangue, a serra ensanguentada. Félix: Ah ! Eu fiquei preso em um osso, escorregou...voce não tem guardanapo ? ·Mortez enxuga Félix que retorna ao quarto. A campainha toca. Treresa entra. Theresa: Escute Pierre, nois temos que chamar uma ambulancia urgente. O Taxi não quis nos levar. Ele ficou com medo que ela tivesse o molequinho ali mesmo... Mortez: Theresa, eu vou chamar uma agora mesmo, eles tem o abito com isso, eles chegaram em cinco minutos, por favor desça rapido, desça rapido... ·Ele desliga o telefone. Theresa: A proposito, então, Jean Jacques foi embora finalmente ? Mortez: Sim, ele foi embora... (ele desliga o telefone novamente.) Bom esta ocupado, eu chamarei novamente dentro de dois minutos. Dessa, Theresa ! Pode descer, rapîdo Theresa, rapido. Theresa: Vôce sabe, Pierre, eu estou com medo de ter sido um pouco dura com o Jean Jacques. Mortez: Mais não Theresa, eu tenho certeza que ele ja esqueceu tudo isso, então o melhor é vôce descer, vai Theresa, vai... Theresa: Eu nunca pude ... Mortez: Mais nois não podemos nunca... Theresa: Eu o conheço como se eu o tivesse tricotado... Mortez: Minha querida Theresa... Theresa: Ele é um homem sencivel, eu o sinto fora dos trilhos, ele parece estar divido ao meio. ·Félix entra. Da bacia que ele traz, depassa un braço e uma perna. Félix: Bom, e ai, nois ja podemos fazer uma viajem. ·Ele fica frente a frente com Theresa. Ele tenta esconder a bacia. Theresa: Ele esta parecendo um porco... Mais o que é isto ?... Félix: São alguns presentes ! Mortez: São alguns presentes do açouque Bernard ! ( Theresa entra no quarto.) Theresa, não entre ai ! ·A gente escuta um grande barrulho de vidros quedrados e um grande grito. Félix: Ah, ja vão dizer que a culpa minha. Mortez: É horivel, quando ela viu a metade do Jean Jacques, ela quis vomitar, ela recuou e passou pela janela. Ela fez um vou plano horripilante, ela esta despedaçada la em baixo... cinco andares como uma merda... qui horror. ·Alguem toca a campainha. Félix: Oh, não... ·Mortez abre. Félix se esconde. Entra Josette. Josette: Mais eu espero que eles vão andar rapido, se continuar assim, eu vou fazer o molequinho no banheiro. Mortez: Escute Josette, a ambulancia vai chegar dentro de cinco minutos, por favor, desça, rapido ! Josette: Onde esta Theresa ? Mortez: Ela esta em baixo. Josette: Mais eu não a vi passar. Mortez: Por que ela passou super rapido. É por que vôces se cruzarão... ·Josette sai. Félix: Agente vai acabar sendo visto com tuas babaquices. ·O telefone toca. Mortez atende. Presko (off): Alou ? Senhor Mortez ? Quem esta falando é o Rhadam Preskovich. (Silencio.) Eu tentei falar com o senhor a noite toda... Félix: É engraçado, eu estou sentindo um cheiro muito estranho aqui ! Presko: E o senhor nunca quis. Mortez: Sim, por que nois estavamos muito ocupados, senhor Preskovich, quer saber, nois ainda estamos ocupados. Presko: Não tem importancia, eu pensei muito, eu abri o gaz ja faz algum tempo. Félix: Então é isto que eu estou sentindo ! Presko: E eu vou utilizar o seu esqueiro ! Mortez: Não, senhor Preskovich, o senhor esta passando por um momento ruim. ·Josette entra. Josette: Eu esqueci o meu carrinho! ·Explossão.
Mestre Iram Custodio CECICA CAPOEIRA
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